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Quem sou eu
- Sandra Helena Queiróz Silva
- Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.
terça-feira, 24 de maio de 2022
MEDITAÇÃO
Fecho os olhos meu corpo adormece a paisagem reflete um descortinar de beleza.
Embriago-me de forma adequada deixando por lá as angústias da vida.
Caminho descalça por verdes campos, mares, cantar da passarada e o frescor da brisa traz Paz.
Meu caminhar é imenso de claridade que favorece a revitalização das energias.
Recolho luzes, aromas etéreos e aplico sobre meu corpo físico.
Retorno aos poucos, a música continua, desperto da meditação de energias revigorando o espírito, o corpo e a mente.
Meditação ao barulho descontrolado da agitação do cotidiano ao som de um piano.
sábado, 21 de maio de 2022
CONFIDÊNCIAS DE UMA POETISA
Palavras insensíveis e sem sentido
Quero apenas transcrever
Um pouco da minha história
Sem saudade
Sem amargura
Somente a essência pura.
Insisto em ruminar
Perdidos sonhos
Frases e poemas imaginados
Que está em estado latente
A espera do momento certo
Gostaria que entrassem
Nos corações sofridos
Atingindo o seu alvo fatal
Como lança pontiaguda
Na mente dos noctâmbulos.
Revelando aos sensíveis o verdadeiro
Sentido do ser
O significado das palavras
Onde serão lidas quem sabe.
Num canto qualquer...
terça-feira, 10 de maio de 2022
APURANDO OS SENTIDOS.
Aprimoro meus sentidos em busca do domínio da Audição.
Verifico que o silêncio não permite que eu repouse, pois vai de encontro
das vozes soltas que juntas formamos um elo de letras, frases, poemas...
Determino ao Paladar de sentir o sabor da escrita, degustando e digerindo pensamentos em forma de alimentos balsâmicos e salutares.
Proclamo ao Tato, que sinta o tatear de mãos unidas, simplificando e dando significado ao lápis que conduzo.
Peço ao Olfato, que sinta o cheiro da brisa embriagadora de perfumes celestiais que transbordam onde estou em um jardim do Universo.
Minha Visão fica turva e ao mesmo tempo límpida, sabendo que o sexto sentido trabalha em prol dos cinco sentidos, determinando um propósito, uma lógica elementar na busca pelo mistério dos pequenos envolvimentos místicos além esfera, para um lugar que demanda o triunfar.
terça-feira, 12 de abril de 2022
sexta-feira, 8 de abril de 2022
DESPERTEI
Despertei
Do meu
monólogo tão silencioso
Abandono à
carga irônica
Da palavra
impertinente
Esbanjada
pela boca
Despertei sem
desespero
Medo ou
cobiça
Sai do aquém
e fui
Para o
metafísico
Em liberada
aceitação plena
Em toques
mágicos
De interiorização
Burilando
rotinas
No dia a dia
constante
Nesse empenho
de crescer.
Navegar
desertos de extintos desejos
Dar forma as
coisas apenas pressentidas
Despertei...
Como a ave no
seu primeiro voo
Vislumbrando
a estranha sensação
Na dimensão
que advinha falha
Ante ao pouco
revelado
sexta-feira, 1 de abril de 2022
INUNDA MEU AVESSO
Lentamente a porta abre
Espreito mais uma vez
As largas ruas e as avenidas
São frestas que refletem
As águas mansas e nua de ondas
Sobre as asas de uma vida
Em meio as lágrimas e riso
Será sorte ou destino
O mundo é uma cabeceira
No horizonte sem tempestade
As mãos cheias de saudade
Inunda meu avesso
Preenchendo todos os espaços
Adejando em nuvens brancas
Prenhe de desejos
Na vastidão dos teus olhos
Nas juras que fizemos
Promessas que não admiti
Confessar
Nunca te esqueci...
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