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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Minha inspiração

 
Seduz em versos qual poeta a recitar em meus ouvidos
Volúpias que abrasam nossos corpos flamejados
Conduzindo os verbos em contextos tão nossos
Que não haverá leitor que decifre o que é nosso amor
São prosas de horas a declarar-se em tons suaves
Naturalidade de linguagem falada que penetram na alma serenada
O tempo nos envolve em esquecimentos
Há em cada ocasião uma apresentação de desejos ardentes
Somos estações que se entremeiam entre o sol, chuva, vento, flores.
Um despertar de sentidos, pressentidos em toda alucinação de se achar.
Envolvendo e acordando a felicidade, fazendo morada nos instante que estamos a sós.
Serei tua poetisa em versos e prosas
Será encantamento de minha inspiração
Poesia peculiar que habita o coração...

 

 

 

NOSTALGIA

 
Vamos brindar em taças de cristal os reflexos dos teus olhos refletidos nos meus.
Extasiados de satisfação do mero sorriso-olhar que flutuam entre os desalinhados pensamentos que correm e querem se abraçar de uma forma sem igual.
Há um sentimento para tanto querer, em cada olhar que fala, esboça toda a sensualidade contida, vivida e sem medo de entregar-se novamente.
Nossos olhares se fixam em pontos cardeais, nos levando em direções que permitimos ir, sendo desviados pelos impulsos mais puros e ingênuos de amar.
São nos teus olhos que percebo a separação que nos distancia.
Os momentos emudecidos e refreados em alaridos de amargura.
São neles que queremos nos perder e nos achar sem os rótulos convencionados de ser iniquidade.
Há em cada expressão uma aurora suspensa com uma noite estrelada.
Debruçarei neste piano para tocar a nossa música, quão pano de fundo de todas as sinfonias orquestradas dos nossos prelúdios.
Sentindo em cada nota tocada, o vibrar de nossos corpos dançando o ritmo frenético das branduras que habitavam cada forma de ser nos atos contínuos que atuamos juntos no enveredar da paixão.
Sentirei que o teu olhar estará fixo aos meus e os meus nos teus, qual o dia em que nos vimos e nos tornamos coniventes.
Sem deixar cair no esquecimento o que sentimos, amamos na musicalidade de todas as emoções e o néctar desprendendo de nossos poros em desejos de quero mais...
Nostalgia de sonhos alados se perdendo na vastidão dos meus olhos que campeiam incessantemente os olhos teus...

 

 

 

Adereço para o amor...


Enfeitei meu corpo e adornei com fios de ouro

Soltei minhas madeixas voejando no corpo teu

Envoltos no amparo deste afeto sincero

Flutuamos entre os roseirais

Exalamos nosso amor matinal

Entre os cantos onde nos encontramos

Há esquecimento dos que somos

Há aspiração dos desejos

Há carícias infinitas do encontro

Sincronizamos as excitações mais íntimas

Em nós habita dois corações flamejando

Há separação nos pensamentos

Ninguém rouba o que há entre nós

Juntamos nossos corpos e volitamos num espaço

Longe dos olhos daqueles que não nos querem bem...

 

 

 

 

AMAZONA


As cores fragmentaram-se...
Contemplação de luzes
Amazona luta com suas guerras interiores
Banha-se nas águas diáfanas
Cachoeiras despencam dos desfiladeiros
Mergulha nas águas energizando as fragmentações
Correntezas formam nos corredores entre os canyons.
Concebendo ao mortal revigorar o fulgor
Purificação dos canais obstruídos
Leveza e bem estar erguida nos altares em meditação
Ergue-se nas colinas nos montes sagrados
Vislumbrando o sol
Escondendo-se na tarde fria
Recolher-se diante da vida, retrospecção interior.
Acolhida na elevação do trilhar
Retornando aos poucos ao seu habitar...

 

Entrelace de duas vidas...

Pressentes o colorido que nos envolve?
Formamos um entrelace
Focalizando num só querer
Luzes brilham ao redor envolvendo-nos qual arco-íris
Recepção de corpos ajustados
Assentados na sincronia deste apertado vínculo
Morada de sonhos sem pecados...
Soltos dos liames dispersos em claridades
Suprimos o nosso amor na virtude de sermos um
Balsâmico é teu corpo acariciando o meu
Envolto de paz e harmonia
Serena no Éden, pomar de admirações.
Entrelace de duas vidas...
Jogo do amor
Dados pintados formando corações...

Prece acolhedora


Sussurrei para saudade ir ao teu encontro
Nas moradas habitáveis que não sei onde estais
Sinta meu sorriso em prece a refugiar-te.

Durma um sono enquanto falo de ti para que ouças as palavras de carinho que muitas vezes calei por inibição dos sentimentos contidos
Lembro-me dos risos soltos meio encabulado de vergonha ou talvez pela humildade de teus gestos misturando com os meus.
Saudade é danada, fica latejando no peito da gente querendo correr para abraçar, sentir o calor do afago que se perde num caminho invisível...
Sente a ternura em minhas palavras, sou eu interpretando a nostalgia que nos dias conto e o tempo não sabe contar as horas perdidas dos instantes que busco o teu espelhar.
Tua falta não preencherá o vazio, contudo a vida me presenteou um ser de predicados sem esquecimento e sim agradecimentos.
Vem, fica só mais um pouquinho para que a saudade invada os nossos corações e entrelace num canto de glória o que sinto e sentes no tocar de pensamentos afáveis.
Saibas que onde estejas eu sempre vou orar... Deixando um pouco de tudo que aqui plantasse no jardim de meus dias, as mesmas flores colhidas e colocadas na mesa a perfumar o ambiente que nos reunimos.

Estará qual gerânio misturado às folhagens, permanente em cada paisagem. Quando entardecer descansará despertando com o sol no meu jardim regando meus dias com sua tímida alegria.

 

 

 

DESENCONTROS


Renúncia do sentir e do querer...
Lanço-te nos prados observando teus galopes
Velozes desaparecendo nos confins...
Fugaz veio ao meu encontro e foges de medo...
Não sou juramento em teus lábios e nem nos meus serás...
Fomos encontros com desencontros
Vidas que se cruzaram sem acostamento
Despenhadeiro de sonhos revirados em pesadelos
Brilhos nos olhos qual vela apagada
Tornamo-nos alheios misturados ao mundo

Um mundo nosso que hoje morreu
Desaparecendo ao poucos com o por do sol...

 

 

 

 

PENÚRIA


Marcas definidas pelo cansaço
É a penúria transpirando a cada dia
Não deixando faltar o sustento à família
Olhos lagrimejam pelo sofrimento do descaso de ser humilde
Desde o amanhecer ao anoitecer suas mãos calejadas suplicam um pouco de paz
Há sossego em suas noites com o corpo fadigado pelo sol escaldante
Na rede estendida
Batalhando para sobreviver, reza com fé.
Agradece com o coração em lamúrias
Sabendo que lá do alto tem um por que
São vidas que se arrastam na humildade e expiação
Aceitando a realidade dura
Na pele dorida, mãos em feridas, rosto enrugado de agonia.
Expressão de angústia nos olhos
Retratando um semblante cansado da própria vida...

 

 

 

AMOR IRRACIONAL


Meu amor irracional

Procura-te nos teus cios

Acasalamento de uma entrega animal

Preliminares de querer sem saber

É um amor irracional

Intencional e animalesco

Toda a forma de expressar há ensaios

Somos irracionais invejando alguns racionais

Dedicação à cria, alimentação e doação.

Não matamos por satisfação

Cadeia alimentar

Onde o amor irracional não extermina a amada

Liberto das culpas, dos medos, discorre alheio.

Livres e sem noção

 Nossos atos são falas sem linguagem

Entendimento sem diálogo

Complexidade sem ser complexo

Um lamber neste amor irracional

Neste mundo tão racional...

Veracidades de fatos irracionais

Somos nós os animais?

 

 

 

 

PESCARIA SEM ISCA

Sentada a beira do rio
Pescaria sem isca
Sente um puxar com força
Não era um peixe e sim um coração
Vinha sobressaltando na água
Cativo ao cordão
Veio do além e fatigado
Boiando sem mais ter folego
Agarrou-se na linha sem chamariz
Encontrando um ser a ermo
Em plena solidão
Juntaram os elos em comoção
Perpetuar-se o amor vindo ao encontro do destino
No rio a percorrer descobre um novo caminho...