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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

CURANDO OS SENTIMENTOS


 Motivar e começar curando os sentimentos.

São intermináveis as lamentações carregadas no âmago d’alma.

Questionáveis de acordo com as pessoas que convivemos, nos meios que circulamos outras que nos afastamos, nos libertaram e partem sem despedidas...

Curar as feridas engavetadas cerradas pela mente inconsciente.

 Abrindo-se em ocasiões que paramos e refletimos o verdadeiro sentido do que somos e o que fazemos por nós.

Ajustes necessários para curar os sentimentos feridos em que cicatrizam pelo tempo ou escondem-se na ilusão de estarem curados. Ouvimos palavras avulsas soltas quais balões de gás soltos em comemorações de festas.

Difícil apalpar o abstrato de sentimentos embolados dentro do peito, sem admitir que possam ser enfermidades de sentimentos e carecem ser curados.

 Amor, sempre é visto como um sofredor, cego com todas as anomalias.

 O verdadeiro Amor é luz, dimensão maior de um querer sem cobiça, fraternal e incondicional aos irmãos que comungam num só propósito, a paz interior de um Amor que vem dos firmamentos.

Os grandes exemplos de Amor nos encantam por seres que habitam ou habitaram o planeta despojado de todas as riquezas terrenas, doando toda forma do que é um Amor incondicional.

Sabemos gostar, desejar e apaixonar-se. Necessitamos de uma elevação para um dia chegar a tocar o Amor que ultrapassa os limites dos horizontes que se perdem de vista...

Quantas distinções infinitas podem ser decifradas, mas, cabe eu resguardá-las pelo fato da pequenez de sermos humanos e não entendermos que para curar os sentimentos, precisamos estar libertos da mesquinhez.

 Estamos num mundo cheio de contrastes e que cada parte desse pedaço é nosso em uma imensa extensão.

Curemos os sentimentos ou não entenderemos o nosso coração...

 Em doação plena para qualquer Irmão, sem distinção

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

FASCINAÇÃO


As folhas caem levemente
Espargidas pelo vento
Prelúdio de renovação
Estação reconstruindo a vida
Fluxo contínuo de amor
Estrada infinita para amar...
Fascinação...

As folhas caem levemente
Desenhando o retrato do caminho
Baladas de alegria
Unissonantes...
Emoções afloradas do encontro
Seguem os amantes...

As folhas caem levemente
Frio que atenua
Entrelaçar de braços
Abraço...


segunda-feira, 20 de julho de 2026

ESCONDERIJO TEMPORÁRIO

No vão dos caminhos
Seguimos atalhos
Retrocedendo os medos
Vigiando passos
Serelepe de desejos
Arremedos

Esconderijo temporário
Calmaria das noites
Dias ensolarados
Deslumbrante é o Amor
Acariciando a pele
Chamas de calor

Esconderijo temporário
Sossego
No teu aconchego
Contemplo o momento
Mãos dançando
Bailando no meu corpo
Sutis toques
Trêmulas pernas inquietantes
Aquecendo-me por inteiro

Extraordinário
Esconderijo imaginário

segunda-feira, 6 de julho de 2026

SÁBIO POETA


Suas escritas repassam singelas formas
Admirável é o poeta
O abstrato transforma em vida.
Rompe o sol, descortinando paisagens.
Seus olhos refletem luz
Sabedoria de vidas
Explicações para dores...
Saudades...
Lembranças diversas...
Surge o passado abraçado ao presente
Prevê um futuro incerto
Com palavras adocicadas
Olhar audacioso e pretensioso
Que só ele sabe fazer
Sábio poeta
De luares sem luar
De amor sem pessoa
De tristeza sem coração
De alegria nunca vista
Mas, de sabedoria escolhida.
Acolhida por quem o lê
Decifrada e entendida
Que na mente de um poeta
Brota e nasce
Mil formas de ser...



sexta-feira, 12 de junho de 2026

ETERNOS ENAMORADOS



Minha vida, tua vida
Nossas vidas
São chamas que aquecem
Nossos corações ardentes
Apaixonados
É a vida em chamas
Corpos despidos
Roçar de pernas
Bocas degustando
Beijos apaixonados
Suspiros aliviados
Enaltecendo as grandes chamas. 
De felicidade...
São chamas que me chamam.
Chamamos, deliramos
Em êxtases sublimados
Sou eu quem tem chama.
Através da chama da vida
Deste chamamento nos tornamos
Eternos enamorados.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

INTENSA ENTREGA




Tire meu chão
Escolha uma boa canção
Deixe a luz tênue
Janelas abertas
Escutamos o marulhar
Percorre meu rio
Tresloucados amantes
Imergem fundo, um no outro...
Respiração ofegante
Pulsação delirante
Noites quentes, arrepios...
São teus olhos nos meus
Minha boca colada na tua
Corpos que abrasam...
Sem ser brasa...
Na intensa entrega
Deixar de ser UM
Para sermos, NÓS




segunda-feira, 18 de maio de 2026

SOLITUDE



A esta poética solidão de relembrar tempos vividos, sofridos, ardentes, apaixonados, que magnitude.
A luz da juventude que sempre arde no coração daqueles que não envelhecem e sentem a plenitude e virtude.
Quem tem solitude vive momentos, sente como um poeta que expressa em linhas e poemas as vidas e o tempo porque não regressam.
Sobre luzes de pensamentos, juntando o ontem, o hoje e o sempre...

terça-feira, 21 de abril de 2026

CAMINHOS DE PEDRA, ESTRADA DE FERRO, ESTAÇÃO PARADA.




Muitos caminhos percorridos, outros corridos, tropeçando em pedras (dificuldades), os driblava feito jogador.
Aprendi que deveria deixar por lá as pedras e passar pelo lado não olhando para trás, seguindo novamente o caminho por seguir.
Passei por uma estrada de ferro. Com seu trem a todo vapor, o maquinista em nove meses com intervalos de três em três meses, passou tão rápido e levou três passageiros (irmã, avó, e mãe).
Não escutei o apito, veio em surdina e não tive tempo de dar um adeus, já tinham partido.
A estação parou, com as partidas, lá permanecíamos nos trilhos trincados, corações partidos com partidas tão inesperadas e momentâneas.
O maquinista esperou mais um tempinho, desta vez apitou fraco, mas eu escutei e depois de oito meses, lá chegava o trem com seu maquinista para buscar mais um passageiro, meu pai.
Minha estação além de parar por algum tempo, perdeu o referencial de tudo.
Mesmo assim, continuamos a seguir, permanecendo duas.
A estrada de ferro, por enquanto está desativada (até quando não consigo prever).
A estação parada construiu um modelo de vida, que muitas vezes sem querer reflete no que escrevo. 
Os fios da carne, a força interior que tenho e como encaro a vida são tão pequenos ao comparar com os caminhos de pedra, a estrada de ferro e a estação parada.
O tempo voou , são 24 e 22 anos de tantas partidas.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O MONÓLOGO DO ASSENTO VAZIO


(O palco está na penumbra. Uma luz suave, cor de âmbar, foca em um balanço levemente balançando, embora ninguém esteja sentado nele. Ao lado, um tênis solitário e um trem de madeira coberto de poeira.)

Dizem que o tempo é um rio, mas eu acho que ele é mais como o vento neste quintal: ele não leva apenas as folhas secas, ele leva o peso das nossas mãos. Olhem para este balanço... ele ainda guarda o desenho de um corpo que não pesa mais do que um sonho.

Eu me lembro de quando o chão não era longe. De quando a areia entre os dedos era a única geografia que importava. A inocência... ela não vai embora com um adeus barulhento, sabe? Ela foge em silêncio, como o sol que se apaga atrás do muro, deixando a gente aqui, com os pés grandes demais para esses sapatos e o coração pesado demais para voar.

(Caminha até o trem de madeira e o toca com a ponta dos dedos)

Este brinquedo já foi um império. Hoje, é apenas madeira morta. O que aconteceu com a luz que fazia tudo parecer eterno? A gente cresce e aprende a dar nome às dores, mas desaprende a rir do nada. A alma adulta é um exílio. Olhamos para o quintal da infância por um vidro embaçado pela neblina de sermos 'alguém'. Mas, no fundo, quem somos nós sem aquele brilho que não pedia permissão para existir?

(Olha para o horizonte, onde a luz esmaece)

A noite vem. E o balanço continua lá, esperando por alguém que já esqueceu como se faz para perder o chão e encontrar o céu.


Imagem criado por IA 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

SE QUISERES ME ENCONTRAR


Se quiseres me encontrar
Sou a luz que procuras
Liberdade nas alturas
Alçarei em voos rasantes
Flutuaremos em breve momento
Serei teu acalento
Teu anjo a te proteger

Se quiseres me encontrar
Bate na porta da vida
Ore com fervor
Sou a tua esperança
Alegria e bonança
Despertando de lindos sonhos
Passearemos de mãos dadas
Meditando nas estrelas
Constelações de amores

Se quiseres me encontrar
Não moro longe...
Sou reflexo de teus pensamentos
Otimismo em tuas frases
Oração de agradecimento
Sou todos os teus momentos

Por quê... Se quiseres me encontrar.
Sou o oposto do teu lado do avesso
Vibre na mais profunda luz
Serei lâmpada acesa
Iluminando o corredor escuro
Das tuas entranhas

Serei estrada, não abismo.
Sou teu guia, mentor de mensagens.
Sabes, onde me encontrar...
Nas múltiplas passagens...


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

IASÃ - EPIFANIA


 

FORÇA DA VENTANIA


 

Sopro que não tem morada

Vem sem convite, furioso a girar

A folha mais presa é levada

Enquanto o galho aprende a curvar.

 

​É a mão invisível da natureza

Que move a areia e agita o mar

Com sua bruta grandeza

Ensina que é preciso dobrar, não quebrar.


"Eparrey Oyá!".

 

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

PAUTA DA VIDA


Não é difícil chegar quando se sabe aonde ir.
Não é fácil compor quando se conhece as linhas limites das notas na pauta da vida.
Aqui, neste lar temporário à beira do mar.
Eu só quero...
Beber a mensagem, reerguer a imagem, coragem da vida, nesta viagem de paz, de parada e recolhimento.
Aqui (vez por outra) eu venho para um vasto mergulho interior (é verdade), acaba irritando.
O silêncio comprido...
O ócio alongado...
A galopante soltura das horas.
Aqui estou num presente gostoso
Sem passado perdido...
Sem ninguém ser vencido
Sem momento esquecido a lamentar.



terça-feira, 18 de novembro de 2025

A BUSCA NO ALGORITMO

Por onde andam as pessoas reais

No espelho frio dos digitais?

A tela brilha, um portal sem fim

A carne e a alma se escondem, sem fim

 

​O prompt perfeito, o avatar ideal

Tudo simulado, sem o natural

A IA pinta, a IA compõe

Mas o erro humano, quem o dispõe?

 

​Talvez na pressa de um café amargo

Num livro esquecido, num olhar de afago

Em que o coração ainda pulsa sem cache

Lá está o real, em um breve flash.

 

 

O CRISÁLIDA DA VONTADE


Não é só esperar a lua mudar

É tecer a seda, teimar em ficar

O sonho, por dentro, é larva que luta

Uma fibra viva que a sombra refuta

 

​Persistir é a arte de estar no casulo

É crer na mudança que o olho não vê

A metamorfose que vai acontecer

De juntar o impulso para só nascer

 

Quando o silêncio romper a barreira

Será a asa forte, a cor verdadeira

​Do sonho tecido à forma final

A persistência é o voo, o sinal.

 

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Sob o Céu de Novembro (música)


 

AMOR À BEIRA-MAR


Teu amor fez um ninho no meu coração 

Meu olhar fulgura com a Lua

Fico em brasa sem ser Sol

No tatear de tuas mãos 

Em minhas curvas

 

Teu olhar fixo é um farol

Somos ondas na arrebentação 

A natureza é uma contemplação 

O amor se veste de arco-íris 

Iluminando nossos matizes.

 

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

MEMÓRIAS NO TEMPO

Nas memórias que o tempo molda

Um velho rosto, sereno e em paz

Abriga a floresta que o corpo guarda

Em que a infância ainda se refaz.

 

Entre galhos dourados, um livro aberto

Luz que irradia, da leitura um portal

No outono da vida, o sonho desperto

A criança no homem, um eterno cristal.