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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O UIVAR DE UMA LOBA.

















Uivando no clarão da lua
Vem a loba em fúria louca
Por desejos contidos
Em noites de luar.

Rompendo sons, luzes, medos
Arremedos.
Cravando unhas, uivando ao lado
Do lobo selvagem, que à espera
Para o encontro de uivos de amor.

Ao longe o uivar de uma loba,
Acorda os amantes embriagados
De suores e sedução igual um
Mar de águas puras
Banhando-se e uivando como lobos
Pela areia e ondas a bailar.

Esta fêmea quando está uivando,
Demonstra a força da vida
Sopro ao vento, conduzindo seus
Gritos aos cantos do mundo.
Com pureza e desejo uivando,
Por um amor desejado.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Sem Ti - Mariza


INUNDA MEU AVESSO




Lentamente a porta abre
Espreito mais uma vez
As largas ruas e as avenidas
São frestas que refletem
As águas mansas e nua de ondas
Sobre as asas de uma vida
Em meio as lágrimas e riso
Será sorte ou destino
O mundo é uma cabeceira
No horizonte sem tempestade
As mãos cheias de saudade
Inunda meu avesso
Preenchendo todos os espaços
Adejando em nuvens brancas
Prenhe de desejos
Na vastidão dos teus olhos
Nas juras que fizemos
Promessas que não admiti
Confessar

Nunca te esqueci...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

NA MINHA POESIA...


Há o oposto e sem medida
Um corpo que respira e um firmamento livre
Uma vidraça que debruça para a vida
Existindo uma dor que grita lá no fundo
Entre um caminhar da coragem ou um lugar escuro
Na abertura da varanda no mundo.
Permanece a noite
A alegria e o barulho refeito à luz do dia
Vem o cansaço
Do corpo que entorpece em cama fria.
Corre um rio
No destino de quem nasce fraco ou forte
A ousadia, a cólera e a guerra de quem ruiu
Quem sabe se resiste, vence ou entorpece antes da morte.

Na minha poesia...

A canção são vozes atreladas
Música de uma só letra
É o destino a embarcar
No cais, entrando no barco das descobertas
Ancorando
Na esperança acesa detrás do muro
Vive tudo e ainda escapa
Num verso em branco à espera do futuro.

sábado, 26 de agosto de 2017

A FLOR ANSEIA FLORIR...

As flores estão faceiras para florir, está se aproximando a estação dos perfumes nos pomares, nos canteiros espalhados por tantos lugares. Um colorido que a natureza pincela, em cada espécie a florir e desnuda a semente recobrindo em flor. Os beija flores brincam e rodeiam felizes, ao beijar com seu toque sutil pairando no ar de tanto êxtase. O colorido esvoaça assoprando o acinzentado dissipando-os nos ventos tropicais. Mergulham no céu e mesclam com o branco das nuvens, bordando o céu de estrelas com o brilho da Lua. Ao clarear do dia, as nuvens brincam de ser carrinhos de choque e regam as flores com a chuva que aduba seu solo e faz ainda mais fértil. As colheitas tornam-se lindos ramalhetes colhidos da natureza para cobrir os espaços vazios que na alma habita, tornam-se presentes que murcham e perdem o perfume, o viço e muitas vezes a finalidade. As flores deveriam ser apreciadas de forma mais plena. Pelo fato, de fazer parte de um conjunto onde estamos inseridos mais não sabemos valorizar o espaço de cada um. Assim, é na vida, no trabalho, nas amizades, no convívio com a família, queremos cortar os botões em flor para que alguns virem ramalhetes expostos nos diversos ambientes, morrendo aos poucos por que não são mais regados e cuidados no seu florejar. Demudam e tornam-se flores empanas e sem vida. Que as flores sejam cultivadas desde o momento que ainda é semente e suas raízes estão em profundas camadas fincadas na terra, com o mesmo amor que temos por tudo que nos cercam em abundância de belezas criados pelo Criador. A flor não substitui a dor, o amor, e nem as palavras frívolas que soam por aí!!!!!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ESPELHO D’ALMA





























Nos olhos refletem os sorrisos
Sem movimentos de lábios
Beijos apaixonados
Ausência do amado...
Saudades em noites frias
Lugares distantes diluídos no vento
Nos olhos refletem os adeuses
Mãos que um dia acenou
Desejou, serenou...
Paralisou diante de um instante
Sem retorno, morno.
Nos olhos refletem o espelho d’alma
Olhares que fitam num horizonte
Na luz do luar, do mar, e da pretensão de amar...













domingo, 13 de agosto de 2017

PERDIDO NA MULTIDÃO


Na minha loucura
Como quem anda à procura
Desvairada ilusão
Encanecido devaneio em que persigo
Um semblante ou um rosto amigo
Extraviado na multidão

Na minha loucura
Aonde o vento murmura
Promessas de um amor distante
Inquietante minha alma vislumbra
Sentindo um vazio na alma
Entre tanta e tanta gente

Na minha loucura
Como quem anda à procura
Minha andança fugaz
Olhares olvidados nos céus
Conclamo à Deus
Que eu encontre qualquer dia
Mais calor humano, perdido nas ruas
Pois, o que vejo é sagaz


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Secret Garden - Sometimes when it rains...



O projeto de escrever poesias, surgiu em minha mente em consequência de algumas experiências, as quais levaram-me a refletir profunda e longamente. Incentivando-me a investigar o campo tão interessante e misterioso da alma silente, onde esconde em suas alfombra os mais profundos segredos.

Sandra Queiróz

CRISTAL TRINCADO

Ocaso é punhal afiado dilacerando o coração apaixonado. Não há em ti ou em mim, traços de um romper. Foram os momentos, as circunstâncias de caminhos bifurcados e trincados em um tempo. Os dias ensolarados e as noites com luar, serão os reflexos de nosso passear de mãos dadas pela vida a sonhar. Trançamos uma linha paralela, para andarmos lado a lado e jamais separados. Fragmentados na fragilidade transformados em cacos estilhaçados no chão, que não servem para nada. Há fendas e brechas aparecendo as trincadas que na queda espatifou. Abeirar-se no ápice de todas as emoções afloradas, sem termos desabrochado nos jardins com aromas etéreos. Minguamos nas linhas paralelas e por mais que venhamos percorrer lado a lado, os olhos não mais enxergam a beleza que o outro refletia na retina dos olhos da paixão. Sumimos aos poucos com o nevoeiro de todos os desenganos, andaremos em outras linhas retas com as curvas de outros caminhos, não mais sendo aquela paralela que fazia de nossos dias a vida ser mais bela.