Páginas

Quem sou eu

Minha foto
Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

ABRIGO CELESTIAL

Dedilhando as teclas, entre os espaços e as linhas que escrevo
Tua presença vai se instalando feito conversa
Dialogamos na intimidade de um silêncio sem ser vazio
Preenchemos as linhas num quedar de afinidade
O tom de cada nota musical a tocar
Vibram nos recônditos de minha alma
Permanecendo em nós por horas
Conexão que volitam formando feixes luminosos
No quarto, a luz tênue adelgaça em proporções
Luzes em cores diversas, o violeta de teus fluídos pairam e brincam entre meus dedos
Fantástico momento entre nós e a Imensidão que nos cobre de ternura
Sinto a brisa que sopras para este embelezamento de pensamentos
Criando um elo e brotando a minha escrita
Ditada ou intuitiva, no sabor de um sopro divino
Instantes de emoção preso ao meu coração
Paramos por um momento e dançamos o despertar
Um dueto onde teu nome fica no anonimato
Presença de outrora, bordados pelos fios invisíveis
Pressentindo e dando sentido aos que irão ler
Tua presença é aconchego que me abriga
Asas que alçam voos em sublimes Pensamentos - Emoção
Tua despedida nunca foi um adeus
Um aceno, pois um dia voltarás a inundar meu ser
Com tua LUZ...


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

MEU TRAGAR

Eu te trago, em um trago de encher os pulmões. Um vício que fissura a alma.
Em meus tragos , submerges da fumaça inalando o teu bálsamo fugaz.
Espalhas sobre meu interior o que trago.
Mil tragos não evaporam em segundos.
Vejo-te de mil formas em cada trago dado.
Deixar de te tragar , meus pulmões secam.
É meu respirar, meu trago perfeito.
Esfumaçado sai tua silhueta
Açorando meu gozo no cruzar de pernas.
Faço pose em cada trago que te trago , deixando evaporar as nuanças.
Se for meu vício
Numa forma indefinida...
Dou um trago que esvoaça esta  forma de amar...



CÁLICE TRINCADO.

Não cale minha voz, nem meus sentimentos que esvoaçam por outros horizontes. Não queime minhas recordações com palavras que trincam meu cálice. Transbordando em lugares insólitos. Não sou de aço e de mim não farás de gato e sapato. Sou vida que em qualquer lugar sobrevivo. Sou parte da natureza, não duvides que posso germinar do asfalto escaldante, no topo de geleiras, nas profundezas dos mares e da minha própria luz que se adelgaça. Fazendo de mim o meu próprio abrigo. Solitária mais com vida. Na mortificação entre os ventos rasgando o céu com suas descargas elétricas, flutuo nas nuvens do meu sossego, alojando-me no cálice trincado desabrochando em flor. No meio das agitações do cotidiano. As pessoas passam e no vão destes passos, estarei a mil léguas em meus caminhares largos sem estar fragmentada. Sou o oceano em fúria ou manso, o arco íris que desponta depois de uma tempestade ou pequenas gotículas, sou acima de tudo o baluarte que findará em seu último sopro, quando a mão do Criador me chamar. Sou vida, amor, intensa...
Não permitindo fazer de mim, mil pedaços.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

ALMA NUA - VANDE LEE

Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorando a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima

Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CONFIDÊNCIAS DE UMA POETISA


Não pretendo escrever
Palavras insensíveis e sem sentido
Quero apenas transcrever
Um pouco da minha história
Sem saudade
Sem amargura
Somente a essência pura.

Insisto em ruminar
Perdidos sonhos
Frases e poemas imaginados
Que está em estado latente
A espera do momento certo
Gostaria que entrassem
Nos corações sofridos

Atingindo o seu alvo fatal
Como lança pontiaguda
Na mente dos noctâmbulos.
Revelando aos sensíveis o verdadeiro
Sentido do ser
O significado das palavras
Onde serão lidas quem sabe.

Num canto qualquer...












Djavan - Meu Bem-Querer