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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Inspirações-desejos


Minha inspiração vagueia em volta de ti.
Ronda  tua beleza-perfeita
Parindo as imaginações-desejos ,  para sentirmos o pulsar da vida.   Completando da forma imaginável, a suavidade  das nossas mãos, de nossas bocas iniciando um tatear na busca de nossos corpos.  Vibrando  no êxtase de sorrir ,por  cada toque recebido. Pairando entre o nada e o tudo. Fazendo o dia ,  ter mais um ciclo da tua presença dentro de mim. Nos meus anseios e devaneios , que sabes despertar em palavras e na própria distância, que distancia nós dois.
Por este desejo de querer ,  sempre mais...
Um encontro matinal, degustação de afeição - carinho.
Energizando o dia , com a troca de sorrisos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

SINCRONIA


Debruçou nas alças  de minhas  vestes
Um pássaro de asas abertas
Levando-me  por voos de liberdade
Sincronia de corpos dançarinos
Soltos e leves, dançando nas  pontas dos pés
Ensaiando em grande estilo
Entre a palha e os gravetos
Acasalando em ritmos compassados
O amor pulsando em um ninho
Florescia a relva...
A chuva batizava o dia
Terra molhada do suor de carinhos
Corpos entrelaçados
Dançando o ritmo dos passarinhos...




segunda-feira, 1 de agosto de 2016

"Nights Of Silk And Tears" por Ernesto Cortazar

Benefícios da prática regular de Meditação

- Mente mais calma
Maior concentração
- Melhora na capacidade de comunicação
-  
Rápido desenvolvimento de habilidades e talentos
-  Força interior inabalável
-  
Curas
-  
Fonte de energia
-  
Relaxamento
-  
Rejuvenescimento

quinta-feira, 28 de julho de 2016

CANÇÃO MATINAL...

 Recitas em meus ouvidos uma canção matinal...
Ergues a taça para um brinde de encontros...
Desencontros na contramão da vida...
Suspiros e sorrisos de contemplação
O dia enaltece...  Um rouxinol voejando
Nos arbustos da imaginação/momento...
Dissipa os nevoeiros da saudade que inflamam
Dos lábios que não se tocam...
Dos corpos que não se ajustam...
Dos olhos que não sabem o seu fulgor
Um amor que nunca penetrou em minha concupiscência
Nem deixou seu perfume, nos poros de minha epiderme
Colidem nas barreiras de um tempo de outrora
Nas relvas distantes... De um encontro que ainda não nasceu...
Aguardando uma canção matinal...





segunda-feira, 20 de junho de 2016

Meu querido, meu velho, meu amigo - Homenagem ao meu saudoso pai


IDOSOS E VELHOS - REFLEXÃO


IDOSOS E VELHOS
Você se considera uma pessoa idosa, ou velha? Acha que é a mesma coisa?
Pois então ouça o depoimento de um idoso de setenta anos:
Idosa é uma pessoa que tem muita idade. Velha é a pessoa que deixou de ser jovem.
A idade causa perda das células. A velhice causa a perda do espírito.
Por isso nem todo idoso é velho e há velho que ainda nem chegou a ser idoso.
Você é idoso quando sonha. É velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende. É velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando, de alguma forma se exercita. É velho quando apenas descansa.
Você é idoso quando ainda sente amor.
É velho quando só tem ciúmes e sentimento de posse.
Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida.
É velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.
Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs.
É velho quando seu calendário só tem ontens.
O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência. Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro. E é no presente que os dois se encontram.
Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos. Em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão. Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.
O idoso se renova a cada dia que começa; o velho se acaba a cada noite que termina.
O idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o sol desponta e a esperança ressurge. O velho tem sua visão voltada para os tempos que passaram.
O idoso tem planos. O velho tem saudades.
O idoso curte o que resta da vida. O velho sofre o que o aproxima da morte.
O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos. O velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.
O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e de esperanças. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
O velho cochila no vazio de sua vida e suas horas se arrastam sem sentido. As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso. As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura. Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade bem diferente no coração.


Publicado por Centro Espírita Filhos do Amor

terça-feira, 14 de junho de 2016

INSPIRO-ME NO TEU REFLEXO

Espelho d’água refletida no mar
O brilho da Lua com seu luar
Reflete nos olhos do poeta
A beleza de poetar
As idéias nascem da pureza
Descrita em folhas soltas refletidas
Compassado em ritmo frenético
O poeta é igual à Lua
Reflete sua alma em sua escrita
Sem rodeios
Sem fazer fita


Seu Jorge - Você (Tim Maia)


Patricia Marx & Seu Jorge - Espelhos d'água

Os seus olhos são espelhos d'água.
Brilhando você pra qualquer um
Hum, por onde esse amor andava
Que não quis você de jeito algum


Hum, que vontade de ter você.
Que vontade de perguntar.
Se ainda é cedo


Hum, que vontade de merecer.
Um cantinho do seu olhar.
Mas tenho medo


Hum, que vontade de ter você.
Que vontade de perguntar.
Se ainda é cedo


Hum, que vontade de merecer.
Um cantinho do seu olhar.
Mas tenho medo

segunda-feira, 13 de junho de 2016

CONFISSÃO


O frescor da manhã
Seduz meu olhar
Neste vasto caminho
De flores desabrochando
Um amor perdido no infinito...
Descrito e confinado no meu peito
Vislumbro ao longe...
Teu semblante, tão presente
Hoje ausente.
É a saudade que arde
A pele que arrepia
A boca que suspira
O corpo que tremia
Teus braços erguiam
Em seu colo
Aconchegava...
Retirando, esta saudade que doía


sexta-feira, 3 de junho de 2016

SE EU TE ESQUECER



 Seu eu te esquecer 
Esquecerei uma parte em mim
Coração batendo lento 
Sonolento neste frio de minha alma
Surges ,  sem eu esperar 
Transforma meu dia 
 Desabrochando as flores nas campinas
Aquece sem ser cobertor
Me chama por palavras escritas
Acorda e sacode a minha vida
Não caindo em esquecimento e me aquece em todas as estações. Assim é você, meu melhor presente
Que o presente , aquece meus dias 
Das recordações que não deixastes  em esquecimento. 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

CORAÇÃO SEM LIMITES

Nada passa a paixão vivenciada na voz dos trovadores, enche de paz e sonhos um coração aprendiz que por medo de te magoar, afastou devagarzinho, mesmo sabendo que os devaneios a beira-mar poderiam gerar os conflitos internos, neste coração sem limites.
A asa do tempo roçou teus cabelos negros, teus grandes olhos calmos miraram por um momento o inescrutável Norte...
Eu queria dar-te ademais dos sonhos e da paixão, tudo o que nunca foi dado por nenhuma pessoa ao seu amor.
Quisera dar-te, por exemplo, o instante que me vistes, marcada pela felicidade pela tua vinda, pois o amor é anterior ao conhecimento.
O teu amor foi tão cego que se ao contrário fosse, veria, então, em mim, na transparência de meu peito, a sombra de tua forma anterior a ti mesmo.
Ah! Pudesse eu dar-te o meu primeiro medo e a minha primeira coragem, o meu primeiro medo à treva e a minha primeira coragem de enfrentá-lo, e o primeiro arrepio sentido ao ser tocado de leve pela mão invisível da paixão, do amor etéreo.
Gostaria de dar-te, aquela madrugada em que, pela primeira vez, as brancas moléculas do papel, diante de mim dilataram-se ante o mistério da poesia subitamente incorporada; dá-la com tudo que nela havia de silencioso e inefável - o pasmo das estrelas, o mundo assombro das casas, o murmúrio místico das árvores a se tocarem sob a Lua.
Longe está o espaço onde existem os grandes voos e onde a música vibra solta.
O canto do oceano, a lua prateando toda a imensidão das águas, num sopro de suspensão e beleza, o vento nordeste em rajadas rápidas beija-me a fronte.
Minha alma acorda para um grande êxtase sereno.
Fomos à constelação perdida que caminha largando estrelas.
No espaço dessas recordações, fui uma testemunha remota, tímida e solitária, grudada à parede como os líquenes.
Desejo sem nenhum sentido universal, ligadura primária que é preciso estirar para sentir-se viva, junto a mais alta janela, no solitário entardecer.
Dono da minha existência profunda, limito e estendo meu poder sobre as coisas.
Comentar este passar de coisas é adquirir um tom. Roda-se sobre o plano inclinado de uma tendência interior e vão aparecendo presenças: o achado sentimental, os aspectos dilaceradores de partir e ou chegar.
Separei-me de ti, pela qualidade infinitamente pura de minha afetividade.
No isolado recanto de minha alma, a poesia, a vida e o amor há muito procurado e hoje descoberto adquirem uma transparência sagrada.
Entre os repetidos sintomas místicos, sinto o teu roçar de lenta frequência atuando em meu redor com domínio infinito. Nas longas caminhadas a beira-mar, tua ausente presença me acompanha, busca nos elementos da natureza, uma corrente persistente e vital de claridade e mistério. Cada movimento entre a terra e o mar era tu que falavas de novo, interminavelmente agitado pelo vento do mundo.
Esta insigne ternura será para mim uma perpétua lembrança.
Despedi-me do mar e agradeci pelo espetáculo, ele manteve sua altivez e calou minha saudade.
Ninguém se funde a ninguém, nós é que através da ilusão vivemos colados, mas na realidade não passa - de um elo mágico invisível que liga os afetos e, as almas. O amor é sempre uma força dirigida para a construção do ideal mais elevado, mais perfeito, mais digno. A dúvida é realmente a antítese da fé e o maior destruidor dos bons resultados.
Todo amor anseia por unidade. Os amantes gostariam de se unir num só, mas como isso implicaria na destruição de um ou de outro, eles então procuram uma união conveniente, de modo a viverem juntos, conversarem e participarem dos mesmos interesses.
Sem o amor nós nunca nos aperfeiçoaríamos, pois, o amor é o ímpeto para atingir a perfeição e a realização plena daquilo que possuímos.
No sentido amplo da palavra, há amor onde há existência. Tem as mesmas dimensões do ser.
O amor é uma inclinação ou tendência a procurar unir-se à coisa amada para aperfeiçoar-se por meio dela.
O mistério de todo amor é que na verdade ele precede todo o ato de escolha.
A pessoa escolhe porque ama, não ama porque escolhe.
O amor que é apenas busca perde-se no egoísmo.
Se colocado no espírito, cresce com os anos tornando-se mais forte à medida que o corpo se debilita. Quanto mais ligado for, mais imortal tende a tornar-se.
Aqueles que substituem uma emoção por outra, nunca chegam a amar verdadeiramente, pois o Amor autêntico sabe suportar desenganos e decepções.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

CAMISOLA TRANSPARENTE



Cubro meu corpo, vestindo uma camisola transparente.
Coloco no meu avesso, vestindo minha alma com traje decente.
Caminho ao encontro de viajantes, seguidores de elos perdidos
Conectados a minha mente
De camisola...
Pés descalços...
Levito nas águas sagradas de mãos dadas com a Divindade
Majestade erguida, no trono sentado
Alcança seus filhos mergulhando nas águas salgadas
Sigo o caminho entro nas matas
Camisola ao vento
Durmo ao relento
Mais um dia clareou, sou levada as cachoeiras
Banho-me no raiar do sol, descortinando a natureza
A noite aproxima os viajantes fazendo uma grande festa
 Sentados na beira da estrada
Dançamos, cantamos
Cabelos soltos uma flor presa ao lado
Danças flamencas
Muito ouro e fervor
Surpreendida por tanta alegria
Escuto de um lindo cigano
Eu te amo
Meus olhos fascinados, no olhar embriagador do momento
Retiro a camisola e volto ao esquecimento

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Antonio Carlos Jobim - Chega De Saudade


UM LAÇO ANÊMICO



Um amor que pranteia por ti
Lágrimas deslizam
Lavando a alma, o corpo e a saudade...
Um rio que corre num mar de ilusões
Unidos por um laço anêmico
Uma distância que distancia a afeição
De estarmos juntos e ao mesmo tempo separados
Sem mais ter as mãos entrelaçadas
Os corpos ardendo de paixão
Os lábios aflitos, por falta dos teus beijos
Os olhos não cintilam .... Iludiu...
O som das palavras sutis e apimentadas
Perderam-se nos ventos do desinteresse
Velejam sem porto, sem vela e luar...
Refreando, este desejo de te amar...