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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

TUA PRESENÇA


Tua presença me acalma, fazendo dos teus olhos meu espelho.
Minha eterna crença, quando suspiras - harpa maviosa .
Sinto-me relva transformada em rosa.
Tua presença, são meus sonhos refletindo luares.
Tua presença me aproxima demais da felicidade
Porque a minha inspiração
Todos os anseios e desejos
Vem da tua presença...

domingo, 8 de outubro de 2023

RECEIOS


Senti o teu silêncio. 
São os caminhos que não se cruzam
Nem de mãos, contramão...
Nem nos olhos, sujeição...
Desapareceram as palavras, desconexão...
Pequenos intervalos e o sentimento estão no presente-ausente
Espaços vão tomando conta, instalando-se no decorrer deste cotidiano.
Ambicionar não me traz felicidade, inquieta queria buscar as conversas que não mais nos resta.
Percepção de algo conquistado, saboreado escorrendo pelos confins...
Premissa de um afastamento normal do encontro planejado e configurado
Pretensão não dá lugar ao querer... Esvai em delírios...
Sentada observo a Lua revolvendo os pensamentos
Refletindo um prateado em meus segredos
No peito adormecido e perdido...
Pressenti meus receios e arremedos

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

O AVESSO DO MEU INTERIOR...


Há espaços no coração que sufoca a alma.

Aperta qual limão espremido para um suco

São alhures de coisas guardadas e rememoradas

Um baú de inutilidades guardadas

Com a única finalidade

Trazer um aperto de nó de gravata

No soluço que não vem, na palavra que sufoca

Na garganta que aperta

No sossego, desassossegado

Na distância, não distanciada

No olhar vago e ao mesmo tempo sereno

Não serena, nem fulgura

São os espaços que são preenchidos de nada ou tudo...

Complementaridade que somos um ser inacabado

Rascunhamos um esboço de nós mesmo

Projetando no outro nossos espaços d’alma

Não haverá ninguém que o acalente

Será nossos braços de acolhimento interior

Trazendo de volta ao conforto do ventre, sem ter mãe...

É um romper do ontem com a vivência do hoje

Para quem sabe, acolá...

Novos espaços transmutem, sem apertar tanto a alma...

Trazendo uma paz interior indecifrável no nosso ir...

Nos caminhos que andarilhemos no por vir...


Vander Lee - Onde Deus possa me ouvir


terça-feira, 19 de setembro de 2023

VARAL ESTENDIDO




Lençóis estendidos, debelados de apontamentos.
Somam um bocado de biografias estendidas
Colorindo os dias no balanço do vento
Presos no varal estendido...
Cravejados de perfumes, percepção de júbilo.
Marcas deixadas no encantamento dos dias
O sol contempla na sombra dos reflexos preenchidos
Esvoaçando em breves movimentos
Um passado interligado ao presente, junção ao futuro...
Peças contemplativas no espaço escolhido
Esperas de momentos vindouros que não findou
Saudades latejantes de um coração - amor
Estendidas no varal colorindo o mundo ao redor
Sem vendavais, aguaceiro ou torós.
Somente unindo os lençóis – recordação
Sentidos e vividos na choupana da emoção...



terça-feira, 5 de setembro de 2023

VENTO DA EMOÇÃO

Escutou o sussurro em teus ouvidos?

É o vento...

Soprando a nossa música com notas vibrantes

Dos olhos que fitam por um bom tempo

Um ao outro de adivinhar segredos

Encrustados nas entranhas que o coração

Advinda no pulsar descompassado pelo toque

Emoção...

 

Olhasse o mar, qual nossas lágrimas salgadas?

Lembram nossas despedidas nas alvoradas e entardecer

Um canto triste que embeleza teu semblante

Visto na penumbra do quarto e na cortina a esvoaçar

Vento soprando com a brisa leve

Descalços nos relentos de mãos dadas

Qual sinfonia cantarolada para as estrelas

Cortejando a Lua prateada e o Sol dourado

Despindo-se nas colinas ao anoitecer...

 

Sentisse o meu amor na imensidão?

É o arco-íris vestindo cores alegres para te cobrir

Levar para passear com os nômades do Universo

Bailando entre as nuvens e seus desenhos

Dormisse no meu colo depois do êxtase

Nosso brinde na taça da vida

Transbordando na euforia de cada olhar...

Refazendo os dias e as noites com nosso amor...

Na ânsia louca de amar...

Fazendo morada em nós, sem pudor...

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

METAMORFOSE


No mundo dúbio
Do corpo insano, a metamorfose acontece.
A miscigenação dos sentidos
Na hora fatal cria
Um estado profano.
A mente divaga
O corpo se acalma
A mente se apaga
Transformando-se pouco a pouco
Num ser desvairado e louco.
Onde o sol brilha a noite
Nas manhãs de primavera
O luar floresce.
Na metamorfose do sonho
A vida fenece
A noite entristece
O corpo padece
Na alcova emudece.