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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sábado, 7 de junho de 2014

INTROSPECÇÃO


Adentrei nas entranhas
  Introspecção
Percorri cada canto
Os lados e os avessos
 Aviste ao longe
Tatuada na dorsal
Projetando seus desejos
Seminua a vir...
Arrebatando minhas dores
Calei e pensei
Estando em mim...
Nesta minha introspecção
Estarei nela...
Num ato de paixão
Seremos por um momento
Um lado oposto
Calando as feridas do meu coração




terça-feira, 22 de abril de 2014

Pedaços de mim...


Entorpecida, envolvida...
Nos teus braços de carinho
Desnudei meu corpo
Deixando ser habitada por ti
Aos poucos percebi
Que cada toque dado
Pedaços de mim eram saboreados
Numa mistura tão homogênea
Qual alma gêmea
Vibrei nas tuas palavras
Conexas e desconexas
Para chegarmos num altar
Quem sabe profano e divinal...
Perfumando...
Os cantos e arredores do lugar sagrado
Num instante de amor...
Em uma paixão esfuziante...
Enamorados radiantes...
Deixando em ti
Pedaços de mim...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Reflexão diária aos abusos contra a própria vida.


Os sons vibram no vasto campo florido
Os lírios e girassóis brotam em flutuantes jardins suspensos
As relvas ribombam acordes líricos sublimados de Esperança
Um lençol de Paz cobre o ambiente
Refazendo e reanimando os que ali chegam
Olhos pasmados quem sabe estarrecidos pela descrença
Vislumbram um cenário de mágicas ou ilusões...
As mãos se multiplicam e os olhos embaçados
Tornam-se nítidos em busca do alívio
Quantas dores sanadas, quantos Abraços recebidos.
 Olhares afetuosos dos que já partiram...
 Dos que nunca se viu...
E por ali iam passando em fileiras qual bloco a desfilar
Muitos com noção, outros sem nenhuma.
Apenas observavam o vai e vem de luzes saltitantes
Que bailavam sobre os jardins suspensos.
Transformava o lugar num palco de calmaria
Tamanho era o sofrimento de cada desprendimento fugaz
São os projetos que não vão além...
Dores que calam em sofrimentos alheios
Euforia de emoções mesclados com a desenfreada loucura
 De querer tudo sem os limites da percepção
Assim vão as multidões a brincar com a vida,
Os fugitivos da realidade.

Pensando que as alegorias de festas são ornamentos para a alma...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Silêncios Interiores



Flutuarei internamente
Sobre as águas revoltas e calmas
 Transbordando em meu Ser
Feixes matizados eclodem no Universo
O sol extemporâneo de sentir emerge
Aparecendo qual arco-íris no horizonte
São chuvas de lágrimas
Escorrendo pelos poros do que sou...
Aflições diárias escorrendo por mares
Quebrando em ondas e descansando na areia alva
Esguia vai submergir ao fundo do oceano.
Voltando ao seu estado natural
Qual concha a se fechar
Com as inquietudes interiores a gritar
Esperando o silêncio
Para deixar a pérola rolar...



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

MINHA PULSAÇÃO


Lacunas se abrem em abismos
Castigado pela vida que escolhi
Obscuro sem visão
Miragem... Ou desilusão...
Procuro o tempo vivido
Este meu corretivo
Não varrem meus pensamentos
Sem sentir saudades
 Tornei-me sombra
 Luzes a bailar
Assombrações do passado
 Dilacerando meu peito
Sobrevivi em Oásis
De sobressaltos presentes
Assolando as fibras do coração
Minha pulsação

domingo, 15 de dezembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FLOR DE PLÁSTICO



Menina observadora...
Olhava da janela o campo florido
Cogitava mudanças no lar que vivia
Sua vó cultiva um roseiral
O perfume exalava por todos os cantos
Podendo trazer um pouco de alegria

Menina silenciosa...
Pegou uma flor de plástico
Plantou no jardim
E fez menção do plantio
Nesta casa tudo é doentio



Menina ensino...
Estão vendo esta flor de plástico
Nunca terá o perfume das demais
Suas sementes não germinarão, porque não há vida.
Não brotará, nem se abalará com os vendavais.


Menina circunspecta...
Não quero deste convívio
Virar uma flor de plástico
Em um canto sem vida
Reprimida, sem fragrância, no desamparo.
De palavras que não se calam
Reguem-me sou a flor que desejaram
Precisando de amparo










quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Minha pequena criança


Velarei os teus dias e noites
Minha pequena criança
Com canções que te façam dormir
Contarei as mais lindas histórias
Correrei em busca e na minha busca
Ei de te encontrar...
A brincar nos teus sonhos
Tais momentos que fazíamos
Falaremos de coisas boas
Na memoria ainda lembrarás
O bálsamo que deixarei
No aconchego em que te encontras
Na solidão de estar só
Tão pequena e frágil
Não entende que a minha presença é constante
Somente o véu que cobre teus olhos
Cegam teu olhar, mas desnudam em devaneios.
Somos interligadas, pelo amor que não se apaga.
Pelo beijo que dou em tua face
Nas orações que recebo
Dos momentos concedidos
Para ver o brilho dos teus olhos
Neste momento pleno e eterno...
Para remanejar em outros encontros...