Muitos caminhos percorridos, outros corridos, tropeçando em pedras (dificuldades), os driblava feito jogador.
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Quem sou eu
- Sandra Helena Queiróz Silva
- Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.
terça-feira, 21 de abril de 2026
CAMINHOS DE PEDRA, ESTRADA DE FERRO, ESTAÇÃO PARADA.
Muitos caminhos percorridos, outros corridos, tropeçando em pedras (dificuldades), os driblava feito jogador.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
O MONÓLOGO DO ASSENTO VAZIO
(O palco está na penumbra. Uma luz suave, cor de âmbar,
foca em um balanço levemente balançando, embora ninguém esteja sentado nele. Ao
lado, um tênis solitário e um trem de madeira coberto de poeira.)
Dizem que o tempo é um rio, mas eu acho que ele é mais
como o vento neste quintal: ele não leva apenas as folhas secas, ele leva o
peso das nossas mãos. Olhem para este balanço... ele ainda guarda o desenho de
um corpo que não pesa mais do que um sonho.
Eu me lembro de quando o chão não era longe. De quando a
areia entre os dedos era a única geografia que importava. A inocência... ela
não vai embora com um adeus barulhento, sabe? Ela foge em silêncio, como o sol
que se apaga atrás do muro, deixando a gente aqui, com os pés grandes demais
para esses sapatos e o coração pesado demais para voar.
(Caminha até o trem de madeira e o toca com a ponta dos
dedos)
Este brinquedo já foi um império. Hoje, é apenas madeira
morta. O que aconteceu com a luz que fazia tudo parecer eterno? A gente cresce
e aprende a dar nome às dores, mas desaprende a rir do nada. A alma adulta é um
exílio. Olhamos para o quintal da infância por um vidro embaçado pela neblina
de sermos 'alguém'. Mas, no fundo, quem somos nós sem aquele brilho que não
pedia permissão para existir?
(Olha para o horizonte, onde a luz esmaece)
A noite vem. E o balanço continua lá, esperando por
alguém que já esqueceu como se faz para perder o chão e encontrar o céu.
Imagem criado por IA
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
SE QUISERES ME ENCONTRAR
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
FORÇA DA VENTANIA
Sopro que não tem morada
Vem sem convite, furioso a girar
A folha mais presa é levada
Enquanto o galho aprende a curvar.
É a mão invisível da natureza
Que move a areia e agita o mar
Com sua bruta grandeza
Ensina que é preciso dobrar, não quebrar.
"Eparrey Oyá!".
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
PAUTA DA VIDA
terça-feira, 18 de novembro de 2025
A BUSCA NO ALGORITMO
Por onde
andam as pessoas reais
No espelho
frio dos digitais?
A tela
brilha, um portal sem fim
A carne e a
alma se escondem, sem fim
O prompt perfeito, o avatar ideal
Tudo
simulado, sem o natural
A IA pinta,
a IA compõe
Mas o erro
humano, quem o dispõe?
Talvez na pressa de um café amargo
Num livro
esquecido, num olhar de afago
Em que o
coração ainda pulsa sem cache
Lá está o
real, em um breve flash.
O CRISÁLIDA DA VONTADE
Não é só esperar a lua mudar
É tecer a seda, teimar em ficar
O sonho, por dentro, é larva que luta
Uma fibra viva que a sombra refuta
Persistir é a arte de estar no casulo
É crer na mudança que o olho não vê
A metamorfose que vai acontecer
De juntar o impulso para só nascer
Quando o silêncio romper a barreira
Será a asa forte, a cor verdadeira
Do sonho tecido à forma final
A persistência é o voo, o sinal.






