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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

SÁBIO POETA


Suas escritas repassam singelas formas
Admirável é o poeta
O abstrato transforma em vida.
Rompe o sol, descortinando paisagens.
Seus olhos refletem luz
Sabedoria de vidas
Explicações para dores...
Saudades...
Lembranças diversas...
Surge o passado abraçado ao presente
Prevê um futuro incerto
Com palavras adocicadas
Olhar audacioso e pretensioso
Que só ele sabe fazer
Sábio poeta
De luares sem luar
De amor sem pessoa
De tristeza sem coração
De alegria nunca vista
Mas, de sabedoria escolhida.
Acolhida por quem o lê
Decifrada e entendida
Que na mente de um poeta
Brota e nasce
Mil formas de ser...



sexta-feira, 12 de junho de 2026

ETERNOS ENAMORADOS



Minha vida, tua vida
Nossas vidas
São chamas que aquecem
Nossos corações ardentes
Apaixonados
É a vida em chamas
Corpos despidos
Roçar de pernas
Bocas degustando
Beijos apaixonados
Suspiros aliviados
Enaltecendo as grandes chamas. 
De felicidade...
São chamas que me chamam.
Chamamos, deliramos
Em êxtases sublimados
Sou eu quem tem chama.
Através da chama da vida
Deste chamamento nos tornamos
Eternos enamorados.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

INTENSA ENTREGA




Tire meu chão
Escolha uma boa canção
Deixe a luz tênue
Janelas abertas
Escutamos o marulhar
Percorre meu rio
Tresloucados amantes
Imergem fundo, um no outro...
Respiração ofegante
Pulsação delirante
Noites quentes, arrepios...
São teus olhos nos meus
Minha boca colada na tua
Corpos que abrasam...
Sem ser brasa...
Na intensa entrega
Deixar de ser UM
Para sermos, NÓS




segunda-feira, 18 de maio de 2026

SOLITUDE



A esta poética solidão de relembrar tempos vividos, sofridos, ardentes, apaixonados, que magnitude.
A luz da juventude que sempre arde no coração daqueles que não envelhecem e sentem a plenitude e virtude.
Quem tem solitude vive momentos, sente como um poeta que expressa em linhas e poemas as vidas e o tempo porque não regressam.
Sobre luzes de pensamentos, juntando o ontem, o hoje e o sempre...

terça-feira, 21 de abril de 2026

CAMINHOS DE PEDRA, ESTRADA DE FERRO, ESTAÇÃO PARADA.




Muitos caminhos percorridos, outros corridos, tropeçando em pedras (dificuldades), os driblava feito jogador.
Aprendi que deveria deixar por lá as pedras e passar pelo lado não olhando para trás, seguindo novamente o caminho por seguir.
Passei por uma estrada de ferro. Com seu trem a todo vapor, o maquinista em nove meses com intervalos de três em três meses, passou tão rápido e levou três passageiros (irmã, avó, e mãe).
Não escutei o apito, veio em surdina e não tive tempo de dar um adeus, já tinham partido.
A estação parou, com as partidas, lá permanecíamos nos trilhos trincados, corações partidos com partidas tão inesperadas e momentâneas.
O maquinista esperou mais um tempinho, desta vez apitou fraco, mas eu escutei e depois de oito meses, lá chegava o trem com seu maquinista para buscar mais um passageiro, meu pai.
Minha estação além de parar por algum tempo, perdeu o referencial de tudo.
Mesmo assim, continuamos a seguir, permanecendo duas.
A estrada de ferro, por enquanto está desativada (até quando não consigo prever).
A estação parada construiu um modelo de vida, que muitas vezes sem querer reflete no que escrevo. 
Os fios da carne, a força interior que tenho e como encaro a vida são tão pequenos ao comparar com os caminhos de pedra, a estrada de ferro e a estação parada.
O tempo voou , são 24 e 22 anos de tantas partidas.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O MONÓLOGO DO ASSENTO VAZIO


(O palco está na penumbra. Uma luz suave, cor de âmbar, foca em um balanço levemente balançando, embora ninguém esteja sentado nele. Ao lado, um tênis solitário e um trem de madeira coberto de poeira.)

Dizem que o tempo é um rio, mas eu acho que ele é mais como o vento neste quintal: ele não leva apenas as folhas secas, ele leva o peso das nossas mãos. Olhem para este balanço... ele ainda guarda o desenho de um corpo que não pesa mais do que um sonho.

Eu me lembro de quando o chão não era longe. De quando a areia entre os dedos era a única geografia que importava. A inocência... ela não vai embora com um adeus barulhento, sabe? Ela foge em silêncio, como o sol que se apaga atrás do muro, deixando a gente aqui, com os pés grandes demais para esses sapatos e o coração pesado demais para voar.

(Caminha até o trem de madeira e o toca com a ponta dos dedos)

Este brinquedo já foi um império. Hoje, é apenas madeira morta. O que aconteceu com a luz que fazia tudo parecer eterno? A gente cresce e aprende a dar nome às dores, mas desaprende a rir do nada. A alma adulta é um exílio. Olhamos para o quintal da infância por um vidro embaçado pela neblina de sermos 'alguém'. Mas, no fundo, quem somos nós sem aquele brilho que não pedia permissão para existir?

(Olha para o horizonte, onde a luz esmaece)

A noite vem. E o balanço continua lá, esperando por alguém que já esqueceu como se faz para perder o chão e encontrar o céu.


Imagem criado por IA