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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

OS AMANTES


PALCO DA VIDA

No palco da vida
Quantos monólogos
Decoro
Falo
Aplaudo
Choro
Alegro-me

Neste palco
Sou espectador
Locutor
Uma voz
Somente fala
Escuto
Sinto
Nossa comunicação
É espiritual

Reflete no músculo
Vermelho com formato
De coração
Ele é o palco
Meus pensamentos
Correm
Brincam

Atuando tão forte
Sinto-me atriz deste
Palco flutuante
Troco de personagem
Em vários atos
Conhecendo cada figurante.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

O que é o Amor?

O que é o Amor? Um lapso temporal de um sentimento inacabado?
Ou seria algo que se instala, faz morada e não conseguimos cuidar?
Nas esferas cristalinas dos valores, num lugar onde as almas estão limpas dos odores das malícias. Sobrevoa um Amor de constantes alegrias, uma felicidade vestida de luz.
Bordam seus corpos com as linhas de ouro com pedras preciosas
Um festival de luzes que brilham ao fundo ou nos lugares que permanecem abraçados, um Amor puro e sem as decadências que nos deparamos em nosso mundo.
Ah! Este Amor não desce a Terra, porque os homens não conseguem ainda sentir.
Somente alguns gestos parecem ser o Amor... Mas, equivocados caem em desenganos.
O Amor não aprisiona, não mata, não desrespeita.
É tão sublime que não temos a noção nem aqui nem dentro do coração
Adquirimos um ego e um egoísmo capaz de afrontar o próprio Amor
O nosso e dos que estão ao lado
Sendo abstrato este sentimento queremos estimular.
Que seja pela caridade, ou em um simples olhar...
Gestos pequenos que por aqui dizem que é amar...

quinta-feira, 28 de março de 2019

AS CENAS QUE ENCENAS.


Moras nos meus desejos, figurante sem vestes.
As cenas que encenas no meu monólogo desdobro em vários atos.
As cortinas esvoaçam e não descem, pois não há plateia
Estamos tão a sós na penumbra do camarim
Recito palavras descentes e libertina
No palco do meu corpo, onde te abrigo nestes tempos
Sou atriz, meretriz e bailarina, a dançar nua
Enfeitiçando teus olhos que moram em mim
Neste monólogo a Lua se instala num canto
Brilhando nossos olhos por todas as cenas que encenas dentro de mim, sem fazer morada
Aos poucos as cortinas nãos mais voejam, teu vulto nu se despede
Deixando meu corpo trêmulo do cansaço de nossos afagos
Desdobrando em acordes para um novo ato.






sexta-feira, 15 de março de 2019

SUBLIMAÇÃO


O calor do teu amor
Olhares de sonhos-desejos

Sublimação...

Volitei pairando seminua
Nos recôncavos de nossos dias...
Fusão, transfusão de suores
Respingando no horizonte...
Solidificando nos grandes rochedos
Perpetuando um mero ensaio amoroso
Pairando entre as nuvens
Contemplando a magia de amar...

Sublimação...

Passamos do estado gasoso
Derramando o líquido dos beijos ardentes
Ao ponto de ebulição... 
Qual vulcão em erupção...
Subimos com os balões colorindo um céu anil
Retorno com roupagem juvenil...





sábado, 2 de março de 2019

NOSTALGIA


Vamos brindar em taças de cristal os reflexos dos teus olhos refletidos nos meus.
Extasiados de satisfação do mero sorriso-olhar que flutuam entre os desalinhados pensamentos que correm e querem se abraçar de uma forma sem igual.
Há um sentimento para tanto querer, em cada olhar que fala, esboça toda a sensualidade contida, vivida e sem medo de entregar-se novamente.
Nossos olhares se fixam em pontos cardeais, nos levando em direções que permitimos ir, sendo desviados pelos impulsos mais puros e ingênuos de amar.
São nos teus olhos que percebo a separação que nos distancia.
Os momentos emudecidos e refreados em alaridos de amargura.
São neles que queremos nos perder e nos achar sem os rótulos convencionados de ser iniquidade.
Há em cada expressão uma aurora suspensa com uma noite estrelada.
Debruçarei neste piano para tocar a nossa música, quão pano de fundo de todas as sinfonias orquestradas dos nossos prelúdios.
Sentindo em cada nota tocada, o vibrar de nossos corpos dançando o ritmo frenético das branduras que habitavam cada forma de ser nos atos contínuos que atuamos juntos no enveredar da paixão.
Sentirei que o teu olhar estará fixo aos meus e os meus nos teus, qual o dia em que nos vimos e nos tornamos coniventes.
Sem deixar cair no esquecimento o que sentimos, amamos na musicalidade de todas as emoções e o néctar desprendendo de nossos poros em desejos de quero mais...
Nostalgia de sonhos alados se perdendo na vastidão dos meus olhos que campeiam incessantemente os olhos teus...



sábado, 23 de fevereiro de 2019

O mar da vida III

Hoje no horizonte
Percebo com nitidez
A beleza de Deus
No infinito azul claro
Sombras rabiscando o céu
No entardecer de um dia
O tempo surge
Os dias não são iguais
A uma rota a seguir

Sair da terra que nasci
Não mais olhar o mar
Somente guiar a vida
Sem olhar o horizonte
Nem a beleza refletida
Desta terra querida
Que um dia eu deixei

É no mar da vida
Que o tempo surge, ressurge.
Navega por outros lugares
Daqueles que um dia
Nunca pensei viver
Neste mar da vida
Senti a brisa de longe
A saudade latente
De um passado
Que sobrevivi

O presente marulha
Feito o mar de minha terra
São ondas de frio e de calor
São dias que teimo em insistir
Que não há mar
Sem aquele que vivi
Que banhei os cabelos a sorrir
São apenas lembranças que ficaram
De um lugar que hoje se chama
SAUDADE...