Páginas

Quem sou eu

Minha foto
Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Um barco a deriva...


Guio-me pelo farol onde a luz tênue não direciona os meus desejos
Perdida sem bússola não sabe atracar em um cais ou porto
A noite cai fria e circunspecta
Nesta vastidão de mar perco-me sem me encontrar
Um lugar ou um abrigo perfeito para os dias inabitados
Há momentos que não há farol, nem mar...
Somente um barco a navegar
Rumos sem direção, nem capitão.
Está a deriva de um despertar do que tem que ser ou será...
Volto e retorna para terra firme
Olho de longe o destino
Ele é... O que somos e escolhemos
Qual farol a iluminar os navegadores
Com seus barcos e remos...




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

ASA QUEBRADA


 


Não voarei mais, minha plumagem estão encharcadas de lamúrias.
Um voo solitário qual águia nas alturas
Não sei se escaparei sem a busca que tanto busquei
Fugindo para o firmamento ao encontro do Sol
Aquecerei este frio que na alma se instala
Não me deixe só, sou um pássaro de asa quebrada.
Meu abrigo será as colinas
Escaparei para o alto mar
Solitário voarei voos não mais dados
Reservarei um canto que será triste puro lamento
Quem sabe um dia a asa restaure
Eu volte a cantar nos campos e em todos os lugares
Encontrando o meu pássaro que deixei voar...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Emaranhado


Teu corpo no meu
É um sol escaldante
Queima sem queimar
Arde sem ardor
Restaura sem ser restaurador
Composição sem ser compositor
Cria sem ser Criador
Recria sem ser reciclador

O teu corpo me envolve qual novelo de lã
Tece sem ser tecedor
Agasalha sem ser cobertor
Ama-me sem ser Amor...

Teu corpo é abrigo no meu corpo
Sonho de um sonhador
Poesia para um trovador
Versos, prosas e romances.
Que eu gosto de compor...

Num jardim de flores sem aroma


O jardim das esperanças foi devastado
O amor se perde em demasia sofrendo um colapso
Num deserto de desenganos
Flutua além do permitido cravado de espinhos
Abraçando a rosa desfolhando-a em prantos
Respinga na terra gotículas de sangue de seu padecer
Atribulado com seus desatinos
Desmaia pedindo abrigo
Sente o colo da amada num término de dor
Calam-se diante do momento
É o amor fenecendo na forma inaugural
Despedida sem alcances
Num jardim de flores sem aromas
Uma afeição veneno exalando de seu corpo
Uma mutação de cores
Dilaceração de muitos amores...


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Esquecer para sobreviver


Perdida no tempo sem horas marcadas
Delimito os momentos que não passam
Construindo um abrigo
Período que passou... Retornando...
Instalando fazendo sua morada
Não há mais tempo... Ruínas estão em cada lado do peito
Neste pulsar incessante de querer lembrar
Esquecer para sobreviver
Vou perdendo nas nuances da vida
Varrido os momentos e as lembranças se abafam
No despertar das saudades existidas e esquecidas
Vivemos um tempo... Um amor...
Em uma ocasião... Num lugar...
Hoje sem endereço...


CONEXÃO


Afasta de mim o prenúncio
Deixa livre dos embustes
Diante de ti... Sinto a luz brilhar
Antes ao nada vens diante de tudo
Com este jeito manso e amigo
Canalizando as dores d’alma que pulsam aqui dentro
Vibras num ronronar
Sentindo de forma diversa sem ser humano
Que muitas vezes me olha e sente
Fita esta solidão e me envolve neste teu mundo animal
Como um abrigo, minha dengosa.
Minha felina amiga alegria de meus dias
Acompanhas meus passos e me cuida com esmero.

sábado, 7 de junho de 2014

INTROSPECÇÃO


Adentrei nas entranhas
  Introspecção
Percorri cada canto
Os lados e os avessos
 Aviste ao longe
Tatuada na dorsal
Projetando seus desejos
Seminua a vir...
Arrebatando minhas dores
Calei e pensei
Estando em mim...
Nesta minha introspecção
Estarei nela...
Num ato de paixão
Seremos por um momento
Um lado oposto
Calando as feridas do meu coração