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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

O UIVAR DE UMA LOBA.


Uivando no clarão da lua
Vem a loba em fúria louca
Por desejos contidos
Em noites de luar.

Rompendo sons, luzes, medos
Arremedos.
Cravando unhas, uivando ao lado
Do lobo selvagem, que à espera
Para o encontro de uivos de amor.

Ao longe o uivar de uma loba,
Acorda os amantes embriagados
De suores e sedução 
Mar de águas puras
Banhando-se e uivando como lobos
Pela areia e ondas a bailar.

Esta fêmea quando está uivando,
Demonstra a força da vida
Sopro ao vento, conduzindo seus
Gritos aos cantos do mundo.
Com pureza e desejo uivando,
Por um amor desejado.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

ENCONTROS...


Eu sou o mar

Em noite de lua cheia

Brilho com luar

 

Marujo com destino

Navego em teu corpo

Fisgado pelos anzóis

Guiado pelos teus olhos faróis

 

Eu sou o teu a(mar)

Mergulho em águas profundas

Marulhar nos teus lençóis

Nos encontramos do teu desaguar

 

Ondulando de ternura

No encontro destemido

Entre o rio e o mar

Navegamos na bonança e nos vendavais

Atracando em algum canto de um cais...

 

 


segunda-feira, 18 de julho de 2022

NA MINHA POESIA...


Há o oposto e sem medida
Um corpo que respira e um firmamento livre
Uma vidraça que debruça para a vida
Existindo uma dor que grita lá no fundo
Entre um caminhar da coragem ou um lugar escuro
Na abertura da varanda no mundo.
Permanece a noite
A alegria e o barulho refeito à luz do dia
Vem o cansaço
Do corpo que entorpece em cama fria.
Corre um rio
No destino de quem nasce fraco ou forte
A ousadia, a cólera e a guerra de quem ruiu
Quem sabe se resiste, vence ou entorpece antes da morte.

Na minha poesia...

A canção são vozes atreladas
Música de uma só letra
É o destino a embarcar
No cais, entrando no barco das descobertas
Ancorando
Na esperança acesa detrás do muro
Vive tudo e ainda escapa
Num verso em branco à espera do futuro.