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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

PINTURA DE RENDAS E RETALHOS


O corpo seduz
Vestindo rendas
Aguçando
Teus olhos
Enlouqueces
Emudeces
Vindo de mansinho
Que nem menino
Curioso pra saber
O meu gosto
Cheiro
Desejo
Despertando
Nossos corpos
Explodindo anseios
Devaneios
Hoje
Tão ausente
Distante
Carregando as ilusões
Emoções vividas
Tornaram-se retalhos
Tão pequenos
Tal qual o dia
Em que percebi
Minhas curvas
Não eram as mesmas
A renda não evidenciava
O menino despertara
Aguçou
Outros desejos
Neste instante
Fica retratado em uma tela
Pintura de dois corpos
Entregues ao amor
De vários momentos
Pensando ser para sempre
Ofuscava nos olhos
Dos enamorados
Rasgaram-se as rendas
Transformaram-se em retalhos

segunda-feira, 19 de abril de 2010

SOMBRAS NAS LUZES


Luzes refletidas
Sombras projetadas
Obscuro lugar
Sensações delirantes
Oscilo no tempo
Suporto o peso
Dores sentidas
Entre luzes
Cercam, cegam
Mente consciente
Do que houve
Existe

São lembranças
Sombras
Pensar
Luzes que apagam
Surgem e ressurgem
Tons pálidos
Formas
Confundem
Destoa um presente
Esquecimento consciente
É a mão do Onipotente
Tocando minha alma
Muitas vezes da sombra
Submerge
Sob a luz radiante

segunda-feira, 22 de março de 2010

PIGMENTOS MULTICORES

Pigmentei meu corpo
Cobrindo as marcas
Feridas e cicatrizes acinzentadas
Com as cores vibrantes do arco-íris

Cura imediata
Para o caos do inconsciente
Transmutando além esfera
Que circunda meus pensamentos.

Êxtase eufórico
Sublimando paz
Neste corpo cansado,
Fadigado
Dos anseios retribuídos de alheios,
Mesclando com os meus.

Pigmentos multicores
Nos cantos brilham
Na escuridão sombria d’alma sofrida
Dos conflitos gerados
Conseqüência da maldade
Violando o direito do respeito;

Picharei
Os muros
Minhas paredes internas.
Destruindo
A palidez escurecida
Da insanidade
Onde muitos caminham
Destoando da Humanidade

quarta-feira, 3 de março de 2010

RUMO AO NADA... RUMO A TUDO...


Concha do mar
Ouvidos alertas
Escutando o marulhar
Fecho os olhos
Navego em alto mar

Seguro firme o leme
Sigo rumo ao nada...
Rumo a tudo...
Navegando
Nos sonhos percorridos
No sossego do meu silêncio

Sou marujo desta embarcação
Velejando sobre ondas
Descortinando o azul
Um bailar de cores
Sinto-me uma aquarela marinha

Percorro milhas
Encontro ilhas
Atraco
Caminho, encontro
Sentando em rochas negras
Um reluzir humano

Humano centralizado
Nas convicções do Bem
Indaga o porquê...
O que estão a fazer...
Em suma...

Isolado
Tenta viajar distância
Navega tanto quanto...
Deste encontro
Em cada semblante
Um espelho sem reflexo
Apenas, uma viagem
De dois navegadores
Rumo ao nada...
Rumo a tudo...






quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

ECLIPSE DO AMOR




Sou a única forma de te encontrar
Em períodos tão longos
Na busca do nosso amor.
Um amor igual à Lua e o Sol
Com isso criaram o eclipse
Um momento em que ficam frente a frente
Olhando um para outro
Em soluços de adeus
Tão pouco
Muito intenso
Quando olharem
Para o céu
Em dias de eclipse total
É a fusão do encontro
Deste grande amor
Entre o desconhecido
Na imensidão do Universo
Quando os olhos são vedados
Curiosamente colocam meios
Espiando este lindo encontro
De arrepiar os pelos
Delirando a alma
Em pleno acordo
Com o momento avistado.
Quantos amores vivem
De eclipses de amor
Relampejam
Em distantes caminhos
Trazendo a saudade
Atalhos estreitos
Difícil de trilhar
Encontram um meio
Tornam-se uma mistura homogênea
Entre dois corpos
Duas almas sentindo a fusão
Misturando paixão
Adoçando com amor
Num instante tão raro
Quanto o eclipse do amor.
Amantes fugindo
No desespero
Ânsia de um novo encontro
Nos atalhos escolhidos
Em nome da plenitude
Encontram-se na amplidão
Da forma mais precisa
No eclipse do amor
Flechando o coração.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

BOSQUE DA SABEDORIA(" Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos. “) Pitágoras


Fui conduzida para um grande lago cercado por gigantescas árvores, com um imenso silêncio de vozes.
Sobressaindo o canto da natureza.
O sossego do lugar transformou minha mente
A espera do significado do modo tão intenso da minha visão.
Aos poucos comecei a enxergar muito mais além.
Atmosfera suave e limpa formava círculos.
Desloquei-me do local o qual fui conduzida. Começando a grande exploração do lugar.
Atravessei o lago, chegando ao outro lado da margem encontrei crianças brincando monitoradas por jovens.
Debaixo de algumas árvores, sentadas em círculos escutavam histórias, aprendendo e tirando suas dúvidas com os mais sábios, orientando-os para uma longa viagem de ilusão.
Contudo, aprendiam a colocar na prática sua visão teórica das aulas ministradas no Bosque da Sabedoria.
Iniciariam no estágio aprimoramento, formando centenas de grupos com destino certo. Destes grupos iriam formar uma nova Era.
Em suas bagagens muitos dons, tornando-se prodígios no novo mundo que habitariam tendo como a arte, cultura, ciência, humanismo... Uma bandeira de grande progresso.
Causando um espanto e alegria aos olhos dos que previam esta nova fase.
A fase de renovação no âmbito cultural, enraizando segmentos fundamentados na essência do Ser.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ACORDES E MELODIAS


Luz do abajur
Lençóis espalhados
Dois corpos adormecidos
De tanto bailar nas emoções
Atrelados ao corpo
Unidos espiritualmente
Envolvem-se em laços
Do amor a união
Cúmplices desta caminhada
Mãos soltas
Amizade agarrada
Acordam em sintonia
Beijos, carinhos de pura alegria
Bordam nuances
Aromatizam o ambiente
Formam elos fortes
Aprimoram o convívio
No vai e vem do cotidiano
Durante o dia saudades
Depois à noite, intimidade
Adormecendo nos braços
Da felicidade


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

SILÊNCIO I,II,III,IV


SILÊNCIO I

No romper de luzes
Matizes e arabescos
Bordando o céu de lilás
No meu silêncio
Silencio em momentos de paz
Minha natureza de ser quieta
Sossegada num canto qualquer
Que tenha luz e muita paz
No silêncio a escrita faz morada
No papel vai surgindo poesia
No silêncio mora minha alma

SILÊNCIO II

Neste outro silêncio
Silencio momentos de vida
Foram surpresas que ativaram
Meu mundo constante de elevação
Para não sucumbir
O que queriam de mim
Deixei em silêncio
Dentro do peito
Diante de um punhal gravado
Minha bela oração
De esperança
Fé e comunhão

SILÊNCIO III

Diante de tanto silêncio
Silenciou corações perversos
Visualizando as luzes
Que contornam meu Ser
Harmonia palavra-chave
Derrubando os olhos de maldade
Não fui derrubada
Os arcanjos em sinfonia
Derramaram sobre mim
A elevação em pleno dia
Fui elevada

SILÊNCIO IV

Termino meu silêncio a descrição
De momentos que vivo
Interiorizei-me diante de tudo
Capacitei minha alma e áurea
Feito vaga-lume, iluminando
Vagando muitas vezes em plena escuridão
Consciente das luzes que em volta
Contornam o invólucro denso e pesado
Que carrego sobre minhas costas
Não deixo em silêncio de agradecer
Ao Pai da Criação