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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ANDARILHOS DA VIDA


Num corpo magro e faminto,
Na esquina, ele está todos os dias a mendigar.
Ignorado, outras vezes visto,
Recebe uma esmola e nada mais.
Segue ele rumo ao melhor que lhe convém.
Sem rumo de vida e sobrevida,
caminha em busca...
Surgem limitações, dores, temor, tristeza, angustia, mas ele segue sozinho.
Sem um sorriso, um abraço, um carinho.
Assim segue o andarilho que a vida não queria,
mas ele insiste em querer.
Parando vamos analisar,
quantos irmãos sendo sacrificados nas ruas,
pela falta de estrutura familiar.
Sentem fome de pão sim, mas fome de amor muito maior.
Quantas famílias desestruturadas,
porque se esquecem de sentimentos que
unem e fazem uma corrente de elos
firmes e fortes.
Surpreende-me ainda mais, em termos que conviver com tanto maus tratos,
mendigos, viciados, crianças, enfim uma escala decrescente
para a evolução do ser.
Quantos estacionados sem combustível para um
seguir com dignidade, e quantos perdeu a sua
por outros que não os tem.
Assim seguirão os andarilhos da vida,
Até quando não sei.


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