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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sábado, 25 de março de 2017

PERPLEXIDADE

Perplexa olhando o enredo na vida
Suas musicalidades foram distanciando os sons
Filas foram formando
Blocos trincados
Fendas nas paredes internas foram se abrindo
Desmancharam-se
Tornando-se pó
Forças se perdem na fraqueza dos sentidos
Emoções apostados num refúgio de tempestades
Rodopio entre os espaços vazios
Na busca das respostas, nada ecoa.
O som não se propaga

Simplesmente apaga...

REPAGINANDO


Neste novo Eu, será a capa do meu livro com a introdução de novos  capítulos não vividos.
Porém, se eu cair novamente nas armadilhas do coração, ressurgirei acompanhada com a sensatez e a lucidez de mãos dadas com a razão.
Virando página por página.
Repaginando a vida na sinopse de detalhes tão meus.
Não será um monólogo e sim um contexto escrito nas linhas que demarcam, que vivi no ontem...
Com a mala mais leve nas  mãos carregarei no preparo do hoje, vislumbrando um amanhã florido de pétalas de rosas perfumadas no jardim de minha existência.

terça-feira, 7 de março de 2017

Detonautas - Você me faz tão bem


SEGREDOS DESNUDOS

Existe versos que nos tocam
Com a mesma intensamente se tivesse boca.
Palavras de ternura, de espera...
De enorme amor, de promessa louca.
Expressões despidas que roçam
Qual a noite que invade meu rosto
Por vezes se recusam
Sem deixar um desgosto
De repente avivadas
Entre vocábulos sem cor
Anunciadas repentinas
Como a inspiração ou o amor.
Palavras que nos conduzem
Aonde a crepúsculo é mais forte
Ao segredo dos amantes
Abraçados sem norte...


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ALQUIMIA

Na minha alquimia sai de minha alma
Fui banhar meu corpo no deleite do mar
Rasgar o aço dos músculos do coração
Bordando minhas letras e deixando que viagem dançando
No mundo de uma poetisa em forma de linhas
São nestas linhas que realçam minhas abstrações
Alquimia de um amor
Transformando em poesia os sonhos
Tão discretos ...
Tão entranhados...
Desvanecendo a visão que turva ao longe
Não me perco nas linhas e nem na escrita
São nestes momentos que eternizo as ilusões
Consolido o que reflito
Sem conflito
Sem angustia
Nada além do que pressinto
Minha alquimia regressa em estado de êxtase
Acomodando-se no meu interior e aquieta-se
Adormece entrelaçada por mãos que o afagaram
Nas mesmas linhas que limitam fronteiras
Debruçados lado a lado na minha cabeceira.






quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ana Moura - Tens os olhos de Deus / Poesia plena, interpretada nesta bela canção dando leveza na alma.

(Letra e Música de Pedro Abrunhosa)

Tens os olhos de Deus
E os teus lábios nos meus
São duas pétalas vivas.
E os abraços que dás,
São rasgos de luz e de paz
Num céu de asas feridas,
E eu preciso de mais,
Preciso de mais.

Dos teus olhos de Deus,
Num perpétuo adeus 
Azuis de sol e de lágrimas,
Dizes: ‘Fica comigo
És o meu porto de abrigo,
E a despedida uma lâmina!’.
Já não preciso de mais,
Não preciso de mais.

Embarca em mim,
Que o tempo é curto
Lá vem a noite
Faz-te mais perto.
Amarra assim 
O vento ao corpo,
Embarca em mim
Que o tempo é curto.
Embarca em mim.

Tens os olhos de Deus,
E cada qual com os seus
Vê a lonjura que quer,
E quando me tocas por dentro
De ti recolho o alento
Que cada beijo trouxer.
E eu preciso de mais,
Preciso de mais.

Nos teus olhos de Deus
Habitam astros e céus,
Foguetes rosa e carmim,
Rodas na festa da aldeia
Palpitam sinos na veia
Cantam ao longe que ‘sim!’.
Não preciso de mais,
Não preciso de mais.

Embarca em mim,
Que o tempo é curto
Lá vem a noite
Faz-te mais perto.
Amarra assim 
O vento ao corpo,
Embarca em mim
Que o tempo é curto.


CAIAÇÃO

Rosto palidez
Vertigens
Horizontes distantes
Nada reluz nos rebentos
Coração parado
Sem pulsação
Esquecimentos...

Caiação
 Sonhos não mais sonhados
Vidas separadas
Nublando os dias
Distanciando as noites
Das festas de alegria
Separação de corpos
Olhos euforia

Caiação
Um borrão na estória contada
Folhas dilaceradas
Suspiros debelados
Mãos sem destino
Caminhos perdidos
Sem um aceno ou despedida
Confidenciou só a partida...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

COBERTA... DESCOBERTA NA LIBERDADE DE SER

Meu corpo nu, enrolado em um manto
Coberta... Pela descoberta da liberdade de Ser
Nascimento de um romper de explosões de sentimentos
Arcabouço de ilusões refletidas no espelho do aquém...
Na ansiedade de um alguém, que traga um aroma
De flores etéreas perfumando o manto da minha descoberta
De ser um Ser liberto, dos anseios e romper meu casulo
Desabrochando feito uma açucena
No deserto do amor sem ilusão
Serei, jardim, flores, água e solo fértil
Na miragem da areia escaldante
Coberta pela semente, da nascente de ser água cristalina
Almejada pela alma, na candura de um beijo refletido
Nos reflexos de um amor , que ainda vaga
Qual vaga-lume no Oásis da minha descoberta
Que permanece coberta...
Pelo véu que não consigo enxergar...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

GUARDIÃO DE LUZ



Quando chegastes
O corredor escuro
E sem vida se iluminou
A tua presença se espalhou
Por todos os cantos
Os sentimentos afloraram
Tão violentamente
Que eram sentidos flutuando no ar.
Brilhastes tanto
Que me vi
Refletida em ti.
O carinho transbordou
Do sono acordou
E se fez eterno

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Sobre o Amor - Khalil Gibran -- Reflexão


ACONCHEGO VAZIO...

Mudas, calam a noite adormecendo entre os arbustos aquietados em seu solo. Na cegueira noturna dos que vagam sem destinos pelos labirintos ecoando gritos, pelos becos da vida. Seguem com suas vestes despedaçadas, em sintonia com aquém da realidade. Filhos da vida açoitados por histórias inacabadas... Infâncias que se esvaem nas ruelas de encostas sem costas que abrigam. Espalhados por todas as cidades sem asilo. Mudas, que mudam a sintonia dos que observam e nada fazem porque o seu mundo está em outra coisa. Na viagem lunática de seus vícios vão flutuando nos acolhimentos que escolhem por toda cidade. Convivem e perambulam em busca da saciedade, das loucuras que a mente absorveu. Pedidos com sorrisos e boa conversa nas sinaleiras, um pão com café quente.... Uma palavra sem afronto. Porque seus dias ele sabe que não tem retorno para a realidade de um certo passado.... Assim, é o contraste do que vejo diariamente e quando estão dispostos a conversar no ponto de ônibus, imagino a vida pintada em uma grande tela. Com muitos rabiscos e com alguns traços que identifico. Temos família, filhos, netos e a cena que me vem à cabeça são estas criaturas que sobrevivem de tantos sofrimentos, que machucam seu íntimo e nós muitas vezes não conseguimos entender a complexidade de cada história relatada e sofrida. Apenas, queremos que as mudas, possam morar em uma floresta encantada feito sonhos de fada.  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O MAR FALA DE TI - MAFALDA ARNAUTH


Queres saber...

Queres saber... O que sou, o que sinto, o que temo,
ou acredito?
Enfim, o que sou diante de tudo e de todos.
Obtempero: Sou um ser com identidade definida e única.
Também sofro, choro, amo, recrio o que tem de melhor no orbe.
 Alegro-me em ver que existem pessoas boas e entristeço com as más. Não sou fantoche, nem gosto de deboche.
Sou filha da água, do fogo, da terra e do vento.
Sou nômade, viajante de estações diversas, aprendendo quem sou na vastidão do Universo.
Sinto alegrias vertendo dos potes da vida, mãos amigas, sorrisos verdadeiros, brilhos nos olhos, sinceridade e infinitos sentimentos nobres que cobrem corações em sintonia com o Bem.
Temo o orgulho exacerbado, mãos mesquinhas, egos inflados, ceifadores de dores alheias e uma infinidade de atrocidades espalhadas pelos cantos do Mundo.
Creio que há um Amor que ainda não foi o suficiente para podermos ter a felicidade plena. E sim um projeto de Amor.
Creio que o sentido da vida, não está nas vitrines do corpo perfeito vendido 24 horas por dia nas propagandas diárias. Por isso, vivemos um mundo sensual e não amoroso.
Crê que há de haver entre nós uma sintonia mais que perfeita, onde os olhos possam sentir que há esperança de repararmos os outros com mais carinho. Creio que mãos serão mais dadas, corações batendo uníssonos um com outro na imensidão da plenitude de sentir os batimentos que a alma possa escutar.
Creio que não somos passageiros de uma viagem só... Creio...


sábado, 28 de janeiro de 2017

CAMINHOS DE PEDRA, ESTRADA DE FERRO, ESTAÇÃO PARADA.


Muitos caminhos percorridos, outros corridos, tropeçando em pedras (dificuldades)
E os driblava feito jogador.
Aprendi que deveria deixar por lá as pedras e passar pelo lado não olhando para trás,
Seguindo novamente o caminho por seguir.
Passei por uma estrada de ferro. Com seu trem a todo vapor, o maquinista em nove meses com intervalos de três em três meses, passou tão rápido e levou três passageiros (irmã, avó, e mãe).
Não escutei o apito, veio em surdina e não tive tempo de dar um adeus, já tinham partido.
A estação parou, com as partidas, lá permanecíamos nos trilhos trincados, corações partidos com partidas tão inesperadas e momentâneas.
O maquinista esperou mais um tempinho, desta vez apitou fraco, mas eu escutei e depois de oito meses, lá chegava o trem com seu maquinista para buscar mais um passageiro, meu pai.
Minha estação além de parar por algum tempo, perdeu o referencial de tudo.
Mesmo assim, continuamos a seguir, permanecendo duas.
A estrada de ferro, por enquanto está desativada (até quando não consigo prever).
A estação parada construiu um modelo de vida, que muitas vezes sem querer reflete no que escrevo. Porque, os fios da carne, a força interior que tenho e como encaro a vida é tão pequeno ao comparar com os caminhos de pedra, a estrada de ferro e a estação parada.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Quero Ser Feliz Também - Natiruts


Banhar-se de autoria do poeta Curbani (Em dueto primeira parte Curbani / segunda parte Sandra Queiróz)

Às vezes / Mergulho nas tuas profundezas
É bom tirar a roupa / Sentindo tua pele roçar a minha
E mergulhar num pedaço de papel / Escrevendo um poema
Pequeno / Intenso
Banhar-se na folha sem expressão/ Transmutando o que sinto
Sem muita linha...- e é bom que seja / Retirando-me do convencional

Eis aí uma boa receita / Aos dias habituais
Lavar a pele na nódoa dos dias / Por horas fatigantes
E deixar no papel / Nossas digitais
O sujo / Tornar-se límpido
O nada reto / Entorta com as linhas percorridas

Que quer virar poesia / e virou...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

CORAÇÃO ALADO

O vento de leve acariciava meus cabelos dourados.
Meu coração alado, viajou entre o pôr do sol na visão além dos olhos físicos, pura contemplação da alma com calma.
Plainavam entre os pássaros nas proximidades da colina
Uma profundidade interior avassaladora, me arrebatava entre o mundo que descortinava
Longe das agitações urbanas do vai e vem veloz do passar das horas
Apreciava o belo, direcionando meu pensamento para alguma coisa diferente sem ser superficial
Assim, corria meu coração alado voava no mar de luz e o sol permaneceu em mim.
Percebia a Luz Divina, é ali que a alma pode volitar e ao mesmo tempo onde se desenvolve, olhando, amando e conhecendo quem foi o Criador.
Arquiteto das mais belas pinceladas de perfeição, senti que quando a alma se converte num coração alado, poderá conhecer o que procuro no conhecimento lendo o Livro da Existência.
 Quando desenvolvemos o dom de amar com os olhos da simplicidade, podemos abraçar as coisas intangíveis e compreender a grandeza de estar em constante harmonia com a nossa natureza e a que deixamos de admirar todos os dias.
Meu coração alado, voejou por flores solitárias que são regados pela chuva e regressou sem cansaço das peregrinações que se permitiu num domingo qualquer, ser banhado de luz na compreensão de ver além do que observo e sentir de onde eu venho e retornarei...


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

PEITO DOLENTE

Neste peito dolente
Pulsou um amor latente
Suas mãos formavam acordes
Hoje, na aspereza dos sentimentos contrários.
Nasceram os pequenos espinhos
Sangrando o avesso do meu ser
Os respingos e seus pingos
Gotejam na lápide fria
Álgida perda de um grande amor
Na sofreguidão dos dias... 
As noites encobriram o luar prateado
No espelho d’alma...
Peito dolente
Dor ardente
Amor pungente
Vagando no horizonte...





quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SAINDO POR AÍ...

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Ao fenômeno acústico da noite, volitei entre os arbustos livre e desembaraçada do corpo. Tudo a minha volta era uma paz infinita de beleza inconfundível. O som do mar e o bater de suas ondas, impulsionando para um bailar com as gaivotas suspensas no ar. Ansiava entre as nuvens e via do alto as pequenas e cintilantes cidades, umas agitadas e outras na calmaria sem vento. Somente a brisa empurrando a cortina de leve por suas janelas abertas nas casas de portas abertas. Outras casas vários cadeados entre os portões qual prisão ou gaiolas. Surge um cheiro bom que exalava ao longe vindo de uma chaminé de uma choupana, meu olfato degustou goles de aroma forte e encorpado do delicioso café. Viajei mais um pouco e o cansaço não fazia parte daquele momento, atrelada aos encantos corria por entre as flores e as fragrâncias perfumavam minha alma. Parecia ter saído de um banho de flores em momentos de relaxamento. Almejava ter mais pessoas que pudessem alar e sentir os episódios do alto e entender a dimensão e a pequenez do que somos. Quais grãos de areia que não suporta um vendaval direcionado empurrando os sonhos e tudo sendo deixando de lado. Os sentimentos começaram a pulsar e mostrar que somos fagulhas saltitantes em pequenos povoados sem fim... Não me despedi daquele momento, sabendo existir outros quando a mente relaxa imagina uma pulsação na forma de energia e se solta feito esferas ao ar livre, coloridos ou de uma só cor na espera de um único objetivo, entender que vamos além todos os dias... Porém, a simplicidade de cada momento só será sentida se deixarmos a bagagem pesada despojando-nos do supérfluo e admirando o que é raro. A própria vida, o respirar e todas as nossas emoções mais intimas de sentir e dar valor no que realmente nos mostra as belezas que são dispensadas no corre-corre do dia a dia. Fotografe os melhores momentos no coração e nele revele aos que te rodeiam uma amostra de um sorriso com uma pitada de amor (emoção).




HIPNOSE


Um desejo invade meu olhar
Contemplar sem maldade
Apreciar somente tua beleza
Olhar nos teus olhos
Feito hipnose

Passa ao longe um navio
No horizonte a navegar
Leva-me contigo
Buscarei este olhar
Quero nele me perder
Sem saber no que vai dar

Deixe-me ao menos admirar
Seus olhos
Feito contas de colar
Entrelaças
No meu corpo
Serei tua
Vêm - me amar

LAÇOS DE TERNURA E CONEXÃO DE BELEZA


NO DESPERTAR DA AURORA
NOS CAMPOS VERDEJANTES
SURGEM AO LONGE AS BORBOLETAS
MULTICOLORIDAS EMBELEZANDO
A PAISAGEM SONOLENTA
OS COLIBRIS AOS POUCOS ACORDAM
REVOANDO AS FLORES DOS CAMPOS
A NATUREZA FORMA LAÇOS DE TERNURA
EM CONEXÃO DE BELEZA EXTASIANTE
O RIO CRISTALINO CORRE SOBRE A MARGEM
AS FLORES BALANÇAM COM A BRISA LEVE E SUAVE
O AMANHECER DESPONTA COM O BRILHO
DO CALOR DE UM ASTRO REI
COLIBRIS E BORBOLETAS BAILAM SOBRE OS CAMPOS
FIXANDO NAS FLORES
VERDADEIRAS MAMADEIRAS DE NECTAR
AS ANDORINHAS ANUNCIAM UMA NOVA ESTAÇÃO
A NATUREZA EXPRESSA HARMONIOSAMENTE
A ALEGRIA DE SUA BELEZA
DESENHADA E ARQUITETA PELAS MÃOS DO CRIADOR
POR TUDO ISSO E MUITO MAIS
MUITO OBRIGADA POR ENXERGAR, RESPIRAR.
BOM DIA MÃE NATUREZA
EXALTEMOS AO SENHOR...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Fagner - Espumas Ao Vento (Video Ao Vivo)


Velejo sem bússola


No cansaço dos dias, reminiscências invadem meu silêncio.
Fujo de mim e saio além... Sem um tempo pra voltar...
Quero recordar do cheiro dos seus cabelos, do perfume impregnado em minha pele cobrindo o meu sorriso de alegria.
Viver consiste em ter estes momentos vividos e sentidos é promessa em oração nos meus dias.
Na carne que estremece ao pensar e uma saudade instalada que procura por ti em múltiplos lugares.
Não me canso de discorrer, único meio que tenho de trazer para perto de mim, carregando-te em meus braços na leveza de meu pensar.
Vem qual sombra e eleva-te no esplendor de uma divindade que nos meus delírios sublimo nos raios de teus olhos.
Conversamos horas a fio, sem demarcar a linha divisória que nos separa.
O tempo preso fica gravado nas ondas a bater e a espuma dissolvendo em seus ponteiros.
Horas que extasiam a alma, embeleza e clareia o que sinto e transbordam na água cristalina que nos envolve.
Procurar-te nos recintos é limitado, velejo sem bússola e com destino na parada de um porto solitário.
Atraco meu barco... Voltando só desembarco em pensamentos...