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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

NA MINHA POESIA...


Há o oposto e sem medida
Um corpo que respira e um firmamento livre
Uma vidraça que debruça para a vida
Existindo uma dor que grita lá no fundo
Entre um caminhar da coragem ou um lugar escuro
Na abertura da varanda no mundo.
Permanece a noite
A alegria e o barulho refeito à luz do dia
Vem o cansaço
Do corpo que entorpece em cama fria.
Corre um rio
No destino de quem nasce fraco ou forte
A ousadia, a cólera e a guerra de quem ruiu
Quem sabe se resiste, vence ou entorpece antes da morte.

Na minha poesia...

A canção são vozes atreladas
Música de uma só letra
É o destino a embarcar
No cais, entrando no barco das descobertas
Ancorando
Na esperança acesa detrás do muro
Vive tudo e ainda escapa
Num verso em branco à espera do futuro.

sábado, 26 de agosto de 2017

A FLOR ANSEIA FLORIR...

As flores estão faceiras para florir, está se aproximando a estação dos perfumes nos pomares, nos canteiros espalhados por tantos lugares. Um colorido que a natureza pincela, em cada espécie a florir e desnuda a semente recobrindo em flor. Os beija flores brincam e rodeiam felizes, ao beijar com seu toque sutil pairando no ar de tanto êxtase. O colorido esvoaça assoprando o acinzentado dissipando-os nos ventos tropicais. Mergulham no céu e mesclam com o branco das nuvens, bordando o céu de estrelas com o brilho da Lua. Ao clarear do dia, as nuvens brincam de ser carrinhos de choque e regam as flores com a chuva que aduba seu solo e faz ainda mais fértil. As colheitas tornam-se lindos ramalhetes colhidos da natureza para cobrir os espaços vazios que na alma habita, tornam-se presentes que murcham e perdem o perfume, o viço e muitas vezes a finalidade. As flores deveriam ser apreciadas de forma mais plena. Pelo fato, de fazer parte de um conjunto onde estamos inseridos mais não sabemos valorizar o espaço de cada um. Assim, é na vida, no trabalho, nas amizades, no convívio com a família, queremos cortar os botões em flor para que alguns virem ramalhetes expostos nos diversos ambientes, morrendo aos poucos por que não são mais regados e cuidados no seu florejar. Demudam e tornam-se flores empanas e sem vida. Que as flores sejam cultivadas desde o momento que ainda é semente e suas raízes estão em profundas camadas fincadas na terra, com o mesmo amor que temos por tudo que nos cercam em abundância de belezas criados pelo Criador. A flor não substitui a dor, o amor, e nem as palavras frívolas que soam por aí!!!!!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ESPELHO D’ALMA





























Nos olhos refletem os sorrisos
Sem movimentos de lábios
Beijos apaixonados
Ausência do amado...
Saudades em noites frias
Lugares distantes diluídos no vento
Nos olhos refletem os adeuses
Mãos que um dia acenou
Desejou, serenou...
Paralisou diante de um instante
Sem retorno, morno.
Nos olhos refletem o espelho d’alma
Olhares que fitam num horizonte
Na luz do luar, do mar, e da pretensão de amar...













domingo, 13 de agosto de 2017

PERDIDO NA MULTIDÃO


Na minha loucura
Como quem anda à procura
Desvairada ilusão
Encanecido devaneio em que persigo
Um semblante ou um rosto amigo
Extraviado na multidão

Na minha loucura
Aonde o vento murmura
Promessas de um amor distante
Inquietante minha alma vislumbra
Sentindo um vazio na alma
Entre tanta e tanta gente

Na minha loucura
Como quem anda à procura
Minha andança fugaz
Olhares olvidados nos céus
Conclamo à Deus
Que eu encontre qualquer dia
Mais calor humano, perdido nas ruas
Pois, o que vejo é sagaz


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Secret Garden - Sometimes when it rains...



O projeto de escrever poesias, surgiu em minha mente em consequência de algumas experiências, as quais levaram-me a refletir profunda e longamente. Incentivando-me a investigar o campo tão interessante e misterioso da alma silente, onde esconde em suas alfombra os mais profundos segredos.

Sandra Queiróz

CRISTAL TRINCADO

Ocaso é punhal afiado dilacerando o coração apaixonado. Não há em ti ou em mim, traços de um romper. Foram os momentos, as circunstâncias de caminhos bifurcados e trincados em um tempo. Os dias ensolarados e as noites com luar, serão os reflexos de nosso passear de mãos dadas pela vida a sonhar. Trançamos uma linha paralela, para andarmos lado a lado e jamais separados. Fragmentados na fragilidade transformados em cacos estilhaçados no chão, que não servem para nada. Há fendas e brechas aparecendo as trincadas que na queda espatifou. Abeirar-se no ápice de todas as emoções afloradas, sem termos desabrochado nos jardins com aromas etéreos. Minguamos nas linhas paralelas e por mais que venhamos percorrer lado a lado, os olhos não mais enxergam a beleza que o outro refletia na retina dos olhos da paixão. Sumimos aos poucos com o nevoeiro de todos os desenganos, andaremos em outras linhas retas com as curvas de outros caminhos, não mais sendo aquela paralela que fazia de nossos dias a vida ser mais bela.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

SOMENTE UMA VEZ...

SOMENTE UMA VEZ...
APROXIMAS DE MINHA ALMA
ENXERGA A LUZ 
ESTE BRILHAR
A LUZ DO MEU AMOR
ENVOLVENDO O TEU CORPO
NO REFLEXO DOS MEUS OLHOS
NA IMENSIDÃO DESTE AMAR

SOMENTE UMA VEZ...
TRANSPIRAREMOS
POR NOSSA PELE
ENTRE OS NOSSOS POROS
O PERFUME DE FLORES
TRANSFORMANDO 
NOSSOS DESEJOS
EM SINFONIAS DE LOUVOR

SOMENTE UMA VEZ...
SOLTAREI MINHA VOZ
GRITANDO AO VENTO
O AMOR QUE TRAGO 
AQUI DENTRO
IMPLORANDO POR TI
EM MIM


SOMENTE UMA VEZ...


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Vander Lee - Alma Nua


Lamparinas no Deserto

Tem certas coisas que palavras emudecem.
Destoam sem sentido o significado de amar.
Procura um jeito simples, de falar com os olhos.
Esboçar um sorriso. Cravando em teu íntimo um sentimento impreciso.
Volvendo nas proximidades do que podemos ser, diante um do outro.
Somos fragmentos de um passado trincado, saltando em degraus para longa subida, corroída pelo tempo.
No cansaço das trilhas íngremes, para chegar ao topo do teu coração.
Ascendendo lamparinas no deserto, na travessia solitária em busca de um Oasis.
És fonte de água límpida, saciando a sede e protege nas folhas das palmeiras a sombra para o refazimento da espera.
A luz do teu amor, reflete no lago e dança com os vaga-lumes que bailam em sincronia, perfazendo o caminho de volta.

Contorcendo meu corpo, retorno ao estado natural deixando o êxtase, na medida que as luzes piscando transportam-me para meu abrigo solitário.

Fagner, Zé Ramalho - Jura Secreta / Revelação


O amor não usa vestes, anda Nu.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

ALMA SALGADA

É neste contexto , que és inserido no meu texto. Alma salgada, desnudo entre as ondas que te embalam. Revives a juventude , nas horas que passeias pelas ruas da cidade. Na brisa que sente no deslizar do skate , na prancha e da máquina fotográfica que registras a vida em panoramas com vários focos ou desfocadas , mas tudo tem as pinceladas do Criador. Mergulhas nas profundezas , da tua nudez íntima e submerge nas ondas de um horizonte que descortina. Salve a água que te benze , salve a proteção que te guia. Rezas para Virgem Maria para que te cubra com seu manto de noite e dia.

sábado, 17 de junho de 2017

QUEDA IMPRECISA


Suavemente se solta...
Como paraquedista
Voando no espaço interior
Atravessando caminhos incertos
Para aconchegar-se quieta
Num canto qualquer

A natureza se exalta
Ao ver a figurinha amarela
Pelo tempo corroído
Cair por sobre a relva
Uma folha desprendida

Que de uma árvore nascida
A outra vai dar lugar
Pois é da Lei Natural da Vida
Tantas, assim, procederem.

Esta folha singela
De cor amarela
Não saberia que um dia
Seria a figura principal
Desta poesia







terça-feira, 16 de maio de 2017

ENVOLTA NA SAUDADE...

Minha saudade adentra na noite fria. Se pudesses me ouvir e lembrar do tempo que passou e não finda, resides nas minhas conjecturas. Tenho um coração mendigo, que se escusa em pedir perdão. Compreendendo que tudo já perdoo. Enquanto, o violino traduz a música orquestral do nosso primeiro olhar. Neste momento, a saudade evoca os dias em que vivemos nus, entre as brisas do mar a cobrir-nos de encantos. Não é um lamento, mas um passado emaranhado que se eleva no horizonte em pensamentos. Nosso amor foi água que correu e tudo morreu. Envolta na saudade... O amor sempre é sonho, um encanto. Uma dor ou uma mágoa. Riso solto ou pranto. Um manancial de ilusões. Nosso amor foi soprado pelo vento e ao longe se perdeu. Junto levou nossas juras. O que ficou foi o desejo, desde coração que não mais o vejo. Por mais que um dia o amor neste mundo, seja o mais profundo, segue na estrada degradante, que nos lábios de outra amante beijou e se enfeitiçou. Esquecer teu amor, teu corpo encantador, teu beijo abrasador, é queimar os retalhos de momentos que latejam em mim. Minha alma não quer, mas envolta na saudade.... Ainda queima o coração das lembranças que envolveram nosso amor em encantamento.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Hebe Camargo - Você Não Sabe

Você não sabe quanta coisa eu faria
Além do que já fiz
Você não sabe até onde eu chegaria

Pra te fazer feliz

Eu chegaria onde só chegam os pensamentos
Encontraria uma palavra que não existe
Pra te dizer nesse meu verso quase triste
Como é grande o meu amor

Você não sabe que os anseios do seu coração
São muito mais pra mim
Do que as razões que eu tenha pra dizer que não

E eu sempre digo sim

E ainda que a realidade me limite
A fantasia dos meus sonhos me permite
Que eu faça mais do que as loucuras que já fiz

Pra te fazer feliz
Você só sabe
Que eu te amo tanto
Mas na verdade meu amor
Não sabe o quanto

E se soubesse
Iria compreender
Razões que só
Quem ama assim pode entender

Você não sabe quanta coisa eu faria
Por um sorriso seu
Você não sabe até onde chegaria
Amor igual ao meu

Mas se preciso for, eu faço muito mais
Mesmo que eu sofra ainda assim eu sou capaz
De muito mais do que as loucuras que já fiz

Pra te fazer feliz


domingo, 14 de maio de 2017

TUDO TEM RIMA MENOS UMA

Quantas palavras
Escritas e rimadas
Refiro-me a duas palavras
Tão conhecidas
Ditas diariamente
E veio-me a tal conclusão

Pai
Rima com vai, sai
Enquanto,
Mãe
Não tem rima

Tente rimar
Não irá encontrar
Mãe é palavra
Sagrada
Quem nem na Língua Portuguesa
Tem rima
Para tal beleza

Mãe não rima
Rema nas águas
Revoltas
Calmas
Seguindo
Labirintos
Acolhendo seus filhos
Outros
E assim
Por diante
Mãe
É um diamante

Algumas permanecem
Em estado bruto
Outras polidas
Reluz
Conduz
Seus filhos
Pelo caminho
De Luz

sábado, 6 de maio de 2017

Chico Buarque - Apesar de Você


POLÍ E TICO

Polí e Tico são inseparáveis, formaram uma união e colocaram uma aliança perpétua neste casamento. Certo dia, Polí conversando com Tico, desabafou seus medos e receios e lhe fez um pedido. Vamos ter filhos, fazer desta aliança um reluzir aos olhos dos homens.
Tico perplexo concordou.
Logo de início tiveram gêmeos, dois meninos. Eram que nem Caim e Abel, um morria de inveja do outro e suas divergências tornaram-se um desafeto.
Um deles pendendo para o lado militar consolidou por muito tempo um lugar de hostilidade e crueldade.
O outro apaziguador lutou junto com vários companheiros derrubando seu irmão do Poder.
A liberdade de expressão foi tomando parte de mentes que não podiam opinar publicamente seus pensamentos e dali começou uma aliança de ideias para fazer com que Polí e Tico tornarem-se dignos da união que tinham. A empolgação foi tanta, que tiveram vários filhos, a relação começou a desgastar-se.
Motivo, muitos filhos, nenhum controle desajustando toda a família de Polí e Tico. Começaram a surgir os comentários maldosos, comprometimentos, apadrinhamentos, nepotismo, conclusão Polí e Tico ficaram desacreditados.
Surgiu uma grande oportunidade para que em público Polí e Tico subissem no palanque de uma praça de uma metrópole, para fazerem um discurso à altura dos comentários escutados.
Polí iniciou o discurso comentando fatos, realidades e prometendo fazer dos comentários maldosos um grande desafio de mostrar o seu valor diante do povo.
Tico, emocionado com suas palavras completou: Não terá cristão nesta terra que venha desfazer esta união e daqui para frente não seremos mais separados e sim chamados de POLÍTICO.
Quem sabe, não são estes que conhecemos. Até que gostei da história, só tem um, porém, não quis sujá-la remexendo em lixo.
Fiz desta união uma paixão ardente, pois escutamos que fazem tudo por AMOR. 

Porque iria contrariar esta opinião...


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Amor meu.

O abraço é novelo de lã, tecendo um ninho nos braços do outro. Aconchego silencioso das angústias do coração. Arqueando suas asas ao vôo mais pleno no entrelaçar dos corpos . Nosso abraço é casaco aquecendo nossos dias , na distância que nos distancia. Amor meu.


sábado, 25 de março de 2017

PERPLEXIDADE

Perplexa olhando o enredo na vida
Suas musicalidades foram distanciando os sons
Filas foram formando
Blocos trincados
Fendas nas paredes internas foram se abrindo
Desmancharam-se
Tornando-se pó
Forças se perdem na fraqueza dos sentidos
Emoções apostados num refúgio de tempestades
Rodopio entre os espaços vazios
Na busca das respostas, nada ecoa.
O som não se propaga

Simplesmente apaga...

REPAGINANDO


Neste novo Eu, será a capa do meu livro com a introdução de novos  capítulos não vividos.
Porém, se eu cair novamente nas armadilhas do coração, ressurgirei acompanhada com a sensatez e a lucidez de mãos dadas com a razão.
Virando página por página.
Repaginando a vida na sinopse de detalhes tão meus.
Não será um monólogo e sim um contexto escrito nas linhas que demarcam, que vivi no ontem...
Com a mala mais leve nas  mãos carregarei no preparo do hoje, vislumbrando um amanhã florido de pétalas de rosas perfumadas no jardim de minha existência.

terça-feira, 7 de março de 2017

Detonautas - Você me faz tão bem


SEGREDOS DESNUDOS

Existe versos que nos tocam
Com a mesma intensamente se tivesse boca.
Palavras de ternura, de espera...
De enorme amor, de promessa louca.
Expressões despidas que roçam
Qual a noite que invade meu rosto
Por vezes se recusam
Sem deixar um desgosto
De repente avivadas
Entre vocábulos sem cor
Anunciadas repentinas
Como a inspiração ou o amor.
Palavras que nos conduzem
Aonde a crepúsculo é mais forte
Ao segredo dos amantes
Abraçados sem norte...


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ALQUIMIA

Na minha alquimia sai de minha alma
Fui banhar meu corpo no deleite do mar
Rasgar o aço dos músculos do coração
Bordando minhas letras e deixando que viagem dançando
No mundo de uma poetisa em forma de linhas
São nestas linhas que realçam minhas abstrações
Alquimia de um amor
Transformando em poesia os sonhos
Tão discretos ...
Tão entranhados...
Desvanecendo a visão que turva ao longe
Não me perco nas linhas e nem na escrita
São nestes momentos que eternizo as ilusões
Consolido o que reflito
Sem conflito
Sem angustia
Nada além do que pressinto
Minha alquimia regressa em estado de êxtase
Acomodando-se no meu interior e aquieta-se
Adormece entrelaçada por mãos que o afagaram
Nas mesmas linhas que limitam fronteiras
Debruçados lado a lado na minha cabeceira.






quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ana Moura - Tens os olhos de Deus / Poesia plena, interpretada nesta bela canção dando leveza na alma.

(Letra e Música de Pedro Abrunhosa)

Tens os olhos de Deus
E os teus lábios nos meus
São duas pétalas vivas.
E os abraços que dás,
São rasgos de luz e de paz
Num céu de asas feridas,
E eu preciso de mais,
Preciso de mais.

Dos teus olhos de Deus,
Num perpétuo adeus 
Azuis de sol e de lágrimas,
Dizes: ‘Fica comigo
És o meu porto de abrigo,
E a despedida uma lâmina!’.
Já não preciso de mais,
Não preciso de mais.

Embarca em mim,
Que o tempo é curto
Lá vem a noite
Faz-te mais perto.
Amarra assim 
O vento ao corpo,
Embarca em mim
Que o tempo é curto.
Embarca em mim.

Tens os olhos de Deus,
E cada qual com os seus
Vê a lonjura que quer,
E quando me tocas por dentro
De ti recolho o alento
Que cada beijo trouxer.
E eu preciso de mais,
Preciso de mais.

Nos teus olhos de Deus
Habitam astros e céus,
Foguetes rosa e carmim,
Rodas na festa da aldeia
Palpitam sinos na veia
Cantam ao longe que ‘sim!’.
Não preciso de mais,
Não preciso de mais.

Embarca em mim,
Que o tempo é curto
Lá vem a noite
Faz-te mais perto.
Amarra assim 
O vento ao corpo,
Embarca em mim
Que o tempo é curto.


CAIAÇÃO

Rosto palidez
Vertigens
Horizontes distantes
Nada reluz nos rebentos
Coração parado
Sem pulsação
Esquecimentos...

Caiação
 Sonhos não mais sonhados
Vidas separadas
Nublando os dias
Distanciando as noites
Das festas de alegria
Separação de corpos
Olhos euforia

Caiação
Um borrão na estória contada
Folhas dilaceradas
Suspiros debelados
Mãos sem destino
Caminhos perdidos
Sem um aceno ou despedida
Confidenciou só a partida...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

COBERTA... DESCOBERTA NA LIBERDADE DE SER

Meu corpo nu, enrolado em um manto
Coberta... Pela descoberta da liberdade de Ser
Nascimento de um romper de explosões de sentimentos
Arcabouço de ilusões refletidas no espelho do aquém...
Na ansiedade de um alguém, que traga um aroma
De flores etéreas perfumando o manto da minha descoberta
De ser um Ser liberto, dos anseios e romper meu casulo
Desabrochando feito uma açucena
No deserto do amor sem ilusão
Serei, jardim, flores, água e solo fértil
Na miragem da areia escaldante
Coberta pela semente, da nascente de ser água cristalina
Almejada pela alma, na candura de um beijo refletido
Nos reflexos de um amor , que ainda vaga
Qual vaga-lume no Oásis da minha descoberta
Que permanece coberta...
Pelo véu que não consigo enxergar...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

GUARDIÃO DE LUZ



Quando chegastes
O corredor escuro
E sem vida se iluminou
A tua presença se espalhou
Por todos os cantos
Os sentimentos afloraram
Tão violentamente
Que eram sentidos flutuando no ar.
Brilhastes tanto
Que me vi
Refletida em ti.
O carinho transbordou
Do sono acordou
E se fez eterno

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Sobre o Amor - Khalil Gibran -- Reflexão


ACONCHEGO VAZIO...

Mudas, calam a noite adormecendo entre os arbustos aquietados em seu solo. Na cegueira noturna dos que vagam sem destinos pelos labirintos ecoando gritos, pelos becos da vida. Seguem com suas vestes despedaçadas, em sintonia com aquém da realidade. Filhos da vida açoitados por histórias inacabadas... Infâncias que se esvaem nas ruelas de encostas sem costas que abrigam. Espalhados por todas as cidades sem asilo. Mudas, que mudam a sintonia dos que observam e nada fazem porque o seu mundo está em outra coisa. Na viagem lunática de seus vícios vão flutuando nos acolhimentos que escolhem por toda cidade. Convivem e perambulam em busca da saciedade, das loucuras que a mente absorveu. Pedidos com sorrisos e boa conversa nas sinaleiras, um pão com café quente.... Uma palavra sem afronto. Porque seus dias ele sabe que não tem retorno para a realidade de um certo passado.... Assim, é o contraste do que vejo diariamente e quando estão dispostos a conversar no ponto de ônibus, imagino a vida pintada em uma grande tela. Com muitos rabiscos e com alguns traços que identifico. Temos família, filhos, netos e a cena que me vem à cabeça são estas criaturas que sobrevivem de tantos sofrimentos, que machucam seu íntimo e nós muitas vezes não conseguimos entender a complexidade de cada história relatada e sofrida. Apenas, queremos que as mudas, possam morar em uma floresta encantada feito sonhos de fada.  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O MAR FALA DE TI - MAFALDA ARNAUTH


Queres saber...

Queres saber... O que sou, o que sinto, o que temo,
ou acredito?
Enfim, o que sou diante de tudo e de todos.
Obtempero: Sou um ser com identidade definida e única.
Também sofro, choro, amo, recrio o que tem de melhor no orbe.
 Alegro-me em ver que existem pessoas boas e entristeço com as más. Não sou fantoche, nem gosto de deboche.
Sou filha da água, do fogo, da terra e do vento.
Sou nômade, viajante de estações diversas, aprendendo quem sou na vastidão do Universo.
Sinto alegrias vertendo dos potes da vida, mãos amigas, sorrisos verdadeiros, brilhos nos olhos, sinceridade e infinitos sentimentos nobres que cobrem corações em sintonia com o Bem.
Temo o orgulho exacerbado, mãos mesquinhas, egos inflados, ceifadores de dores alheias e uma infinidade de atrocidades espalhadas pelos cantos do Mundo.
Creio que há um Amor que ainda não foi o suficiente para podermos ter a felicidade plena. E sim um projeto de Amor.
Creio que o sentido da vida, não está nas vitrines do corpo perfeito vendido 24 horas por dia nas propagandas diárias. Por isso, vivemos um mundo sensual e não amoroso.
Crê que há de haver entre nós uma sintonia mais que perfeita, onde os olhos possam sentir que há esperança de repararmos os outros com mais carinho. Creio que mãos serão mais dadas, corações batendo uníssonos um com outro na imensidão da plenitude de sentir os batimentos que a alma possa escutar.
Creio que não somos passageiros de uma viagem só... Creio...


sábado, 28 de janeiro de 2017

CAMINHOS DE PEDRA, ESTRADA DE FERRO, ESTAÇÃO PARADA.


Muitos caminhos percorridos, outros corridos, tropeçando em pedras (dificuldades)
E os driblava feito jogador.
Aprendi que deveria deixar por lá as pedras e passar pelo lado não olhando para trás,
Seguindo novamente o caminho por seguir.
Passei por uma estrada de ferro. Com seu trem a todo vapor, o maquinista em nove meses com intervalos de três em três meses, passou tão rápido e levou três passageiros (irmã, avó, e mãe).
Não escutei o apito, veio em surdina e não tive tempo de dar um adeus, já tinham partido.
A estação parou, com as partidas, lá permanecíamos nos trilhos trincados, corações partidos com partidas tão inesperadas e momentâneas.
O maquinista esperou mais um tempinho, desta vez apitou fraco, mas eu escutei e depois de oito meses, lá chegava o trem com seu maquinista para buscar mais um passageiro, meu pai.
Minha estação além de parar por algum tempo, perdeu o referencial de tudo.
Mesmo assim, continuamos a seguir, permanecendo duas.
A estrada de ferro, por enquanto está desativada (até quando não consigo prever).
A estação parada construiu um modelo de vida, que muitas vezes sem querer reflete no que escrevo. Porque, os fios da carne, a força interior que tenho e como encaro a vida é tão pequeno ao comparar com os caminhos de pedra, a estrada de ferro e a estação parada.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Quero Ser Feliz Também - Natiruts


Banhar-se de autoria do poeta Curbani (Em dueto primeira parte Curbani / segunda parte Sandra Queiróz)

Às vezes / Mergulho nas tuas profundezas
É bom tirar a roupa / Sentindo tua pele roçar a minha
E mergulhar num pedaço de papel / Escrevendo um poema
Pequeno / Intenso
Banhar-se na folha sem expressão/ Transmutando o que sinto
Sem muita linha...- e é bom que seja / Retirando-me do convencional

Eis aí uma boa receita / Aos dias habituais
Lavar a pele na nódoa dos dias / Por horas fatigantes
E deixar no papel / Nossas digitais
O sujo / Tornar-se límpido
O nada reto / Entorta com as linhas percorridas

Que quer virar poesia / e virou...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

CORAÇÃO ALADO

O vento de leve acariciava meus cabelos dourados.
Meu coração alado, viajou entre o pôr do sol na visão além dos olhos físicos, pura contemplação da alma com calma.
Plainavam entre os pássaros nas proximidades da colina
Uma profundidade interior avassaladora, me arrebatava entre o mundo que descortinava
Longe das agitações urbanas do vai e vem veloz do passar das horas
Apreciava o belo, direcionando meu pensamento para alguma coisa diferente sem ser superficial
Assim, corria meu coração alado voava no mar de luz e o sol permaneceu em mim.
Percebia a Luz Divina, é ali que a alma pode volitar e ao mesmo tempo onde se desenvolve, olhando, amando e conhecendo quem foi o Criador.
Arquiteto das mais belas pinceladas de perfeição, senti que quando a alma se converte num coração alado, poderá conhecer o que procuro no conhecimento lendo o Livro da Existência.
 Quando desenvolvemos o dom de amar com os olhos da simplicidade, podemos abraçar as coisas intangíveis e compreender a grandeza de estar em constante harmonia com a nossa natureza e a que deixamos de admirar todos os dias.
Meu coração alado, voejou por flores solitárias que são regados pela chuva e regressou sem cansaço das peregrinações que se permitiu num domingo qualquer, ser banhado de luz na compreensão de ver além do que observo e sentir de onde eu venho e retornarei...


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

PEITO DOLENTE

Neste peito dolente
Pulsou um amor latente
Suas mãos formavam acordes
Hoje, na aspereza dos sentimentos contrários.
Nasceram os pequenos espinhos
Sangrando o avesso do meu ser
Os respingos e seus pingos
Gotejam na lápide fria
Álgida perda de um grande amor
Na sofreguidão dos dias... 
As noites encobriram o luar prateado
No espelho d’alma...
Peito dolente
Dor ardente
Amor pungente
Vagando no horizonte...





quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SAINDO POR AÍ...

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Ao fenômeno acústico da noite, volitei entre os arbustos livre e desembaraçada do corpo. Tudo a minha volta era uma paz infinita de beleza inconfundível. O som do mar e o bater de suas ondas, impulsionando para um bailar com as gaivotas suspensas no ar. Ansiava entre as nuvens e via do alto as pequenas e cintilantes cidades, umas agitadas e outras na calmaria sem vento. Somente a brisa empurrando a cortina de leve por suas janelas abertas nas casas de portas abertas. Outras casas vários cadeados entre os portões qual prisão ou gaiolas. Surge um cheiro bom que exalava ao longe vindo de uma chaminé de uma choupana, meu olfato degustou goles de aroma forte e encorpado do delicioso café. Viajei mais um pouco e o cansaço não fazia parte daquele momento, atrelada aos encantos corria por entre as flores e as fragrâncias perfumavam minha alma. Parecia ter saído de um banho de flores em momentos de relaxamento. Almejava ter mais pessoas que pudessem alar e sentir os episódios do alto e entender a dimensão e a pequenez do que somos. Quais grãos de areia que não suporta um vendaval direcionado empurrando os sonhos e tudo sendo deixando de lado. Os sentimentos começaram a pulsar e mostrar que somos fagulhas saltitantes em pequenos povoados sem fim... Não me despedi daquele momento, sabendo existir outros quando a mente relaxa imagina uma pulsação na forma de energia e se solta feito esferas ao ar livre, coloridos ou de uma só cor na espera de um único objetivo, entender que vamos além todos os dias... Porém, a simplicidade de cada momento só será sentida se deixarmos a bagagem pesada despojando-nos do supérfluo e admirando o que é raro. A própria vida, o respirar e todas as nossas emoções mais intimas de sentir e dar valor no que realmente nos mostra as belezas que são dispensadas no corre-corre do dia a dia. Fotografe os melhores momentos no coração e nele revele aos que te rodeiam uma amostra de um sorriso com uma pitada de amor (emoção).




HIPNOSE


Um desejo invade meu olhar
Contemplar sem maldade
Apreciar somente tua beleza
Olhar nos teus olhos
Feito hipnose

Passa ao longe um navio
No horizonte a navegar
Leva-me contigo
Buscarei este olhar
Quero nele me perder
Sem saber no que vai dar

Deixe-me ao menos admirar
Seus olhos
Feito contas de colar
Entrelaças
No meu corpo
Serei tua
Vêm - me amar

LAÇOS DE TERNURA E CONEXÃO DE BELEZA


NO DESPERTAR DA AURORA
NOS CAMPOS VERDEJANTES
SURGEM AO LONGE AS BORBOLETAS
MULTICOLORIDAS EMBELEZANDO
A PAISAGEM SONOLENTA
OS COLIBRIS AOS POUCOS ACORDAM
REVOANDO AS FLORES DOS CAMPOS
A NATUREZA FORMA LAÇOS DE TERNURA
EM CONEXÃO DE BELEZA EXTASIANTE
O RIO CRISTALINO CORRE SOBRE A MARGEM
AS FLORES BALANÇAM COM A BRISA LEVE E SUAVE
O AMANHECER DESPONTA COM O BRILHO
DO CALOR DE UM ASTRO REI
COLIBRIS E BORBOLETAS BAILAM SOBRE OS CAMPOS
FIXANDO NAS FLORES
VERDADEIRAS MAMADEIRAS DE NECTAR
AS ANDORINHAS ANUNCIAM UMA NOVA ESTAÇÃO
A NATUREZA EXPRESSA HARMONIOSAMENTE
A ALEGRIA DE SUA BELEZA
DESENHADA E ARQUITETA PELAS MÃOS DO CRIADOR
POR TUDO ISSO E MUITO MAIS
MUITO OBRIGADA POR ENXERGAR, RESPIRAR.
BOM DIA MÃE NATUREZA
EXALTEMOS AO SENHOR...