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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

AS CENAS QUE ENCENAS.

Moras nos meus desejos, figurante sem vestes.
As cenas que encenas no meu monólogo desdobro em vários atos.
As cortinas esvoaçam e não descem, pois não há plateia
Estamos tão a sós na penumbra do camarim
Recito palavras descentes e libertina
No palco do meu corpo, onde te abrigo nestes tempos
Sou atriz, meretriz e bailarina, a dançar nua
Enfeitiçando teus olhos que moram em mim
Neste monólogo a Lua se instala num canto
Brilhando nossos olhos por todas as cenas que encenas
Dentro de mim, sem fazer morada
Aos poucos as cortinas nãos mais voejam, teu vulto nu se despede
Deixando meu corpo trêmulo do cansaço de nossos afagos
Desdobrando em acordes para um novo ato.






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