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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

AS CENAS QUE ENCENAS.

Moras nos meus desejos, figurante sem vestes.
As cenas que encenas no meu monólogo desdobro em vários atos.
As cortinas esvoaçam e não descem, pois não há plateia
Estamos tão a sós na penumbra do camarim
Recito palavras descentes e libertina
No palco do meu corpo, onde te abrigo nestes tempos
Sou atriz, meretriz e bailarina, a dançar nua
Enfeitiçando teus olhos que moram em mim
Neste monólogo a Lua se instala num canto
Brilhando nossos olhos por todas as cenas que encenas
Dentro de mim, sem fazer morada
Aos poucos as cortinas nãos mais voejam, teu vulto nu se despede
Deixando meu corpo trêmulo do cansaço de nossos afagos
Desdobrando em acordes para um novo ato.






segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

ÁRVORE DE NATAL - Autor Desconhecido



"Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos.

Os amigos de longe e de perto.
Os antigos e os mais recentes.
 Os que vejo a cada dia e os que raramente encontro.
 Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos.

Os constantes e os intermitentes.
Os das horas difíceis e nos das horas alegres, os que sem querer, eu magoei, ou, sem querer me magoaram.
 Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles de quem não me
são conhecidos, a não ser as aparências.
 Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo.
Meus amigos humildes a meus amigos importantes.
Os nomes de todos os que já passaram pela minha vida.

Uma árvore de muitas raízes muito profundas para que seus nomes nunca
mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todas as partes, venham
juntar-se aos existentes.

De sombras muito agradáveis para que nossa amizade, seja um aumento de repouso nas lutas
da vida.
Que o natal esteja vivo dentro de nós em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver sempre o amor e a fraternidade."

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Meu diário e nossa cumplicidade

Meu diário, meu cúmplice.
Os dias que em ti escrevi
Não foram borrões e sim retratando o que acontecia
Todo o dia te contava os momentos que vivera
Lembra-se das saudades que descrevia
 Juventude e ingenuidade
Os encantos dos olhos que na época era o flerte            
Dos sonhos de fadas a inspirar uma possível realidade
Os príncipes vestidos em seus passos a andar pelas ruas
E os olhos se esquivavam com o acanhamento de se expor
Os bailes à fantasia, as rodas de amigos verdadeiros.
O respeito com as pessoas que nos vizinhavam
As alegrias e sorrisos soltos e boas gargalhadas
No jardim da Matriz
E nas linhas que escrevia perplexo ficavas
Imaginação corria solta, em ligeiros passos que o tempo percorreu.
Em etapas transformando a menina em adolescente
Hoje uma mulher cinquentona.
Vivendo os mesmos sonhos... Relatando os anseios e receios
Escutava a tua voz, através dos meus relatos.
Não te abandonei meu querido diário
Nascestes para ser meu companheiro
No silêncio das noites que converso contigo                             
No abrigo de tuas folhas
Deixando registrado um pouco de tudo que o tempo transformou...