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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CONFIDÊNCIAS DE UMA POETISA


Não pretendo escrever
Palavras insensíveis e sem sentido
Quero apenas transcrever
Um pouco da minha história
Sem saudade
Sem amargura
Somente a essência pura.

Insisto em ruminar
Perdidos sonhos
Frases e poemas imaginados
Que está em estado latente
A espera do momento certo
Gostaria que entrassem
Nos corações sofridos

Atingindo o seu alvo fatal
Como lança pontiaguda
Na mente dos noctâmbulos.
Revelando aos sensíveis o verdadeiro
Sentido do ser
O significado das palavras
Onde serão lidas quem sabe.

Num canto qualquer...












Djavan - Meu Bem-Querer


PRESENÇA-FANTASMA

Com tua presença-fantasma, eu sei que me enganei na ilusão.
Fique sem chão e deixei este sentimento tomar conta de mim, em vão.
Queria me perder no paraíso e que a vida tivesse mais sentido.
Buscando saber, se pensa em mim.
Este tempo assinalado nos calendários.
Desejava saber, se algum dia pensou em mim.
Por quanto tempo durou, lembrando nós dois a sós.
Queria sorrir em acreditar, se tens a capacidade de me amar.
Muitas vezes penso em sorrir, por que já pranteei o mar até esfriar o sol.
Permiti inflamar meu coração, consentindo tua entrada.
Uma busca solitária e de presente a solidão alojada....
Mesmo assim, ainda continuo a falar em ti...




sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Dança Circular Mantra de Paz, Harmonia, Luz, Alegria, Doação ...


NA SOMBRA

Na sombra vivem
Os que não tiveram sorte
Pequenos e pisados
Os artistas sem glórias
As meretrizes
Os gigolôs
Os bêbados
E os humildes
Anônimos no mundo.
Na sombra multiplicam
Essa paisagem contínua.
A sombra dá os limites
Entre o que foi e o que é.
Anula aparências
Aproxima distâncias...
Na sombra nascem
As estrelas
As sementes
As idéias...
As músicas e a própria
Vida...

O NOVO

O novo, deriva de uma ânsia de começos e da redescoberta  da forma inaugural a se relacionar com tudo.
O novo assusta porque nos conota com o livre e o criativo, é a capacidade de encontrar solução sempre parcial  e diferente por enigmas que se repetem.
O novo inquieta porque obriga a acertar, e sim a experimentar.
O novo é mais obscuro, sedutor, assustador e difícil dos caminhos.
O ano não será novo, o dia não é novo.
A natureza não se rege por calendários, criações dos homens.
Cada dia será igual a sempre e a todos.
Seja novo no minuto, reinaugure-se.
Só então, cheio de medo e insegurança poderá aspirar a si mesmo,livre o suficiente para enfrentar qualquer prisão, a maior das quais é a realidade.


Românticos


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

PRISIONEIRA


Vesti minha túnica humana e fiquei prisioneira 
do mundo feito de enganos, onde canto e me exalto.
E tu que nunca reparas nem sabes, que sou alma rara.
Sei que me medes, me pesas, me observas, me destilas.
Revolto-me, fujo e entristeço.
Crio asas e voo no silêncio como a abelha de flor em flor, fabricando mel sem colmeia...
Nasci livre, como o vento.
Eu quero, apesar da minha idade, que este amor sufocado ainda se expanda.
E dentro da minha ternura, nestes instantes de beleza calma, presa neste amor confuso meu ser se transfigura.
Por que sinto que o amor é luz e a mais alta manifestação do ser.


domingo, 23 de outubro de 2016

DENTRO DE MIM

Foi dentro de mim
Que calastes a saudade
Fizestes moradas
Em plena harmonia
Tanto de noite
Quanto de dia
Dentro de mim
Guardo o suor
Transpiração
Lembranças
Nossos corpos
Beijos delirantes
Céu radiante
Sol escaldante
Luz de abajur

Saístes de mim
Deixando-me a deriva
Nas pontas dos pés sumiu
Feito sonâmbulo
Em busca de outro sonho
Minha vida virou
Um mar revolto
Tempestade contínua
Sob cores acinzentadas

Entrei dentro de mim
Encontrei o equilíbrio
A bonança
Aurora de luzes
Matizes luminosos
Abriram meu corpo
Instalou-se feito criança
No ventre aconchegou-se
Embalando-me nos dias
Adormecendo em noites vazias

Por que
Dentro de mim
Existe só uma morada
O meu Eu
Rolando astros
Colidindo em meteoros
Surgindo estrelas
Neste céu de sonhos
Caminhos inacabados
Formando atalhos
Dentro de mim

sábado, 22 de outubro de 2016

POEMAS EM PEDAÇOS 20, 21, 22, 23 ,24










POEMAS EM PEDAÇOS 16, 17, 18, 19




POEMAS EM PEDAÇOS 02

Esta angústia de encontrar
Os outros em nós
A descobrir o nosso gesto
Esta angústia de não ser xérox
Segunda-mão do desconhecido
Esta angústia faz-me mais só
Num mundo dúbio

POEMAS EM PEDAÇOS 11, 12, 13, 14 , 15


POEMAS EM PEDAÇOS 15 

VOLITEI NAS VISÕES CONTEMPLATIVAS
SENTINDO OS SENTIDO LARGAREM-SE
FEITO BOLA DE GÁS AO VENTO
FLUTUANDO SEM DESTINO
UM NÔMADE CÓSMICO
CIRCULANDO NAS VASTAS LINHAS DO HORIZONTE
ALÉM-MAR, CAMINHOS, SONS E HARPAS...
POEMAS EM PEDAÇOS 14

VOAM AO LONGE
JUNTOS
SEPARADOS
UNINDO DESEJOS
AMOR
PRÓPRIO DOS ENAMORADOS
POEMAS EM PEDAÇOS 13

DA ÂNSIA E DA ILUSÃO DO QUE SE FOI
MAS VOA, POIS SE EM FELIZ ADIVINHO
É QUE MINHA ALMA VIBRA E PRESSUPÕE
QUE HÁ SEMENTE DE FLOR NESSE CAMINHO
POEMAS EM PEDAÇOS 12

QUEM ÉS TU,
UM ESPANTO,
UM PEDAÇO DE GENTE
COM CORAÇÃO DE ANJO?
QUEM ÉS TU,
UMA PRISIONEIRA DOS SENTIDOS
DOS MAIS PUROS OU IMPUROS?
CONQUISTAS OS OLHOS DOS POETAS,
CONTEMPLAS A LUZ DO CANTO DA SALA,
POUCO DIZES OU NADA FALAS
QUEM ÉS TU...
POEMAS EM PEDAÇOS 11

CUBRO MEU CORPO, VESTINDO UMA CAMISOLA TRANSPARENTE
COLOCO NO MEU AVESSO, VESTINDO MINHA ALMA
COM TRAJE DESCENTE.
CAMINHO AO ENCONTRO DE VIAJANTES,
SEGUIDORES DE ELOS PERDIDOS
CONECTADOS A MINHA CORRENTE
DE CAMISOLA...
PÉS DESCALÇOS...
LEVITO NAS ÁGUAS SAGRADAS 
DE MÃOS DADAS COM A DIVINDADE

POEMAS EM PEDAÇOS


POEMAS EM PEDAÇOS.

INICIANDO UMA NOVA POSTAGEM COM POEMAS EM PEDAÇOS, RETIRANDO DE MINHAS POESIAS. ACHO INTERESSANTE COLORIR A ESCRITA COM PAISAGENS DIVERSAS, VISLUMBRANDO O QUE NA VIDA NOS DÁ O SENTIDO. NADA É MAIS GENIAL DO QUE ESCREVER. NA FORMA QUE FOR, QUE VENHA D'ALMA, QUE BROTE FEITO FLOR E ESPALHE SEU AROMA AOS QUATRO CANTOS DO MUNDO.

SANDRA QUEIRÓZ


POEMAS EM PEDAÇOS 06,07,08,09 e 10














POEMAS EM PEDAÇOS 03, 04,05




POEMAS EM PEDAÇOS 28,29,30 e 31









No Teu Poema - Carlos do Carmo


POEMAS EM PEDAÇOS 32,33,34 e 35







sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Tá Combinado. Caetano Veloso e Gal Costa.


DESEJO...

Desejo ,  que o tempo pare
Sem a pressa de correr
Desejo ,  que a vida pulse
No compasso do amor-paixão
Desejo ,  que teus olhos
Sigam os meus
Desejo ,  que tua boca
Beije a minha
Desejo ,  que tuas mãos
Brinquem de tatear desejos
Desejo , você
Sem pressa , te expressa
Desejo ,  que no atrito
Nossos corpos queimem
Desejo , um cansaço
Sem corrida
Desejo , um açoite
Sem chicote
Desejo que a poesia
Durma e acorde, no meu colo
Desejo , que impulsiona à vida
Vestida de presença
Transformando linhas em prosa.
Desejo...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

FÊNIX

Minhas asas libertas
Em preto em branco
Esvoaça entre os pergaminhos
Fênix
Ressurge das cinzas
Iça ás alturas com a força dos relâmpagos
Não há vitória sem batalhas
Voarei de forma rasante e debruçarei no horizonte
Avistando quem deixei para trás
Com suas cinzas...
Negativo de um filme
Sem revelação...
Ressurreição...

RAINHAS DAS ÁGUAS

No bailar do mar
Vem rainha
Embeleza esta praia
Com teu cantar

Dança nas ondas
Cabelos
Ao vento
É um acalento

De azul e branco
É rainha coroada
Jogo flores
Perfume
Faço pedidos
Sou seguidora

Banha teus filhos
Com a força das águas
Leva contigo
Inúmeras desgraças

Iara
Submerge
Da tua morada
Abençoa teus filhos
Com água salgada

Banhada com água
Sagrada
Sou protegida
Pois é no mar
Que levas e retiras
No marulhar
De idas e vindas

Cultuada
De formas diversas
É Mãe
É Rainha
Nossa Senhora

Toda força da água
Traz do teu mar
Odoiá...
Odoiá...
Paz, Saúde, Harmonia
Salve Odoiá...
Rainha do Mar.



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Ana Cañas - Esconderijo


PARADIGMA


Não quero ser padronizado, nem
seguir rotulações convencionais,
quero expor a alma e a mente,
o que existe e o que sente.
Estar padronizado, é estar aprisionado.
Rompendo nossas estruturas.
Acompanhado de um contexto sem texto,
uma cópia qualquer.
Quantos seguem paradigmas,
por achar digna, não criando e
nem recriando.
Apenas espera e segue,
modelos e padrões.
E o mundo de tantos encantos,
muitos se perdem na futilidade
de tantos paradigmas, que para
outros é um estigma.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

EI, MOÇO.


Deixa eu tocar teu rosto.
Sentir a suavidade do roçar da tua barba, na minha pele.
Viaja meu cigano, nas margens de minhas encostas, flutuando em desalinho.
Abrolhe no meu caminho, rodopia na minha cintura.
Requebro, diante da beleza dos teus passos, na leveza de tuas palavras, no abraço dos teus braços.
Dá-me o néctar dos teus lábios, vem sussurrar no meu ouvido.
Quebrando meu telhado, que não é de vidro.

Ei, moço. Deixa teu suor gotejar no meu corpo.
Peregrinar por curvas indefinidas e perder-se nos labirintos do prazer.
Traz de longe, o mar para nos banhar, o luar prateando teus olhos, reflexos dos meus na miragem de um farol ao longe.
Voa comigo, além do horizonte e valsaremos no arco-íris com o marulhar das ondas quebrando na areia.

Ei, moço. Acorda os desejos que latejam aqui dentro.
Derruba as paredes de ferro, que cercam meu coração.
Faça sua morada, eu enamorada.
Por todos os encantos, teus...
Penetra na minha alma, e aspira esta solidão.

Ei, moço. Tua presença é minha inspiração.
Desalinha meus cabelos, pensamentos e meu íntimo.
Intermináveis são tuas andanças, ao vento teu lenço amarrado ao lado
Argola de ouro, um violino vibrando nos acordes do infinito...
Presença que transmuta no despertar de um novo dia...





sábado, 15 de outubro de 2016

CAVALO ALADO


Em prados e prantos
Galopes compassados
Surge o cavalo alado
Cavalgando em brisa leve
Sua crina macia
Veloz qual o vento
Livre nos espaços verdejantes
Corre e percorre
Caminhos distantes
Descansa em verdes campos
A sombra da velha figueira
Repousa do cansaço
Avante segue desolado
Chora a perda da amada
Galopando sem destino
Soluça enquanto cavalga
Na busca incessante
Para e olha
Enxergando o que procura
O cavalo acelera
Coração dispara
Na chegada um chamego
Deste amor selvagem
Separados pelo homem
O cavalo cria asas
Na busca deste destino
Patas galopando ao chão
Asas abertas de solidão
Em busca de um carinho

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO


Do fundo do meu coração, a realidade do mundo momento 
não é fácil apalpar a espinha dorsal da verdade das coisas. 
Por que a essência do mundo é o maior motivo da beleza da vida. 
Tarde longa o azul melancolia, no frio do vento uma mensagem de amor. Então percebo o quanto sou feliz, 
quando recordo o encantamento de nossa história. 
Mais me convenço que a tua felicidade é a minha tranquilidade. 
Dois caminhos se abriram na despedida, 
Duas histórias se bifurcaram, embora guardem em seus 
contextos o mesmo epílogo. 
Duas promessas de muitos anos, num duro instante quedaram-se 
feridas. 
Duas lembranças se vão sumindo como volutas de azul-fumaça. 
O amor-encanto se desfazendo. Apesar disso, meio sem graça 
a vida segue... Dois rumos restam... Indefinidos... 
Dois seres seguem sem esperança.

TEMPESTADE

























O céu escurece,as nuvens tornam-se
cada vez mais cinzas.
Os primeiros relâmpagos
rasgam o horizonte perdido.
Os primeiros pingos caem brutalmente,
ferindo a terra em sua fúria
selvagem.
Protegido pelo vento,
que varre impiedosamente
despindo as árvores
que se debatem.
Nesta sincronia louca,
o espetáculo é tenebroso e
lindo ao mesmo tempo.
Tudo devasta e devassa,
numa ânsia louca,
uma enxurrada se forma,
os entulhos acumulam,
a rua inunda,
a chuva cessa,
as águas dançam,represadas
num canto sem saída.

Menina de 10 anos, canta e encanta. Tema de Celine Dion


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Vestido de luz

Hoje olhei meu guarda roupa, peguei meu vestido de luz e sai. O dia nublado foi aos poucos diluindo e foi brincar nas águas do mar. Os raios solares , traz outros ares , clareia os lugares , convindado-nos à brindar. Pés descalços, luz no corpo, olhos brilhantes , sorriso radiante. Pelo chão caminhando, com os pássaros a cantar. Contínuas passadas na extensão do dia , e ao chegar a noite , terei  meu amor para descansar. Olharei no brilho de seus olhos e um beijo ardente , é o prelúdio para amar.