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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

INTENSA ENTREGA




Tire meu chão
Escolha uma boa canção
Deixe a luz tênue
Janelas abertas
Escutamos o marulhar
Percorre meu rios
Tresloucados amantes
Imergem fundo, um no outro...
Respiração ofegante
Pulsação delirante
Noites quentes, arrepios...
São teus olhos nos meus
Minha boca colada na tua
Corpos que abrasam...
Sem ser brasa...
Na intensa entrega
Deixar de ser UM
Para sermos, NÓS




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ESPAÇOS INDEFINIDOS...

No casulo, abrigo de meu interior
Coração liberta as amarras
Pairando sobre teu corpo
Inusitado, momento...
Repousas, sem nada intuir
Entrelaço meus braços e cubro-te
Nas asas, que adolescem da transformação
Desnudo, minha essência bruta
Sentindo o flutuar, acoplada na tua respiração
Percorrem espaços indefinidos.... Os dedos dedilham....
Pressinto as palavras nascerem
Desprendendo-se do meu interior
Repousando no aconchego do meu coração
Grafo os teus traços
Observo, tuas asas soltas e livres
Na vastidão e na perfeição de nossos corpos
Voltamos para o casulo.... Aproximamos nossos espectros...
À espera de uma nova metamorfose...






quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Poetisa Devaneadora...

Desperto com sorriso largo de contentamento
Ao receber um Bom dia!!!!!
Transbordando minha xícara de café, em emoções que abrem as janelas...
Sol aquecendo, qual o beijo que de longe foi enviado...
Os olhos iluminam-se, qual girassol contemplando o Astro Rei
 A felicidade envolve o peito, germinando um botão de fina flor
Perfumando a vida, minha cútis, minha alma...
São momentos que inebriam sem saborear
Palavras que sustentam meus dias, qual baldrame
Emoções que despontam, adentrando nas luzes do dia ensolarado
Sou uma poetisa devaneadora...
Abraçando quem eu amo
Entrelaçando o dia, com um meu marido-namorado.




quinta-feira, 8 de setembro de 2016

SOM SEM ECO

O bom do tempo, é o destempo de não saber o que está vivo ou morto dentro da gente.
Uma sobra de nós, a esconder os espaços vazios.
Preenchidos com os sonhos, na insistência de seguir...
Os contratempos, percorrem os ponteiros na velocidade do pensamento
Sem nada à dizer com um som sem eco, ou apenas um beco. Ruelas à estreitar-se entre o antes e o depois...
Passagem sem saída...
Labirintos espelhados, refletidos na existência
Desistência... Na compreensão de entender
Se é amor...Se é paixão...Se é amizade...
Um egoísmo, desmedido
Viagem sem bússola, navegação sem marujo
Um delírio, um martírio...
Querer o que não pode ser
Implorar quando não se sabe doar
Nos cantos de um cômodo...
O abajur à declarar, na tênue luz
Corpos que não ensaiam um ato
Entre as cortinas de voal
No anfiteatro do quarto, dois atores
Duas vidas, adormecem
Sem aplausos, encerram a noite
Com um aceno ou um adeus...

terça-feira, 6 de setembro de 2016

PARTIREI...

Dos momentos relâmpagos, da fúria dos sentimentos amordaçados.
Arremessados ao vento, qual sopro de vida
Partirei...
Para saltitar entre as estrelas
Eleger a mais brilhante, debruçada a te olhar...
Pendurar-me nos fios condutores
Interligação do nosso bem querer
Partirei...
Valsando, sobre os círculos de Saturno
Brincar freneticamente, por todo Cruzeiro
Na direção do Sol, que aquecerá o frio de minha alma
Por estar distante dos teus olhos
Partirei...
Das estações sem apito e sem trem
Dividida, em mil pedaços
Prendendo os cacos, dispersos
Nos trilhos trincados desta partida
Partirei...
Num colapso estrelar
Ermitoa, no silêncio da meditação
Na busca incessante.... Arrebatador....
Partirei...
Acolhendo no meu coração
Feito águia nas alturas
Que do alto te procura
Pressentindo
Teu espelho reflexo
Projetado na minha retina

Assim, partirei...