Páginas

Quem sou eu

Minha foto
Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sábado, 26 de março de 2016

GRATIDÃO

Ontem parei para relembrar, o quanto somos capazes de enfrentar as limitações, doenças que nos amedrontam, seguimos firmes e confiantes e tornamo-nos um gigante.
 Ah! O filme da vida abriu qual cortina de um palco, encenando em pequenos flashes momentos que vivi.
Aos poucos me vi menina no colo de meu pai, do sorriso meigo e do amor de minha mãe, da minha xereta e querida irmã, que cantava ao som de seu violão para curtimos as músicas da época e confidências só nossas.
 Sei que o ciclo natural é nascer e morrer, mas quando as perdas são inesperadas e sem marcar os minutos e nem as horas, juntamos tudo que somos e seguimos com um coração apertado. Em nove meses nasce uma criança, e os meus neste lapso de tempo renasceram num jardim de açucenas...
 Dilacera o peito, e rasga a alma em pequenos fragmentos que parecem não mais colarem.
O tempo vai moldando, com a sabedoria de mostrar que quando se viaja... Mudam para outro lugar que na vastidão dos dias abrem luzes que iluminam e nos fortalece na fé e na gratidão.
Revivi momentos tão meus, o nascimento dos filhos, os primeiros passos, as primeiras palavras que anotei: borsboleta (borboleta), longriça (linguiça), manica (máquina), chavedura (fechadura), lindos e amados, um orgulho que tenho de hoje tê-los adultos. Passamos por tantos percalços que faz parte deste contexto vivido. A alegria de ser avó. Ver que o tempo vai passando, as mudanças interiores acontecendo, na percepção que não devemos nos abater e sim levar cada fase boa ou ruim. De preferência na bagagem interior, num compartimento que nos deixe olhar e sentir que seguir e não olhar para trás é sempre a forma mais forte de correr na direção dos sonhos, da vida, das belezas que a natureza nos deixa para curtir, das oportunidades que nos chega sem pedir e acima de tudo por ter fé inabalável em Deus. Sustentáculo que enxugam as lágrimas, renovando-me nas orações que faço.
Aprender que o corpo muda com o passar dos tempos, que já tive meus 20, 30, 40 e hoje estou na casa dos 50. Aceitando as modificações que a natureza transforma por ser assim o natural. A beleza de cada qual, reluz com o brilho que se pode passar e nas gentilezas retribuídas, mesmo quando do outro lado à aspereza habita.
Gratidão de ter amigos que fortalecem os laços que foram unidos desde criança, e também aos que chegaram dizendo que não a tempo de sermos amigos.
Grata por tudo é assim que estou subindo os primeiros degraus sem pressa de chegar ao topo, por que a marcha é lenta e a modificação interior não se dá de um dia para o outro.


Grata por ter aprendido e ainda aprendendo que tudo tem seu curso, uma margem, um lado fundo e um lado raso. E que podemos aprender sempre, por que a vida é uma escola.

quinta-feira, 24 de março de 2016

DENTRO DE MIM CORRE UM RIO

Dentro de mim corre um rio.
Sou um rio a correr
Sem margem...
Sem horizonte...
Sou dúvida sem respostas
Encontro-me nas incertezas
De falsas aparências
Refletida nos reflexos
Retorcidas
Dos momentos de um passado...
Dentro de mim corre um rio
Deságua na alma
Formam riachos
Do barulho que faço
Neste meu silêncio de fugir
Sou frágil, neste mundo dúbio.
Corro em direção do porvir
Porque sei o que sou
Sem saber para onde ir...
Busco o mundo
Em formas abstratas
Conduzo meus olhos pelo infinito
Descortinando a verdadeira luz
Clareando os meus sentidos
Sou a procura perfeita
Que conectado a Deus
Mergulho neste rio
Que remexe meus movimentos
Alinhando-me ao que pretendo Ser
Humilde nas aparências
Forte nas palavras
E frágil
Com a palavra Amar.

TUA PRESENÇA

Tua presença me acalma,fazendo dos teus olhos meu espelho.
Minha eterna crença,quando suspiras - harpa maviosa .
Sinto-me relva transformada em rosa.
Tua presença,são meus sonhos refletindo luares.
Tua presença me aproxima demais da felicidade
Porque a minha inspiração
todos os anseios e desejos
Vem da tua presença.

sexta-feira, 18 de março de 2016

MINHA RETINA


Minha retina retorce a imagem
Vislumbrando nós dois sentados
Eternos apaixonados sobre as lentes a colorir o mundo
Retina o espelho do que somos
Acreditando num encontro prófugo
Buscando escapar para a paz afável e longínqua...
Minha retina inebria os olhos quando te vejo
Cores desaparecem na sombria vista...
Vermelho da paixão nos cobre batizando este amor
Holofotes posicionados focam tua retina, inútil...
Entreolha o que passa na periferia
Minha retina embriaga-se de cafeína pra suportar a insônia
Noites em claros da imagem cogitada
Um fantasma a percorrer minha retina
Focalizando o espaço entre nós
Crê que irá me olhar
 Minha retina... Cegam os reflexos de um vulto
Passando distante... Não há de focalizar...
Juramentos de um dia te amar...

terça-feira, 15 de março de 2016

OUSADIA

Uma entrega com dose de ousadia.
Uma queda de braço ao desejo de amar.
 A nítida entrega despojada da vontade de ser feliz.
 Um entrelaçar ousado , no encaixe de dois corpos entregues a nudez do corpo e da alma.
Um êxtase , da euforia consumada exalado no arrepio da pele suada.

sábado, 12 de março de 2016

OS FILHOS ( LIVRO "O PROFETA") KALIL GIBRAN KALIL

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:
         
Vossos filhos não são vossos filhos.        
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.        
Vêm através de vós, mas não de vós.        
E embora vivam convosco, não vos pertencem.        
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,        
Porque eles têm seus próprios pensamentos.        
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;        
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,        
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.        
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,        
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.        
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.        
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força        
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.        
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:        
Pois assim como ele ama a flecha que voa,        
Ama também o arco que permanece estável.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Hoje eu senti...


Hoje eu senti...

Ser mulher ou menina

Fêmea ou felina

Nos teus braços ser acolhida

Afagada de amor


Hoje eu senti...

Teus olhos fitando os meus

Tuas mãos entrelaçando as minhas

Num bailar de compassos

Que o desejo pedia


Hoje eu senti...

Tua boca murmurar de ternura

Dizendo que eu era só tua

Em cada despertar

Nas noites de Luar


Hoje eu senti...

Que a poesia sobrevive

Dos sonhos de cada poeta

Não deixando os versos morrerem

Sublimando o eterno amor

Das paixões que não se vive...