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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DESPINDO A ALMA


Aos poucos vou despindo a alma
Libertando-a das aflições
Cai o véu das lembranças
Flutuam momentos íntimos
Delicadas mãos que afagaram
Despindo e vestindo-se de Amor
Desnuda envolta entre o laço carnal
Dispensa os aplausos de seu monólogo
Despindo a alma de rancores
Sai à procura de outros valores
Sabores que degustam em delírios
Latejam na carne a nudez de seu avesso
Contorcendo em reviravoltas, de voltas...
Prisioneira na túnica humana
Retornando do striptease dos anseios
Aconchega no corpo casario
Na sutil leveza de um sono profundo
Liberta e presa pelos condões do Universo...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SUBLIMAÇÃO

O calor do teu amor
Olhares de sonhos-desejos
Sublimação...
Volitei pairando seminua
Nos recôncavos de nossos dias...
Fusão , transfusão de suores
Respingando no horizonte...
Solidificando nos grandes rochedos
Perpetuando um mero ensaio amoroso
Pairando entre as nuvens
Contemplando a magia de amar...
Sublimação...
Passamos do estado gasoso
Derramando o líquido dos beijos ardentes
Ao ponto de ebulição... Qual vulcão em erupção...
Subimos com os balões colorindo um céu anil
Retorno com roupagem juvenil...





quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

DIRETRIZ



“Quem vive de passado é Museu”...
O passado é a lembrança que lateja na mente...
Que nos arremessa para um presente
Delineando os erros e acertos
Emoldura o que somos... Ou seremos...
Capacidade para aceitarmos as mudanças
Diretriz de tornarmos seres melhores
Cansados das opiniões Reprodução-Xérox
Nada está perdido, é daí que a narrativa regressa.
Nos museus os objetos espreitam olhares
Aguardam os aplausos de épocas remotas
Tem começo... Recomeço... Sem fenecimento...
O passado não sai de moda, amolda.
Tem roupagem, guardadas ou mofadas.
Casarios dos bailes de gala
Ruas que enaltecem o busto robusto
Em pedra, bronze, ao relento...
Adormecidos pelo passado, em praças no presente.
Mausoléu cercados de vidas inacabadas
Para serem lembradas de histórias perdidas num tempo...
Residindo no Passado-Presente sem ser Museu...
Almejando por mais um apogeu...


terça-feira, 10 de novembro de 2015

O SABOR DE UMA SAUDADE


Quem atreveria dizer
Que sabor tem a saudade...

Será salgada
Amarga
Doce
Saborosa
Somente sei
Que o aroma
Exala
  Fragrâncias
Suaves
Fortes
Marcantes
Fugaz

Esta saudade...
Adormece o peito
Deixando sabor
De quero mais



PÁSSARO ALADO

         Arrebatei um sobrevoo
Na imensidão entre as colinas
Travessias de mares...
Debrucei na soleira da tua janela
Arquei minhas asas
Num aceno e chamamento
Teus olhos fitaram os meus...
Alcei um voo, e na leveza.
Arranquei teu sofrimento de olhos marejados
Percorremos um arranha-céu de pedras
Pairamos entre as nuvens
Coração pulsava na vibração de um romance
Calado, o pássaro alado...
Debruçou na soleira da janela
Devolveu sua amada
Retornando na angustia de noites frias
Presumindo distantes alegrias
De novos voos que faria
Na beleza de um semblante
Em seus olhos irradia...








terça-feira, 3 de novembro de 2015

Aquarela da Vida

Há passagens na vida, despertar de sonhos imperfeitos.
Pinturas feitas nas paredes internas do corpo
Um artista no anonimato utilizando suas cores
Retratou-me de verde
Neste caminho percorreu na vastidão do meu ser
Libertando-me
Alterando a minha natureza
Tornei-me árvore exuberante
Recolherei os que se abrigarem na sua sombra
Colhendo os frutos e vendo as folhas caírem em pleno Outono
Renascença
Surge a Primavera e nela estarão recarregando suas energias
Piqueniques a sua volta, liberdade e risos soltos.
Sonho perfeitos...
Da imagem nasce um artesão
Da existência um caminho
Do caminho um renascimento...

Da vida entonação...

GOLES DE EUFORIA



Na tua vida o que mais me encanta
Que sou teu porto seguro
Surgem as tempestades...
Revoltos entre os mares e ventanias
Procuras meu corpo num abrigo sem abandono
Naufrago de noites perdidas, vens e acarinha.
Promete nosso amor ao delírio da Lua
Vigia e brilha refletindo nosso amor
Agasalhas-me como quem pega uma criança
Embalando seus sonhos em melodias
Envoltos nos lençóis de um barco a deriva
Tempo, flutuando no infinito...
Perdição de todos os pudores e amores
Somos habitantes de nós mesmos, numa roupagem de pele nua.
Misturamos os sabores em goles de euforia
Bocas que se encontram, surfando nas línguas soltas.
Saciando o velejador na expedição de aventuras
Trocando os lençóis para um novo dia...

sábado, 31 de outubro de 2015

NESTE MAR, ENCANTADOR...

Em tom de vermelho escarlate
Atrelei minhas asas no ápice do teu coração
Minhas plumagens cobriam o Sol
Deixando o entardecer cair sobre nós
Rebentos de paixão afloram nossa pele
Surgindo um romance de longas datas
Neste mar, encantador...
Meu amor...
Beijarei teus lábios saciando a saudade
Fica assim por longas horas
Quando voarmos ao horizonte...
Seremos uma contemplação de outros amores...
Contagiando corações que nos espreitam além...
Sente meu pulsar de contentamento
Nos teus olhos sou um espelhar de aleluia
Na tua boca gustação-sedução
Vem minha amada adormecer em mim
Debruçados neste desaguar
Deste amor que nasceu nas alturas...






sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PRECIOSOS MOMENTOS

Tua voz é música
Inebriando meus pensamentos
Levitando aos mais profundos sentimentos
Habita em mim a forma mais plena de amar
Enfim, sou casulo prestes a romper-se.
Voejar belos campos, e pousar de leve...
Na pele do meu amor
Na sutileza dos meus gestos
Apalpando os seus sentimentos
Redobrados em sinos e acordes dentro de mim
Violetas desabrocham nas janelas
Uma entrega de outrora...
Encontro demarcado pelo tempo...
Bocas que saciam todo querer
Mãos que entrelaçam o frenesi...
Pernas que retorcem em desejos...
Olhares que falam...
Pensamentos conectados...
Almas aladas no infinito...
Dançando a valsa do Universo...
Conspiração entrelaçando nossos corações...


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Às Cegas...

Sou abelha inquieta a te beijar
Fiz uma colmeia nos teus lábios
Pouso na quietude do teu silêncio
Retirando o néctar do amor
Poetas são meros artistas
Interpretam o ilusório
Concebendo vida, momentos, sentimentos...
Um afeto na sutileza da tua percepção
Do voar de uma abelha
Nos jardins a tocar as flores
Do sublime encontro de tua boca
Na fusão de um amor sem limites
Do doce mel retirado da tua essência
No ferrão que a dor da perda punge
Do vazio que entre nós permanece
Na insana memória que não tenho...
Somente voo na tua direção
Pronto para roubar um beijo teu...









sábado, 12 de setembro de 2015

O amor... Não adormece...

O amor...  Não adormece...
 Atenua as impressões nas marcas deixadas
Esconde-se no abrigo dos sentimentos mais nobres
Suas vivências são dosadas para que ele repouse
Não ao relento, mas na candura de uma espera...
No rebento do gemido
Em flashes e no raiar de um lindo dia
Sem ser temido

O amor... Não adormece
Há lugar para conservar
Baú de cristal reluzindo o seu brilho
Nele há um polimento de carinho
Recosto em meu íntimo
O amor é aconchego em meu ninho...

Se o amor pensar em adormecer
Farei dele um conto de fadas
Beijarei suavemente seus lábios
Acordará e cavalgaremos num cavalo alado
Lado a lado...






sábado, 6 de junho de 2015

ESPELHO D’ALMA

Nos olhos refletem os sorrisos
Sem movimentos de lábios
Beijos apaixonados
Ausência do amado...
Saudades em noites frias
Lugares distantes diluídos no vento
Nos olhos refletem os adeuses
Mãos que um dia acenou
Desejou, serenou...
Paralisou diante de um instante
Sem retorno, morno.
Nos olhos refletem o espelho d’alma
Olhares que fitam num horizonte
Na luz do luar, do mar, e da pretensão de amar...













terça-feira, 26 de maio de 2015

DIVINO ROSEIRAL

Distancie-me sobrevoando os jardins do infinito
Emoções gotejavam no balanço no meu voo solitário
Arqueava minhas asas na imensidão de um horizonte
Aquietando-me no silêncio de noites serenas
Buscando no interior de minhas entranhas
Suspiros esquecidos...
Mãos entrelaçadas...
Sorrisos contagiantes...
Olhos brilhantes...
Amigos distantes...
Retornei aos poucos entre os labirintos
Pairei entre os ninhos, caminhos...
Arrebatamentos longínquos num espaço de tempo interminável
Sobressaltei entre os galhos de um amanhã
Senti a plumagem perfeita, refeita e aromal.
Descansando nos recantos de um divino roseiral...





quinta-feira, 7 de maio de 2015

FASCINAÇÃO

As folhas caem levemente
Espargidas pelo vento
Prelúdio de renovação
Estação reconstruindo a vida
Fluxo contínuo de amor
Estrada infinita para amar...
Fascinação...

As folhas caem levemente
Desenhando o retrato do caminho
Baladas de alegria
Unissonantes...
Emoções afloradas do encontro
Seguem os amantes...

As folhas caem levemente
Frio que atenua
Entrelaçar de braços
Abraço...


segunda-feira, 27 de abril de 2015

VESTES SEM REMENDOS

Vestisse meu corpo numa roupagem dupla
Misturamos o sangue, a pele e todos os sentidos.
Cânticos entre os sabores devorados
Adornados de pele a pele, os toques eram tão nossos.
Enquanto, os sentidos adormeciam em declínio.
Emoções esvaiam-se nos coros em dueto
Redobravam no silêncio que silenciávamos
Olhares profundos pediam acordes mais altos
Surgimos de uma explosão de veleidades
Cheio de verdades
Espargindo o sentir, querer, saciados.
Tempero na forma exata de sentir o aroma
Da roupa vestida em dois corpos ajustados.

UM FLOREJAR BALSÂMICO

Plantei meu corpo num campo florido
Brotei com gerânios, alfazemas...
O frescor da natureza miscigena a alma
Levantei com raízes profundas
Amanhecendo com o florejar balsâmico
Lá encontro a paz, harmonia em meus dias...
Vasto é o recolhimento no silêncio
Parte de mim nasce...
Refugia-se das turbulentas agitações cotidianas
Florescem pensamentos, atitudes, um bem estar indescritível.
Recarrego energias perdidas
Chuvisco de gotas caindo do céu
Lavam meu corpo por fora e por dentro
Limpeza de vestígios de momentos instintivos
Recolhimento interior de profundas aspirações
Poesias, poemas, contos...
Cantos e melodias escutadas na sinfonia da harpa
Magistral e celestial que acalenta
As noites enluaradas no sol que em mim aquece
Os olhos debruçam no sono profundo
Acordando com os pássaros em sinfonia
Neste amanhecer de mais um dia...






sábado, 17 de janeiro de 2015

SUSPIROS DE ALEGRIAS


Complementas meus dias, com tua voz carinhosa.
Gestos que deixam explícitos que há Amor
Encantos, que em cantos, canto ao horizonte...
Um encontro de emoções, caminhos que se cruzaram.
Assim somos nós, atrelados num laço.
Num compasso, onde a música nos acalma.
Lábios que se beijam, corpos dançarinos.
Noites de delírios, enluarados...
Vidas percorridas, sem destino...
Esbarramos num acaso divino
Presente dos dias que convivo
Na certeza de ser amada e amando também
Incertezas de sentimentos ruíram meu coração
Num tempo de outrora...
Colastes os cacos com teus sentimentos nobres
Homem ou menino deita em meu colo
Nossos dias caminham, os anos passam volitando com o tempo.
O amor nasce, quando abrimos as chagas do peito.
Deixando o outro instalar-se qual ninho de carinho
Restaurando a alma que chorava
Hoje em suspiros de alegrias.