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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Velejo sem bússola


No cansaço dos dias, reminiscências invadem meu silêncio.
Fujo de mim e saio além... Sem um tempo pra voltar...
Quero recordar do cheiro dos seus cabelos, do perfume impregnado em minha pele cobrindo o meu sorriso de alegria.
Viver consiste em ter estes momentos vividos e sentidos é promessa em oração nos meus dias.
Na carne que estremece ao pensar e uma saudade instalada que procura por ti em múltiplos lugares.
Não me canso de discorrer, único meio que tenho de trazer para perto de mim, carregando-te em meus braços na leveza de meu pensar.
Vem qual sombra e eleva-te no esplendor de uma divindade que nos meus delírios sublimo nos raios de teus olhos.
Conversamos horas a fio, sem demarcar a linha divisória que nos separa.
O tempo preso fica gravado nas ondas a bater e a espuma dissolvendo em seus ponteiros.
Horas que extasiam a alma, embeleza e clareia o que sinto e transbordam na água cristalina que nos envolve.
Procurar-te nos recintos é limitado, velejo sem bússola e com destino na parada de um porto solitário.
Atraco meu barco... Voltando só desembarco em pensamentos...


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