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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Um livro... Um funeral...

Um livro vai ser redigido
Nos assoalhos das emoções é erguido
O livro da vida rasga-se diante dos olhos
A cegueira da paixão busca o encontro do eterno afeto
As linhas em branco soltas e presas...
Demarcam o introdutório do que vai ser o embate
Inicia o despertar das palavras com entusiasmo e alegria
No espaço não há vazio... Tudo se completa...
Intervalos vão surgindo entre as dúvidas e aprisionamentos
Nas linhas recheadas de verdades, tornam-se prenhas de angústias.
Invadem os instantes dos tempos que sublimaram o êxtase do amor
Declínios, os brios sentindo os solavancos que o próprio respeito não deixa desabrochar no despertar dos olhares.
Correm duas vidas lado a lado
Sem observar quem está ao lado
O livro segue em capítulos, recapitulando cenas.
Dois corpos entregues às traças e ao bolor do mofo
Um arrisca escapar para não ver o fim nefasto
De uma história que iniciou com flores e aromas
Morrendo no último capítulo entre as coroas de um funeral
Autores desconhecidos... Duas vidas entrelaçadas...
De uma lembrança no memorial...

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