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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CHEGA DE SAUDADE


Acróstico da Saudade - Em dueto Afonso Prates da Silva e Sandra Helena Queiróz Silva


Suave como a brisa do mar / Cabelos soltos ao vento

  Aflição, dor constante da partida/ Deslizam lágrimas a fio.

     Unindo duas almas distintas e garbosas/Passeando em passos largos

       Dividido pelo tempo veloz que massacra/ Uma história inacabada

         Acastanhado pelo sol no corpo marcado / Pelo próprio tempo

            Detença na procura da verdadeira razão/ Aflito qual meu coração

              Embora tão perto, entretanto tão distante./Desta saudade emoção

Maravilhoso!!!


Um sonho de liberdade Em dueto Atanazio Lameira e Sandra Helena Queiróz Silva


O silêncio das palavras Em dueto Atanazio Lameira e Sandra Helena Queiróz Silva


Fazer um poema / É meu lema
É encontrar-se em silêncio / Tanto de noite quanto de dia
É descer o rio / Beirando a margem
É acender o pavio / Labaredas surgindo

Fazer um poema / Deliciar-me com tudo a volta
É comer pouco / Uma ceia de palavras
É sentir-se satisfeito / Com o soneto
É sonhar no leito / Da obra escrita

Fazer um poema / Aflora os sentimentos
É não se aprofundar nas palavras / Seguir o rabiscar de linhas
É querer arroz e feijão / Temperado e com sabor
É deitar-se no chão / Liberto e sonhador

Fazer um poema / Emudeço
É brincar de feiticeiro / Aventureiro
É iluminar o quarto escuro / Deste mundo dúbio
É pular o muro / Brincar de arqueiro

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O mar da vida I

No vai e vem
Da linha do tempo
O mar e sua brisa
Instala-se nas idades
Que o momento demarca

Na idade tenra
O mar balança
Suas ondas suaves
Com ventos propícios
Barulho de gaivotas
Ventos assoviam
Para ninar

Lá no mar
Vou nadar
Já sou capaz de driblar
A arrebentação
Os movimentos que derrubam
Demarcam um novo tempo
O tempo de descobertas
De um paraíso limpo

O mar da vida II

Cresci e respeito
Sei do perigo
Armadilhas que contém
Sou marinheiro sem navio
Comandante sem tripulação
Neste barco da vida
Que o mar leva e nunca trás

Com a Lua a pratear
Namoro no aconchego da praia
Nas areis a esperar
Descalça a caminhar
De mãos dadas com a vida
Sem rima sem ruína

O mar da vida III

Hoje no horizonte
Percebo com nitidez
A beleza de Deus
No infinito azul claro
Sombras rabiscando o céu
No entardecer de um dia
O tempo surge
Os dias não são iguais
A uma rota a seguir

Sair da terra que nasci
Não mais olhar o mar
Somente guiar a vida
Sem olhar o horizonte
Nem a beleza refletida
Desta terra querida
Que um dia eu deixei

É no mar da vida
Que o tempo surge, ressurge.
Navega por outros lugares
Daqueles que um dia
Nunca pensei viver
Neste mar da vida
Senti a brisa de longe
A saudade latente
De um passado
Que sobrevivi

O presente marulha
Feito o mar de minha terra
São ondas de frio e de calor
São dias que teimo em insistir
Que não há mar
Sem aquele que vivi
Que banhei os cabelos a sorrir
São apenas lembranças que ficaram
De um lugar que hoje se chama
SAUDADE...