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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ALVORADA – Em dueto Sandra Queiróz e Afonso Prates da Silva



O sol rompendo a/ madrugada
Resistências das nuvens
/ colorindo a aurora
Tinge o céu de vermelho escarlate
/ prenúncio de vida

A natureza acorda sonolenta
/ num compasso de espera
Com o despertar da passarada
/ num alegre gorjeio
Que harmoniosamente executa
/ melodias angelicais
Um hino de louvor ao dia
/clamando graças ao Senhor.

Os primeiros reflexos
/ de luz
No mar é lançado
/ espelhando a natureza
Seus raios fulgurantes
/ cintilam emergindo do mar
No grande espelho refletido
/ no azul do universo
Dançando a valsa da brisa
/ harmonizando o paraíso.

As ondas entrelaçadas
/cruzam os mares
Debruçam suas espumas
/ como flocos de neve
Que vem beijar as praias
/ e se esvoaçam ao sabor dos ventos.

Este deleite do nascer do sol
/ soberbo espetáculo
De mansinho
/ vai clareando aos poucos
Inundando de infinita beleza
/ e esperança
Para sempre levou
/ a angustia reprimida
Aquela minha secreta
/ paixão angustiante
Intensa
/ forte e abrasadora
Tristeza...
/ sem fim...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vertigem - Em dueto Atanazio Lameira e Sandra Queiróz


Na fantasia de uma noite / Voei para longe
Na beleza estonteante / Te procurei
De seu rosto / Recebi um sorriso
...
Coisa linda / Tão perto cheguei
Seus passos / Seguiram os meus
Suas pernas / Cruzaram-se nas minhas
Na avenida / Seguimos lado a lado

Não há similar / Somente presença
Na natureza / Percorri florestas

Você é uma princesa / Sonho, fantasia
De olhos grandes / Suspiras amor

Flor que só brota / No coração de um homem
Em mata virgem / Relva a explorar

Vira vertigem / Emudeço
Quando a vejo / Enlouqueço
Sorri / Vertigem plena

Seus braços no ar / Sinais de felicidade
Gestos / Sutis gestos
A perfurar meu coração / Fixando-se feito tatuagem

Nem as paredes confesso

Rias de mim - Em dueto Atanazio Lemeira e Sandra Queiróz

Rias assustada / Sem saber o que fazer
Sem mostrar os dentes / Caminhavas depressa
Passavas sem olhar / Cega estavas
... Passavas quais dementes / Pensamentos dissolvidos nos voos
Tu festejavas/ Não sei o que
Tu eras tudo/ Somente em mim
Tu foste indo/ Te perdeu
Tu caíste no mundo / Distancias longíquas
Quantas nuvens nebulosas / Passaram aqui
Tantos olhos tristonhos / Chorei por ti
Por que sumiste assim?/ Sem se despedir
Deixastes os sonhos / Que moram em mim
Sofro em noites intermináveis / A procura de ti
Suspiro só em quatro paredes / Secreto segredo, momentos meus
Onde estará a mais linda flor? Num jardim, florindo
Espero em campos verdes / Verdejantes e belos
Tudo aqui é triste sem você / Perdi meus sonhos
Arrume uma desculpa qualquer / Não rias de mim
Corra para onde estão os meus braços / Te espero sem fim
Desfolhe o bem-me-quer / Que ainda há em mim
 


domingo, 20 de novembro de 2011

O meu amor / Música

A flor da pele - Em dueto ( Athanazio Lameira e Sandra Queiróz)

A minha mão está tão trêmula / Sinais de fragilidade
Meu corpo tão agitado / Pensamentos desalinhados
Encontro-me perdido / Na imensidão das palavras
... Encontro-me exilado / Preso e liberto
Minha cabeça está afastada de meu corpo / Flutuo entre o arco-íris
Meu coração simplesmente bate em ritmo acelerado / São batidas de coragem
Não sei o que se passa comigo / São vertigens de um amor perdido
Não posso entender a razão de tudo isso / Emoções afloram na pele
Sei que quero viver / No aconchego deste carinho
Sei que não posso morrer / Sem viver este amor
A calmaria está longe / As tormentas estão em minha cabeça
Meus nervos estão à flor da pele / Eclodirei na imensidão
A harmonia se transforma em caos / Perturbando meus anseios, devaneios
Tudo gira / Em torno de nós
Fico tonto / Embriago-me da tua seiva
Fico solto, mas inerte para sair deste momento / Entrando no teu mundo
Procuro viver / Sem pensar
Procuro sair / Para não entrar
Porém não há cais / Vejo um abismo
Não há caminho / São atalhos
Tudo se resume em mim / Quem sabe em nós
E de mim não há portas / Abrirei suas janelas
Sonhar talvez seja / Um reluzir de matizes multicoloridos
A única solução ou gritar deste abandono / é procurar por você em mim...
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Laura Pausini feat Phil Collins (Live) - Separate Lives - Duetto



BIBLIOTECA ( em dueto Sandra Queiróz e Athanazio Lameira)


Este livro amarelo que analiso/tem a impressão digital do autor
Repousavam nas estantes de cultura/ a procura de alguém
Quanto tempo perdido foi preciso/ na feitura de uma palavra
Aclara a mesa lúgubre de imbuia/a visão metafórica
Trazendo do passado velhos temas/rejuvenescendo agora
Galopando no tempo sem regresso/sapateia o visionário
O tempo arquivo, soberano e mudo/trás rugas sem bisturi
Arquiva a força e a beleza alada/do cavaleiro atroz
Aprende criatura que recusas tudo/ que a morte é voraz
O tempo só faz velho e mais nada/ainda que possa acreditar ao contrário
Da quietude mortal da biblioteca/ guarda a cantiga e o tom na nova era
A sala está sombria e misteriosa/veneno aguardando o gole
Exalam raciocínios ajuizados/ pecado invisível
Alguma coisa estranha a gente vê/sou clarividente
Grossos livros se empilham empoeirados/ esperam o apito do trem
A luz tênue e indiferente/penetra na fresta da porta
Guarda Tesouros sabiamente nos livros finos/ sabedoria muda
Grossos, balofos /amarelados pelo tempo
Chorando luto e lágrimas de mofo/ esperando socorro do leitor.

MINHA CIDADE



Queria minha cidade arborizada
Cheia de vida
Sem ruínas, sem abandono
Solta sobre os mares
Brisa leve do passado
Retornando aos poucos
Para minha cidade...

Ontem, minha cidade
Era valorizada
Um povo mais unido
Em prol do bem-estar de todos
Juventude nas praças
Bairros organizados
Casas pintadas, cuidadas
Num espaço histórico

Hoje, transformaram
Em duas cidades
Uma que carrega o peso das ruínas
Rachaduras e descaso
Outra que cresce
Por mãos que trabalham fora
Fazendo do lugar
Um descanso

Um dia quem sabe...
Terei orgulho de falar
Da minha cidade...
Não pensar, que esta cidade
Faz os seus
Saírem para longe
Refugiar-se onde não queria
Por lá...
Nada tem, nada acontece...
Ou pouco vinga...

 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O tempo e a Lua ( Dueto Athanazio Lameira e Sandra Queiróz)



A lua cheia / Prateava o mar
Quem diria via / Reluz minha amada
O que eu não via / Teus olhos brilhantes
Nosso amor partia / No marulhar
Na madrugada fria / Aquecidos pelo amor
Fiquei e sentia / Teus abraços
 Saudade / Uma lembrança
Doía no coração / Saudade latente
 Lia as batidas / Pulsação descompassada
 Agonia / Desatino
Não houve jeito / Voltei ao mar
 Tardia / Ou breve
Nem a lua / Nem o tempo
 Mais vigia / Corria
Só o tempo / Parou
 Existia / Duas vidas
 O amor / Almas gêmeas
 Virou guia / No infinito...

Não fosse flor ( Dueto Athanazio Lameira e Sandra Queiróz)



Essa flor / perfumada
Cantada flor / dos jardins
Não traz você / em dias tristes...

Essa flor / cheiro de amor
Pássaro flor / beija-flor
Não voa você / não voa eu

Essa flor / exala alegria
Covarde flor / no meu peito desabrocha
Não fala você / meu bem-me-quer

Essa flor / floriu aos poucos
Poeira flor / sopro de vento
Padece você / lágrimas caídas

Essa flor / enaltece
Gelada flor / pálido caule
Entristece você / murcha com tempo

Essa flor / estar por cair
Não fosse flor / flor não seria
Não seria você / muito menos eu...

sábado, 12 de novembro de 2011

DOIS POETAS E UMA POETISA EM DUETOS


 Chegando com força total com sua participação em Duetos.  Apresentando um novo mestre na arte de escrever.
O POETA - ATHANAZIO, MARIO FERNANDES LAMEIRA

 FOTO - ATHANAZIO, MARIO FERNANDES LAMEIRA E SUA ESPOSA SÔNIA CARPES

Meu querido primo, poeta e músico, Afonso Prates da Silva
 Compartilha também com seu talento e sensibilidade na escrita, surgindo os belos duetos 
lidos neste Blog.



Momentos de reflexão interior


Construção do poema ( Em dueto Atanazio Lameira e Sandra Helena Queiróz Silva)



Há um poema a ser construído / Um esboço de vida


Na margem do rio / Desliza sobre a água


Na criança que nasce / No poema que ressurge


Num assovio / Pela brisa da relva





Há um poema a ser construído / Sua base está firmando solo


Na beira do cais / Pôr do sol surgindo


No vento que sopra / As palavras ao relento


Nos canaviais / Debulharam amarguras





Há um poema a ser construído / No cais dos sonâmbulos


Na lágrima que caiu / Com a chuva fina


No amor que findou / brindando dois corpos


No coração que partiu / Deixando saudades.