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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Música


Bosque Poético


Soltando as linhas do pensamento
Distancie-me dos caminhos que percorria
Adentrei nos bosques poéticos da minha mente
Estrofes e versos bailavam
Embriagando minha vida com os sabores 
Que a poesia permeia quando escrevo
São condões mágicos que volitam...  
Nos fios de lembranças longíquas
Sou um pouco de tudo...
Neste ar que respiro 
Solto-me das amarras
Percorrendo os caminhos deste bosque
Escrevendo
Lendo
Versando
Poetando
Com gravetos em folhas amareladas
Caídas pelo vento, sopradas ao relento
Caindo pouco a pouco no chão 
Transformando-se em soneto

sábado, 17 de setembro de 2011

VANESSA DA MATA / AS PALAVRAS

A PALAVRA EM DUETO AFONSO PRATES DA SILVA E SANDRA HELENA QUEIRÓZ SILVA


 A palavra ameniza / Sofrimentos 
A palavra maltrata / Derruba 
A palavra cura / Com orações proferidas 
A palavra amaldiçoa / Pela inveja 
A palavra fere/ A autoestima 
Pense uma palavra / DEUS 
Pense a vida sem palavra / Silêncio 
Pense uma palavra sem vida / Vingança 
Quem até hoje não disse uma palavra / Muitos que se calam 
Quem até hoje não ouviu uma palavra / Os que não procuram 
Quem até hoje não precisou de uma palavra/Os sem esperança 
O amor começa com uma palavra / E com gestos 
O amor termina com uma palavra / Pela falta de respeito 
O amor sofre com uma palavra / Pelo descaso 
A vida é uma palavra / Significado único 
Perdida no tempo da palavra / Tornar-se um monologo 
Procurar a palavra certa/ Está dentro de nós 
Entender uma palavra / Vivenciando a vida 
Rezar pela palavra / É a fé evidenciada 
Acreditar na palavra / Ser otimista 
Morrer pela palavra / Edifica a morte 
Somente uma palavra / Nos eleva ou rebaixa   

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Choro frevado - Caiçara


CAIÇARA EM DUETO




O dia amanhece/O sol desponta
Tarrafa nas costas/ Alegria de viver
Lá vai o  caiçara / Batalhar pelo alimento 
Rumo ao mar / Rumo ao mundo                                                                                                                                                                                                                                                 
Vai buscar o sustento / Escutando o marulhar
Mãos calejadas/ Perdidas noites
Corre  a orla  da praia/ Olhos fixos para o mar
Sol castiga a pele/ rugas de marcas infinitas
Pés descalços na areia/ Caminha para o lar
Todos os dias  repete/ A labuta de cada dia
Guiado pelo chamar das correntes / Em dias de sol e chuva fina
Uma tarefa que a vida / Sem contar os momentos
Lhe impôs por capricho/ Um caiçara a beira mar
Vê o tempo passar / Solitário continua
Marca as horas / Esquece do tempo
 Areia escaldante / Ondas a quebrar                                                                                                       Nas sombras das pedras/ Olhar para o mar
O cantar das gaivotas/ Anunciação para pescar
No refluxo da maré/ Canoa de esperança
Fim do dia retorna a casa/ A fome vai saciar
Com  frutos retirados do mar/ É um brindar
Missão cumprida/ Fadigado está
Vai descansar / Na beira da praia... vai sonhar...
Afonso Prates da Silva / Sandra Helena Queiróz Silva

domingo, 4 de setembro de 2011

musíca / fado


SILENCIO O ECO DO MEU SOLUÇO


VEIO DE UM JEITO
INSTALOU
AQUIETOU
NESTE PEITO 
UM SOLUÇO 
ECOANDO DENTRO D'ALMA
NAS ENCOSTAS DOS CAMINHOS 
PERCORRIDOS PELO SOM
DA VOZ QUE CALEI
SÃO PALAVRAS QUE ESCUTO
PRESAS FEITO LÍQUENES QUE BROTARAM
NOS MÚSCULOS DO CORAÇÃO
 FIOS ENTRELAÇADOS
ECOADOS POR SONS QUE SAEM
DE BOCAS 
QUE FAZEM QUESTÃO DE PISAR
MACHUCAR
DEIXANDO MARCAS
CICATRIZES DE MÁGOAS
QUE INSISTEM FICAR
ENTÃO...
 SILENCIO
O ECO DO MEU SOLUÇO
NOS ABISMOS QUE CRIEI
ATIRANDO
NUM ESPAÇO 
SEM LIMITES E SEM FIM...
PARA QUE O MESMO
SE PERCA
NÃO ENCONTRANDO 
O ECO DO RETORNO
PARA NÃO ATINGIR
AS FIBRAS QUE SEGURAM
O MELHOR DE MIM
COM SUAS LANÇAS
PONTIAGUDAS
PARALISANDO-ME
SILENCIO O ECO DO MEU SOLUÇO