Páginas

Quem sou eu

Minha foto
Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mãe um fado um encanto


ANGÚSTIA DE MÃE / DUETO

Certa manhã eu vi uma mulher, fragilizada pelo descaso 
Envelhecida pela angústia, deste mundo dúbio 
Com as mãos, abafava o sofrimento que trazia no peito 
O soluço da dor. Implorando por um mundo melhor 
Trazia no colo um tesouro, uma criança pálida 
Ofertado por Deus. Em missão de esperança 
Olhar distante corpo esquelético, olhos brilhantes 
Procurava descanso, acalento 
Na sombra de uma velha figueira. No descanso do colo de mãe 

A criança sugava voraz, o único alimento 
No frágil peito tentando saciar a fome, da sobrevivência necessária 
Com o leite da vida, sopro de esperança 
Castigado pela miséria, mal conseguia saciar-se 
Não vertia mais, só um sugar vazio 
Obrigando a mãe no desespero a chorar em desconsolo 
Suplicar misericórdia aos céus. Para mais um ser sobreviver 

Um ancião que passava, com olhar fraternal 
Disse-lhe: 
Tens no colo, minha querida 
O bem mais precioso, um filho 
Quantas pessoas não trocariam, este presente divino 
Uma vida de festas e esplendor, neste aconchego que carregas contigo 
Por tua ansiedade, miséria e amargor alimentas com todo amor 
Invejando-a pelo tesouro que Deus lhe enviou 
Na sua infinita bondade a ti presenteou, aos cuidados de ti precisará 
A elas, a natureza negou. Sem consolo e sem amparo 
Acalma-te, amanhã o sol surgirá a alvorada trará a imensidão 
Como uma nova esperança encherás de fartura o teu seio 
E a vida, continuará, com o teu leite a jorrar 
Através do amor, que mesmo débil, na fé que carregas 
Nunca deixastes faltar. O amor que Deus te presenteia 

(Afonso Prates da Silva) (Sandra Helena Queiróz Silva) 

sábado, 27 de agosto de 2011

SOLAMENTE UNA VEZ


SOMENTE UMA VEZ


SOMENTE UMA VEZ
APROXIMAS DE MINHA ALMA
ENXERGA A LUZ 
ESTE BRILHAR
A LUZ DO MEU AMOR
ENVOLVENDO O TEU CORPO
NO REFLEXO DOS MEUS OLHOS
NA IMENSIDÃO DESTE AMAR

SOMENTE UMA VEZ
TRANSPIRAREMOS
POR NOSSA PELE
ENTRE OS NOSSOS POROS
O PERFUME DE FLORES
TRANSFORMANDO 
NOSSOS DESEJOS
EM SINFONIAS DE LOUVOR

SOMENTE UMA VEZ
SOLTAREI MINHA VOZ
GRITANDO AO VENTO
O AMOR QUE TRAGO 
AQUI DENTRO
IMPLORANDO POR TI
EM MIM
SOMENTE UMA VEZ