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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Música

SOLTEI-ME AO VENTO


SOLTEI-ME AO VENTO

COM A BRISA LEVE

SEM MISTÉRIOS

FUI PARA BUSCAR

TRAZER E ENFEITAR

MEU CADERNO DE POESIAS

ENTRE OUTRAS FORMAS

DE POETAR


SÃO LINHAS QUE BORDO

PERMEIAM

EM FILETES DE LUZES

COMANDANTE DE IDEIAS

NAVEGANDO

CONSTRUINDO UM ESBOÇO

PARA NA VOLTA

FAZER-ME POETA

quinta-feira, 24 de março de 2011

EDU-CAÇÃO PEIXESQUISADOR URBANO


O lúdico invadiu meu pensamento relativo à falta de educação que nos deparamos no dia a dia.
Senti o impossível diante dos meus olhos pasmados, ao ver lixos jogados nas ruas.
Chicletes sendo colados nas cadeiras dos cinemas, ainda bem que vi chicletes...
Enfim, uma infinidade de falta de educação.
Encontrei o doutor Edu-cação recolhendo amostras de águas que cercam o centro urbano.
Fitei em seus olhos e vi a tamanha indignação por ter que sair de seu habit natural para peixesquisar sobre nós.
Comentou que nos mares onde nada, seus amigos são disciplinados e respeitam o lugar escolhido para morarem.
Sobrevivemos conforme a própria lei natural de sermos predador ou presas.
O que vejo neste momento recolhendo águas é triste e deprimente.
Por que meus amigos não conseguem muitas vezes sobreviver por falta de oxigênio, não tenho outras palavras do que dizer:
Infeliz do homem, que não enxerga o estrago que está fazendo a si próprio.
Já imaginou a Terra sem a vida marinha entre outras formas de convívio, formamos uma cadeia alimentar que precisamos um do outro.
Tenho um grande amigo da Flora que estudou comigo e nos formamos juntos, é o doutor Tu-cano.
Especialista em saneamento básico, você entendeu básico.
Nem nisso ele consegue ir além...
Falta tudo para o necessário, preocupar-se para que, e para quem...
Em suma minha amiga, a vida na Terra está sendo destruída pouco a pouco
por falta dos grandes valores da educação.
As maiores catástrofes são naturais, ou afrontadas?
Proporção desta natureza é algo inevitável, você já parou para observar alguns lugares do planeta que estão quase morando ao meu lado.
Exploram tudo que venha dar lucro. O que mais me emociona é ter ao nosso lado pessoas que estudam uma forma melhor de amenizar nosso sofrimento, ver a árvore sendo ceifada por queimadas desnecessárias.
Ribeirinhas exalando um perfume insuportável.
Confeccionam camisetas, passeatas, ajudando a não matar algo que os homens fazem parte e acham que caíram todos do céu...
Esquecendo que para os que morrem a míngua, os abutres estão de plantão.
Minha tese foi baseada em matanças, caças abundantes sem deixar história, simplesmente extinguiram.
Situações estas, que por mais que ensinamos, estudamos está difícil de girar a Terra para um ponto de equilíbrio.
Contudo, cada qual fazendo sua parte da forma mais educada e permanecendo com seus valores edificantes, conseguiremos até quando, não sei prever o que o homem sente aprimorando cada vez mais a sua inteligência, levando a vários lugares um holocausto à milhares de inocentes.

sábado, 12 de março de 2011

Só Nós Dois

AMOR/TECE/DOR


Brincando com as palavras
Surge este AMOR/TECE/DOR
Decifrando o sentido
O amor tece a dor...
Ou a dor tece o amor
Amortece o impacto
Perde a força
Impulso que tece
Muitos ninhos de amor.

Colocarei um amortecedor
Em meu coração
Ficará forte
Contra os solavancos
De um amor sem limites
Dosarei a dor
Tecendo um caminho
Sem impactos e desilusões

Compensarei o amor
Sem a dor prometida
Sutilmente aconchegando
Em meus braços
Tão calado
Suspirando
Uma tese fiel
Amando e tecendo
Sem gerar dor, dissabor

Para os móveis AMORTECEDORES...
Aos amantes TECER O AMOR SEM DORES...

segunda-feira, 7 de março de 2011

TODA ESPERA

DIVAGAÇÃO



Eu soluço enquanto perambulo em agonia de folhas machucadas,

Dorida a desabrochar nos prados.

Incrédula cobre o impossível.

Vou ficar atenuada dos desejos vãos que me ocupam.

Por pura vaidade inventei você tirando-me sons de maneira agreste.

Restringida a mim mesma, tanjo-me para a minha própria interpretação.

Mero amor patético, conforme despacho anexo caiu em exercício findo.

Hei de amar-te como deuses, arranjando flores numa jarra.

A tua postura glacial faz brotar meus impudores

Como gerânios vermelhos em jardineiras de sobrado.

Passado o espanto, debruço-me desnatada, isenta de tributos.

Guarda a tua decência lustrosa antecipatória de orgasmos.

Palmo a palmo.

Para na posse de ti mesmo recenderes a oferenda em oratórios.

De repente, me deparo aguçando os sentidos,

Com coros angélicos e lamparinas a guisa de ensaio.

Prevaleço-me do momento para chorar de fato e de direito a tua falta.

Optei por extraviar-me já que me convém o inabitável...

Até cair em brios.

É a minha pretensão maior colocá-lo no pretérito.

Crio um espaço e me manifesto, prometo que não serei breve.

Que outros anseios se não os que ora tenho

A manter-me pura na selvageria de seu culto?

Deixo em descuido por alamedas juncadas.

Razão, essa coisa incômoda a se instalar.

É um costume um pouco vago e esquecido, ficar na espreita do inacessível.

Não tarda, ocupo inteiro o seu espaço, com meu canto de eleição

Combinações de aromas. Agonizo em altar profano com aparatos.

Torna-se imperiosa ficar extremamente ampla

Esgarçada para abrigar todas as dores sem ranger.

Calei-me pudicamente onde se estabeleceu o vácuo.

Tão real que ao meu lado, transcendendo teme admitir

Remotos nós e nosso pacto de sintonia.

Feito para gozar o imaginário, raízes a mostra ressentidas,

Padecida contorço-me fazendo retinir os sentidos.

Proclamo minha presença, cujos braços abertos pensem

De repente desobrigados da espera.

Sôfrega tonalidade do réu litúrgico.

Para alguém alhures. Saio deste estado letárgico para existir a despeito.

Enternecida, sóbria, quase serena, de ágata muito alva.

A poesia me salvou.