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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

sábado, 21 de agosto de 2010

AMOR NOTURNO... OU NOTURNO AMOR...


Anoiteceu,
O crepúsculo dominava a noite em esplendores de amor.
Quantas palavras pronunciadas
De forma tão formal nas horas deste encontro
Onde a Lua refletia um momento às escondidas.
A pupila dilatava
Coração pulsando acelerado,
Lábios ressecados
Corpo encharcado do suor do meu prazer.
Amor noturno... Ou noturno amor...
Entre o céu e as estrelas
Está a Lua e nos projeta nas silhuetas do encanto.
Nossas sombras refletidas nas nuvens guiadas pelo vento,
Dissipando o acalento no conforto da Imensidão.
Sou gatuno das noites incendiárias,
Enlouqueço e te faço enlouquecido.
Jura faz as escondidas, escutamos um do outro...
Sempre serei só teu
Quanto será só minha
Nem mesmo com a despedida deixarei de vir.
Ao encontro deste
Amor noturno... Ou noturno amor...
Mesclados com pinceladas da realidade...
Com as minhas fantasias.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

“FELIZ ANO NOVO / 13/08/2010”


Hoje é um dia que comemoro o meu FELIZ ANO NOVO.
Um dia especial para agradecer, corrigir, seguir, perdoar e amar muito mais aos que me cercam.
Quantos momentos nestes meus 48 anos têm refletido como um grande aprendizado.
Desde o conhecimento da vida coletiva, resumida em detalhes ao encontro da experiência continua no trilhar espiritual.
O que vem a ser o dia do nascimento?
É libertação ou prisão?
É sossego ou angustia?
Simplesmente, uma nova caminhada pelo deserto da vida desmemoriado. Para encontrar um oásis de sabedoria.
Analisando a vida hoje, sei que sou feliz. Porque para mim os anos passam, para outros continuam nos 20 anos.
De cada experiência vivida, lhes garanto que tive a oportunidade de experimentar desde o amargo ao sabor da fruta doce.
Não me queixo de alguns momentos, agradeço com maior grau de entendimento, sabes o porquê ?
Para cada qual, é difícil entender o que o Pai Maior nos orienta e trilha um caminhar num esboço que já existiam.
Um caminhar com saídas, mesmo que sentindo tantas partidas meu mundo sempre estará erguido.
Somos nós que fazemos de cada ano novo, a restruturação, amadurecendo em forma de fruta doce num pomar de ilusões.
De cada ilusão vivida é na prática da própria vida, que ressurge um amanhã bem melhor.
Brindo um momento único de agradecimentos pelo que Deus me deu.
Beijos de Luz, espalhados no ar.

Nana Caymmi - Resposta ao Tempo

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

EMBOSCADA


TRADUZINDO TEU ENIGMA
EM LENÇOIS DE SEDA
EMBOSCADA DE OLHARES
AMORES
DESTA FORMA
INFORMA
O CAMINHO
QUE SIGO
TUDO NÃO PASSA DE UMA
EMBOSCADA DE PESAMENTOS
DORES
CALORES
FORTES EMOÇÕES
SEGUIREI ENTRE MARES
CORTANDO LINHAS
ARRISCANDO
EM CADA EMBOSCADA...
UM JEITO CERTO DE SER
A TUA AMADA

sábado, 7 de agosto de 2010

Mariana Aydar, Palavras não falam

DOIS, Tiê

ARRUMANDO AS GAVETAS...

Sentei-me em lugar de beleza infinita
De frente para o mar escutando o marulhar com as gaivotas a cantar.
Meu silêncio era profundo mergulhei em minhas gavetas
Tão íntimas, que naquele momento notei,
Que estava despindo-me das amarras que nas gavetas escondia.
Arrumei algumas, outra mal tocou o mundo interior.
Impedindo-me de abri-las, para não machucar-me.
Ou melhor, abrir feridas adormecidas.
As vivências de uma vida que vivi, entre tantas armadilhas.
O profundo despertar d’alma era preciso no momento de encontro
Da beleza infinita da criação da natureza, entre ela o meu Eu.
Sintonizando a essência depreendida do momento em que arrumava minhas gavetas
Transmutando um passado que ficou preso, entre pequenos fios.
Atados em minhas fibras, feito gavetas escondidas.
Perderem-se no tempo as chaves, outras se abrem pelo próprio despertar da Vida.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Além do Horizonte

NO INSTANTE DE CADA ADEUS


Ligaram-me a este mundo
Com fios de linhas coloridas
Teceram em seda
Bordadas no livro da vida
Esperava o voo certo
Deslumbrando a liberdade
Para novos horizontes
Trazendo no esquecimento
O que hoje não recordo
Esforço-me a encontra-lo
Já esbarrei
Empurrei
Identifiquei
Sem notar o sentido
Do momento vivido
No instante de cada adeus