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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CAÇADOR DE MIM - FLÁVIO VENTURINI

SOMBRAS NAS LUZES

Luzes refletidas
Sombras projetadas
Obscuro lugar
Sensações delirantes
Oscilo no tempo
Suporto o peso
Dores sentidas
Entre luzes
Cercam, cegam
Mente consciente
Do que houve
Existe

São lembranças
Sombras
Pensar
Luzes que apagam
Surgem e ressurgem
Tons pálidos
Formas
Confundem
Destoa um presente
Esquecimento consciente
É a mão do Onipotente
Tocando minha alma
Muitas vezes da sombra
Submerge
Sob a luz radiante

segunda-feira, 5 de abril de 2010

NÃO DEIXE O CAFÉ ESFRIAR



Luz fraca, uma xícara de café
Silêncio companheiro
Lembranças adoçavam
Meus momentos
Nas mãos sentia o calor
Pequenos goles
Pensamento longe
Precipitando nos cantos
Reflexos de saudade
Longe está... Vai ficar...
Na distância, distancia
O querer encontrar

Abraçar
Na realidade presente
Compartilhar o café quente
Prontinho para tomar
Cheiro de bolo
Derretendo a manteiga
Desta forma relembro
Tardes de frio
Tínhamos horários certos
Café da tarde em família
Hoje o café que saboreio
É requentando
Mal passado

Está quente ou frio
Esperando por goles
Sem sabor
Sem o calor
O café esfriando
Na sala vazia
Relembrando o passado
Insistindo em ficar




quinta-feira, 1 de abril de 2010

FELIZ PÁSCOA

O RELÓGIO DA VIDA


O tempo esgota-se em pensamentos
Cansaço
Desordenado fica minhas mãos
Busco incessantemente
Inspiração que brotam d’alma
Linhas e entrelinhas
Formando um esboço do que sou

Este tempo tão escasso e precioso
Na busca do sonho
Que surge na realidade
Nas folgas de um tempo
Na trajetória de idéias
Explorando meu íntimo da escrita
Adormecida e sonhando
Caindo no esquecimento
Lembranças vagas expostas
Muitas vezes lidas, outras intactas
Da mesma forma que as deixei

O relógio da vida
Surge como areia movediça
Metade submerge
Outra emergindo
Desta forma é que busco
No íntimo do meu íntimo
O valioso momento de escrever
Fazendo deste momento
Uma fração do tempo
Pegando alguns minutos
Escrevendo este texto,
Deixando o tempo como pretexto.



"O tempo foi algo que inventaram para que as coisas não acontecessem todas de uma vez. "