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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O UIVAR DE UMA LOBA.


Uivando no clarão da lua
Vem a loba em fúria louca
Por desejos contidos
Em noites de luar.

Rompendo sons, luzes, medos e
Arremedos.
Cravando unhas, uivando ao lado
Do lobo selvagem, que à espera
Para o encontro de uivos de amor.

Ao longe o uivar de uma loba,
Acorda os amantes embriagados
De suores e sedução igual um
Mar de águas puras
Banhando-se e uivando como lobos
Pela areia e ondas a bailar.

Esta fêmea quando está uivando,
Demonstra a força da vida
Sopro ao vento, conduzindo seus
Gritos aos cantos do mundo.
Com pureza e desejo uivando,
Por um amor desejado.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

LADOS OPOSTOS

Pensamentos que rodeiam nossa mente, dividindo-o em dois lados opostos.
Temos dois gênios embutidos em uma janela de cada lado do inconsciente.
Um predomina o Bem o outro o Mal.
Existe o equilíbrio moderado e dosado para o uso dos lados opostos.
Alguns usam o Bem se vestindo de Mal, e o Mal por sua vez veste a roupagem do Bem.
Conscientemente o Bem dominador e guerreiro em busca de equilibrar seu estraga prazer o Mal.
Encontram-se muitas vezes em grandes conflitos com o lado bondade e da maldade. Ser bom, não é ser bobo. Ser maldoso é amargurar e pisar em corações desarmados de antídotos contra o veneno lançado por prazer.
Os lados opostos se atraem por incrível que pareça, comparado a vida e a morte, tão temidas e sempre vencidas por romper barreiras.
Os lados opostos que sempre faça romper a barreira do Bem e explodir em gotas de orvalho para o bem estar em geral.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PASSEANDO



Passeando por caminhos verdes, claros, escutava a natureza virgem sem a interferência humana.
O cheiro e o frescor da manhã oxigenavam meus pulmões com a força do povo das matas.
Convidaram-me a seguir os caminhos que poucos homens eram convidados adentrar naquele mundo reservado e escolhido por corações trazendo a bondade e luz.
Senti-me privilegiada e adentrei. Perplexa, meus olhos brilhavam ao ver a magia do lugar oferecido aos visitantes.
Sentei-me perto de um arbusto escutando por horas a fio, histórias de lutas, guerreiros vencedores de grandes batalhas, o respeitável chefe comentava com muito orgulho o valor das matas, dos seus habitantes, da flora e da fauna.
Olhou-me seriamente fitando meus olhos e perguntou-me: O porquê dos homens brancos entre outras raças estarem destruindo uma grande importância ao planeta, pelo fator ganância, entre outros fatores não admissíveis aos olhos do povo da mata?
Porque os mesmos estão trocando lugares pré estabelecido como suas moradias e sentem-se no direito de adentrar em outros lugares já habitados; nossa mata?O que temos a fazer é nos refugiar em outros locais, retirando de cada espécie o seu habit natural e onde houver este lugar seremos adaptável ou não, concerteza sempre impossível vivermos ao modo de como são exigidos e retirados a força de um mundo que só a nós pertence. Emudeci, pelo fato de não conseguir responder a altura da pergunta feita. Incrível a sabedoria deste povo em relação ao homem com sua inteligência, tecnologia não conseguindo muitas vezes acompanhar raciocínios tão lógicos.
Pedi desculpas aquele povo tão acolhedor e segui meu passeio com a mesma proteção em caminhos percorridos daquela extensa mata do saber, do proteger e do sentir.

CLARA NUNES - NOSSA RAIZ -SALVE,SALVE









terça-feira, 24 de novembro de 2009

UMA IMAGINAÇÃO SEM JUÍZO


Instigador este título, quantos de nós já tivemos, teve e continua a ter uma imaginação sem juízo.
Quantas vezes imaginamos algo insensato, que demonstra não termos juízo com a própria realidade.
Imaginamos sempre um amor que ilusoriamente queremos padronizar como moldes, então usamos agulha e linha alinhavando e costurando ao nosso modelo ideal.
Quantas vezes choramos ao debruçarmos em uma janela, descortinando o que nos é mostrado diante de onde nos encontramos, e baixinho pedimos a tal saudade que vá embora ou traga aquele momento ao momento pedido.
A essa imaginação sem juízo, o que daria sentido a vida, só o juízo?
Quantas loucuras cometidas entregues ao bom senso, nada lógico, mas real diante da escolha feita a procura de emoções diferentes.
Somos sem juízo, para podermos ter uma imaginação única,
Seja para uma realização
Ou uma perdição.

AMOR ALÉM DA VIDA - CÉSAR E PAULINHO)

Esta música é marcada por um momento mágico,quando encontrei meu companheiro,amante,amigo,cúmplice e marido,realizamos nossos objetivos,lutas diversas,sonhamos juntos para concretizarmos o ideal de cada qual, enfim tudo que rega um relacionamento com respeito e amor.Concerteza é um amor além da vida.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

MISTÉRIO DA NOITE



O céu está bordado de estrelas cintilantes,
Suspensa no infinito percebo a magia que a noite trás a todos
Os noctívagos.
Consigo reunir o bom, em tudo o que faço pela vida.
Eu queria me ausentar de tudo e de todos e
Sair pelo mundo para viver a minha solidão interior.
A queda ultrapassa a força do temor e deixa
Na face, dura ânsia, cansaço, e em seu caminho
Um fragor que ilumina.
Cegos buscamos outras vertentes.
Suor de sonho plantado e cultivado
Num rio que se amplia e se espraia
Na areia de estranha nostalgia.
Porque viajamos rios de enigmas
Subtraídos da alma?
Naveguei no cais dos sonâmbulos
Nas fulgurantes crinas da angustia.
Distancias dissolvida nos vôos.
Porque o dia é inconstante
Como a noite.

METAMORFOSE

No mundo dúbio,
Do corpo insano, a metamorfose acontece.
A miscigenação dos sentidos
Na hora fatal cria
Um estado profano.
A mente divaga,
O corpo se acalma,
A mente se apaga,
Transformando-se pouco a pouco,
Num ser desvairado e louco.
Onde o sol brilha a noite e
Nas manhãs de primavera
O luar floresce.
Na metamorfose do sonho,
A vida fenece,
A noite entristece,
O corpo padece
Na alcova emudece.

UM DIA DE DOMINGO





Domingo. Fim de tarde,
Uma névoa apaziguadora caindo
Sobre a apagada cidade,
Em suaves gradações de cinza.
Vejo o horizonte de água e céu
A perder de vista, azul, sobre azul,
Verde sobre verde, verde-azulado.
Vejo ondas sucessivas a se quebrarem na areia,
Suaves perto da praia, com flores brancas de espuma,
E mais alta à distância, cavalgadas por remotos surfistas.
Vejo a imensa extensão cor de sépia da areia dura,
Que reflete mar e céu, como pálido espelho,
Nos trechos onde é lambida pelo mar.
Vejo, mais além, milhares de estrelas cintilantes
Que o vento agita sobre a encarapinhada
Amplidão das águas.
Ligo a televisão e mais um Fantástico começa.

Minha Vila Minha Escola

Minha Vila, Minha Escola
Release

“Minha Vila, Minha Escola” é um CD de resgate cultural, idealizado, dirigido e produzido por Luciano Candemil, músico, compositor, produtor e carnavalesco. O CD contém 12 sambas-enredo antigos da Sociedade Recreativa e Carnavalesca Escola de Samba Vila Isabel, gravados com novos arranjos, tendo como principal intérprete, Helinho da Vila, guardião e memória viva do carnaval lagunense.

Esse CD é a continuação de um primeiro projeto de resgate cultural realizado em 2008, quando Luciano Candemil - receoso de que parte da história da S.R.C.E.S. Vila Isabel se perdesse quando aqueles que têm a memória desta não mais estivessem conosco -, resolveu reunir, recuperar e registrar os sambas-enredo da Vila Isabel em um livreto, como parte da comemoração do cinqüentenário da Escola, de tal modo que esse os salvaguardasse, por escrito.

Desse modo, partindo de pesquisas em arquivos pessoais e da recuperação de áudios por meio de consultas feitas com o compositor mais antigo da Escola, Helinho da Vila, foi possível transcrever, revisar e publicar praticamente todos os sambas-enredo criados por seus compositores. Vale frisar que desde sua fundação, em 1958, até 1977, a Escola executava em seus desfiles os sambas-enredo da G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel, do Rio de Janeiro. Somente em 1978 a S.R.C.E.S. Vila Isabel executou o seu primeiro samba-enredo autoral, “Tamango”, composto por Helinho da Vila.

Entretanto, Luciano Candemil teve sempre presente à idéia de transformar esse livreto em dois cd’s, o 1º intitulado “Minha Vila, Minha Escola”, cujo qual tem seu lançamento marcado para o dia 28 de novembro desse ano e, um 2º volume, a ser produzido em 2010.

Para que esse primeiro volume se concretizasse foi necessário um período de laboratório antes de ser dado início à fase de gravação, no qual áudios de gravações caseiras foram desenvolvidos e onde, por conseqüência, os sambas-enredo ganharam, ao longo desse processo, novas roupagens. Esses áudios foram coletados em reuniões familiares na casa da Dona Marina, no Morro da Vila, berço de grande parte dos sambas da escola.

Após esse período de laboratório iniciaram-se as gravações. Estas aconteceram entre os meses de março e junho de 2009, na Euterpe Estúdio, em Laguna, contando com a participação de vários músicos da cena local, como: Helinho da Vila (voz), Marcelo Quilha (violão), Lúcio Fraga (violão 7), Renato Demétrio (cavaquinho), Fabiano Caffu (tantam), Jair Neto (pandeiro) e Luciano Candemil (percussão). Além disso, tivemos também a participação de convidados especiais como: Antonio Luiz dos Reis, Mary Reis, Heleine Brasil, Jheferson Rincom e Thales Faísca.

Por fim, temos registrado nesse CD uma seleção de doze sambas-enredo antigos da Escola apresentados na seguinte ordem: Tamango (1978), Xingu – Sinfonia Tropical da Amazônia (1979), Fantástico, Show da Vila (1980), Raízes (1981), Quem Diria (1982), Quem Viu, Viu, Quem Não Viu, Verá (1983), Tambo, Legendário do Sol (1984), Coisas do Arco da Velha (1985), Hoje Como Ontem, Amanhã Como Depois (1986), Sonho Sonhado de um Brasil Dourado (1987), Recordar é Viver (1992) e O Sonho Africano no Brasil Livre (1994). O Cd conta ainda com uma faixa bônus, "Escola Internacional", canção composta por Helinho da Vila em 1971, uma referência à viagem da Vila Isabel à Argentina, no ano anterior.

Importante destacar que esse projeto teve o apoio do Governo do Estado, por meio do Funcultural, fundo de incentivo à Cultura, gerido pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, e patrocínio exclusivo da ALCOA.

... “Se recordar é viver, a Vila vai mostrar para vocês”...

Luciano Candemil


sábado, 21 de novembro de 2009

Brincar de viver

CREDO E CREDO-EM-CRUZ



Credo uma crença, fé religiosa, contestações, fanatismos, mistérios, outros céticos, muitas vezes crenças ocultas, outras mostradas e aguçadas ao ponto de crer e ser credor a cada dia de experiências vividas.
Quando escuto Credo-em-cruz, me pergunto: Porque tanto espanto, diante do manto que cobre os olhos de quem não os vê. Comparo a uma narração que fiz sobre as religiões e suas crenças. (Minha maneira de pensar)
- Certo dia um homem vindo do espaço celestial, se encantou com o planeta Terra, veio para propagar o Amor, Caridade, enfim só sentimento construtivo para mostrar aos seres que aqui habitavam e em ciclo vão e voltam. Resolveu ter muitos filhos, mas com um, porém, com muitas mulheres diferentes escolhidas como mães, nascendo vários credos.
Blasfêmia, Credo-em-cruz, apenas simplificando a forma que muitas vezes o desrespeito e uma grande contrariedade no que cremos.
Com tantos vínculos formaram-se os irmãos(credos) e suas adversidades, normal entre pessoas que mal se conhecem e pertence à mesma família. Pensam de forma diferente não respeitando todos os credos e muitas vezes quando os conhecem vem logo a frase
CREDO-EM-CRUZ.
Simplificando em uma frase para tanto espanto: DEUS É ÚNICO, SUA PROCURA DEPENDERÁ DE CADA QUAL ONDE BUSCÁ-LO.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SEMPRE


Sempre canto instante diversos.
Canções com que a alma se expande de mãos dadas
com as lembranças.
Renasço cada momento, neste amor que se propaga,
neste ciúme tolo, até pretensioso que aos poucos no meu peito desata.
Ontem ciúmes... Mil desconfianças...
Hoje, não quero saber onde andas.É uma emoção diferente,
com o tempo diminui mais.
Neste jardim de surpresas passa a ser a vida ausente.
Das tresloucadas perdidas noites em questionamentos
inúteis.
Hoje, sempre atenta, vou levando no turbilhão de ânsia e suspiros,
deste amor que nunca se apaga.
É fagulha que me incendeia, é como ondas quebrando na areia.
Sempre percebi,que não fui eu que te achei.
Eu, sim, é que me perdi.








MEMÓRIA INEXATA




No espaço e num tempo,tão incrível,tão intenso e
tão denso.Construí com tanto
desvelo,um esboço de vida.
Percebo que se vai afastando
o projeto principal e original
bordado de angústias,grávido de promessas,
vestido de névoas,prenhe de luzes,
redondo de mágoas,intenso de alegrias
que era então a
mola propulsora para
um futuro melhor.
Olhar para trás
nada resolve,
nada mais constrói,
nada mais ressurge.





quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Maria Bethânia - Tocando em frente

NÃO ME PERDI DE TUDO


NÃO ME PERDI DE TUDO
RESTAVAS EM MIM NO MÚRMURIO
E NA PRECE.
COMO SE FOSSES
O MÚRMURIO E A PRECE.
SÓ ME PERDI DE TUDO
PORQUE ARTIFICIALMENTEME ENCONTREI
NOS BRAÇOS DO SONHO.
NÃO HAVIA CAMINHO
MAIS FÁCIL DE PERCORRER
QUE O TEU SEGREDO.



SOSSEGO



Sossego nas ruas em dias de feriado.
Apreciou a beleza da cidade que não é notada.
Sinto o cantar da passarada, cujo canto atravessa ruas e avenidas.
No sossego da noite acalento meu pensamento envolto de alegria, ao recordar do início do dia.Juntando as peças do ontem e do hoje,descubro o brilho e a esperteza quando criança.Tornei-me adulto dono do meu destino,onde me guio, sigo e vou avante.Na vida temos sonhos e pesadelos,
amores e temores,
dias frios e dias quentes,
muitas vezes tristes ou Extremamente contentes.





quarta-feira, 18 de novembro de 2009

APURANDO OS SENTIDOS, SENTIDOS.

Aprimoro meus sentidos em busca do domínio da Audição.
Verifico que o silencio não permite que eu repouse, pois vai de encontro
as vozes soltas que juntas formamos um elo de letras, frases, poemas...
Determino ao Paladar de sentir o sabor da escrita, degustando e digerindo
Pensamentos em forma de alimentos balsâmicos e salutares.
Proclamo ao Tato, que sinta o tatear de mãos unidas, simplificando e dando significado ao lápis que conduzo.
Peço ao Olfato, que sinta o cheiro da brisa embriagadora de perfumes celestiais que transbordam
Onde estou em um jardim do Universo.
Minha Visão fica turva e ao mesmo tempo límpida,
Sabendo que o sexto sentido trabalha em prol dos cinco sentidos, determinando um propósito, uma lógica elementar na busca pelo mistério dos pequenos envolvimentos místicos além esfera.
Para um lugar que demanda o triunfar.

AQUARELA - TOQUINHO

SOMBREANDO





Sombreado está o dia, a vida, a alegria, o amor,
Os quadros e seus pintores sombreando cores e pigmentando telas,
Aquelas aonde vêm o lúdico, paisagem, colagem.
Sombreado está à noite, com o recolhimento dos artistas, pintores, poetas,
Compositores, cantores, atores o que representam a vida em atos, fatos, contatos, de fato o sombreado aos meados de tantas apresentações.
Neste grande espetáculo de sombreados, pelos cantos do mundo.
Em preto e branco, em tom pastel, de infinitas cores, todas belas, singelas de acordo
Com cada sombreado, que seus personagens têm empregado na composição da arte em forma de sombreado.



terça-feira, 17 de novembro de 2009

RENOVAÇÃO




Se já no amor me sinto transtornada
Porque na direção não vejo norte,
É que esse amor de todo renovado
Não promete ternura e nem o porte.

Da ânsia e da ilusão do que se foi
Mas voa, pois se em feliz adivinho
É que minha alma vibra e pressupõe
Que há semente de flor nesse caminho.

Sigo, vivo canto. Até me prendo
Na certeza do tempo que não passa
Porém se a solidão me surpreende
Desconfiada. Incerta. Não por ti
Mas por receio que esse amor me faça
Sofrer de novo aquilo que sofri.

"PARE PRA PENSAR"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

PACIÊNCIA - LENINE

O MUNDO DE UMA POETISA


Neste mundo exponho o que escrevi e o que ainda irei escrever.
A Luta pela Lembrança com Asas da Liberdade estão no meu Melhor Momento
Porque não Me Perdi de Tudo e em Fila, expresso o que trago neste Coração sem Limites.
O Tempo, O Que Queres Saber.
Comparando, Dia Inútil... Dia Vazio...
Do Fundo do Meu Coração me sinto Exuberante, Mimosa um Paradigma.
Em Passos, na Penumbra O Tempo com A Missão da Arte de Amar qual será o sentido do Reflexo do Ontem e o Soneto da Volta.
É Um Presente de Deus, Tua Presença, Tuas Mãos, o Sossego, o Viver, a Surpresa, o Guardião de Luz, é Sério Demais, fazendo com que eu Voei Além de Mim.
Foi Aparando as Arestas, juntando os Fragmentos muitas vezes senti o próprio Poema em Fuga.
Despertei e fiz de Cada Amanhecer uma Eterna Busca.
Pois é Preciso Marcar Presença, mesmo em Dia de Chuva, sendo um Camaleão onde a Transformação e as Máscaras,
Volta no Tempo, Destelhando,Divagando, Recortando e Colando comentários.

sábado, 14 de novembro de 2009

UM DIA DE CHUVA



A chuva miúda veio no fim de tarde e aos poucos envolveu a pequena cidade.
Ao fechar a janela, perdura a visão do reflexo das luzes a escorrer das folhas da
Laranjeira, no terreno do vizinho.
O relâmpago se repete azul e cortante.
Começo então, a suposição sobre o amadurecer.
Amadurecer é buscar a paz no equilíbrio precário.
Saber-se e aceitar-se incompleta e confusa em latitude e longitude e é sofrer com a impossibilidade de plena harmonia (plenitude) lutando, embora, para encontrá-la.
O ser humano não sabe que está amadurecendo e julga-se infeliz.
Soubesse não ser necessário vivenciar o extremo oposto da posição anterior para evoluir e avançar, e tornaria o sofrimento como escola e escala de evolução e progresso interior.
Evoluir é ver que também está em nós e fortalecer o que detestamos nos outros.
A chuva cessa. Meus pensamentos também.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

DIVERSIFICAR

SADE - BY YOUR SIDE



SADE LIVE - YOUR LOVE IS KING



Sade Live - Love Is Stronger Than Pride


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

IRISAR



Tornei-me um arco-íris depois da chuva fina que no horizonte despontava.
Irisar foi o momento que comecei aparecendo com as cores luminosas e brilhantes que em um arco, as gotículas caiam sem penetrar no grande mistério do arco-íris.
Os pássaros bailavam, dançando com as cores que eram vistas e colorindo suas plumagens.
O bailar das cores, encantou a própria natureza.
Irisar os vales, montanhas, rios, mares, é um espetáculo de matizes naturais que são próprias dos seres interiorizados com seu Eu e com o Universo.
Irisar a vida é dar sentido a cada momento em cor diferenciada, plantando cores,
Colhendo luz nos momentos que meditava.

Flávio Venturini - Amor de Índio

SONHO

Neste sonho vou roubá-lo e levá-lo há um mergulho profundo.
Será um sonho mesclado, misturando corpos, desejos e anseios.
Bailaremos num ritmo frenético, nossos corpos encostados vibrarão com a música, embriagando nossos corpos suados a deslizar mãos e os lábios sugando até a alma,
Faz emudecer o impuro desejo.
Sonharemos juntos, para não frustrarmos nenhum de nós.
Vibraremos no mesmo acorde, para quando eu acordar lembrar-me da música,
Do ritmo, da embriaguez de beber teu suor de prazer.
Irás partir do meu sonho e quando a realidade voltar no tempo.
Serei tua da mesma forma.

DESTELHAR

Pudera eu destelhar os telhados humanos,
Queria descobrir seu interior e fazer deles um abrigo de amizade e felicidade, esta procura que paramos o mundo com dedos da imaginação, buscando por verdades, engolindo mentiras. Menosprezando nossa inteligência.
Destelharia os telhados de vidros, estes que reluzem ao dia, ofuscam de noite e frágeis com o vento.
Bem dizem que todos os telhados são de vidros, e concerteza os que atiram uma pedra vai quebrá-lo. E uma telha quebrada abala a estrutura e deixa uma goteira, mesmo que não chova.
Quanto mais pedras atiradas, muito mais goteiras a serem consertadas. E dentro da casa interior , sem calha escorre ao canto mais sensível da casa, o coração. Este que pulsa e destelham as suas fibras interligadas ao bem estar.
Portanto, não devemos destelhar e sim consertar tantas telhas quebradas e destelhadas.


ALTA-COSTURA














Há nomes espalhados pelo mundo evidenciando os grandes estilistas com suas peças exclusivas e de grande valor financeiro.
Existem outros, que derrubam os grandes estilistas com suas máquinas a desfilar de forma diferente.
Perfilados, separados costurando o grande tapete preto. Com seu zig zag em cores diversas e fazendo da alta-costura um preço sem preço, a própria vida.
Muitos não provam, outros sim as picadas de agulhas, ornamentam suas vestimentas carnais com platinas, pinos, parecem reciclados e outros se tornaram homens ciborgs.
Afirmando que é a maior adrenalina, em parte.
Quando sua costura sai mal feita, recebem uma dosagem de adrenalina evitando que a vida escorra pelo tapete do grande desfile. E assim seguem no mundo da alta-costura, muitos aparecendo nas capas de jornais e outros nas páginas policiais.








quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ETERNA BUSCA

Descubro meu reflexo obscuro,
No fundo do meu céu extemporâneo
Dei-te de mim o quanto sobrevive
Coloquei-te nas formas de uma espera
Pra continuar... Dei-te o bastante
Há crenças deslizando nos meus traços,
No adormecer contigo em pensamento,
Na sublimação do que não sou,
Na pureza dos gestos...
Deixo um abismo de asas e inquietude
Num abstrato de ternura e paz.
Apesar da saudade que desgoste,
Prefiro te buscar, em cada ponto do infinito
E do sonho. Esmaeço.
Dentro do nada que meu sol desponta,
Em busca de um horizonte na memória.
Serei o reflexo de tudo o que girar e for,
E vir a ser.
Viverei a incerteza de todos os sentidos,
Porque te quero bem, apesar de tudo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

BIBLIOTECA



Este livro amarelo que analiso
Repousavam nas estantes de cultura
Quanto tempo perdido foi preciso
Aclara a mesa lúgubre de imbuia
Trazendo do passado velhos temas
Galopando no tempo sem regresso.
O tempo arquivo, soberano e mudo,
Arquiva a força e a beleza alada
Aprende criatura que recusas tudo:
O tempo só faz velho e mais nada...!
Da quietude mortal da biblioteca
A sala está sombria e misteriosa...
Exalam raciocínios ajuizados
Alguma coisa estranha a gente vê
Grossos livros se empilham empoeirados
A luz tênue e indiferente
Guarda Tesouros sabiamente nos livros finos,
Grossos, balofos.
Chorando luto e lágrimas de mofo.

FRAGMENTOS



De que serve lamentar o concreto, diferente do abstrato que sonhamos, se o vento quando passa, não marca regresso.
Será acertado receber um amor mutilado quando, nos refolhos d’alma, há uma angústia a ser desanuviada?
A melhor solução será a fuga, quando se teve provas cabais da evidência do amor e a gente queria um amor integral e obteve apenas fragmentos descontínuos.
Teremos mitigado esta sede interior de alcançar a unidade, exatamente no dia em que tudo terminou?
Ou esse final é o início de uma nova fase, que se expandirá para o além do horizonte, para além do momento anti-lógico.
Valerá à pena a gente sair de si e integrar-se, sem guardar no âmago do ser, nos recônditos d’alma,uma reserva de coragem para o instante da mente psicose irremediável?
Saberá ele que, em cada carícia arrepiante de mão que não vivemos há uma ressurreição em potencial?
Compreendê-lo-á que, em cada beijo não construído, nos interpenetramos tanto, que sentimos presente a transmissão da seiva motriz necessária para transpor a solidão – desespero?
É possível nos braços de ontem que não tem mais calor porque não são trocados e, nos de hoje (que não tem mais energia porque não são vividos) comunicarem-se nossas almas?
Será válido tentar de novo, se enquanto tudo cresce e a vida escapa, o homem vai superando, antecipadamente o clima desolador que resulta depois das tempestades?
Se o homem continuadamente sem ar místico interior, sempre se prepara para sofrer com a dúvida seguinte, é justo pretender amealhar o amor plenitude?É?É?É?

sábado, 7 de novembro de 2009

VOLTA TEMPO

VOLTA TEMPO, DOS MEUS TEMPOS,
ESTES TEMPOS,QUE HOJE SE TRANSFORMARAM EM OUTROS TEMPOS.
VOLTA TEMPO,AQUELE TEMPO DE MARCAR ENCONTRO NA PRAÇA,
BRINCAR NAS RUAS DA CIDADE COM VONTADE.
TER AMIGOS DE INFÂNCIA,PARTICIPANDO DO CRESCIMENTO DE CADA QUAL,
QUE MUITOS ESTÃO PLANTADOS COMO FLORES ONDE JAMAIS MURCHARÃO
DENTRO DO MEU CORAÇÃO.
VOLTA TEMPO E MOSTRA A ESTE NOVO TEMPO,
O QUE NOS OUTROS TEMPOS ERAM FEITOS.
QUEM ESQUECE O CINE MUSSI,AH! MEUS TEMPOS,
O TEATRO, HOJE O CENTRO CULTURAL SANTO ANTONIO DOS ANJOS,
DESTE TEMPO ESCUTAVA HISTÓRIAS,SEUS FIGURANTES BEM TRAJADOS E A SOCIEDADE BEM MAIS ERGUIDA.
VOLTA TEMPO,ESTE TEMPO QUE NÃO APAGA:
AS LEMBRANÇAS,
AS PESSOAS,
OS LUGARES,
AS SAUDADES,
O ENCANTO.
VOLTA TEMPO, INSTALA TEU TEMPO EM CADA CANTO ESQUECIDO.
RESSURGE TEMPO, NESSES NOVOS TEMPOS NÃO VINDOS E
MUITAS VEZES QUE NÃO SÃO BEM VINDOS.

FOTOGRAFIA

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Gheorghe Zamfir

MUITOS RITMOS,MERGULHO NUM MUNDO A PARTE E ESTE SOM É UM DELES.AFLORA OS PENSAMENTOS E TRANSFORMA EM BELOS ESCRITOS.

SENTIMENTOS ESQUECIDOS


Tem-se falado tanto em aquecimento global, geleiras derretendo e assim a Terra sofrendo suas transformações constantes.
Os seres humanos não estão diferentes o aquecimento de seus corações está vibrando em acordes, e muitas vezes esquecem-se do verdadeiro calor humano.
Aquele sorriso, gestos simples, educação, senso de humor dosado, carinhos distribuídos sem ser pedidos.
Lembra-se de sentimentos esquecidos quando em galope muitas vezes não muito veloz a dor
Instala-se com seus golpes, ferindo as fibras mais tenras da alma.
Abatem-se e sentem a falta dos sentimentos esquecidos. Alguns aprendem a lição, outros insistem em carregar estes sentimentos esquecidos.
Não são diferentes das geleiras que estão derretendo e desprendendo-se da superfície. Estes humanos, são frios,calculista,dinheiristas e acham que tem o direito de exigir algo,em troca do fator Poder. A palavra Poder na verdade tem vários significados colada a palavra em frases.
O poder que me refiro é deixar todos os sentimentos aflorarem, porque guardá-los com medo de demonstrá-los, os humanos extinguirão com o Planeta, e suas modificações.
Portanto, reflita sobre sentimentos esquecidos e eles existem, e são para ser retribuídos e sentidos.

TATANKA -MANATIAL

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CORSÁRIO

APARAR AS ARESTAS


Vou aparar as arestas da vida.
Como fazem os jardineiros embelezando os jardins,
podando árvores, retirando ervas daninhas.
Transformando o lindo jardim em floresta.
Aparar as arestas sem modéstia.
Depois de aparadas e cortadas, darei uma festa.
Presentearei a vida, com brindes de bebidas fortes e
escolherei uma noite de luar e que seja de gala.
Convidarei as pessoas que sabem brindar a vida,
que vivem com as divergências sem importar-se com a lida.
Jogarei rosas perfumadas do alto, cairão como chuva, para um
Espetáculo a altura.
Decorarei com velas perfumadas e coloridas, enfeitando cada mesa servida.
Discursarei e será breve.
Comentarei apenas o seguinte:
De vez enquanto, aparem as arestas da vida.

DELÍRIOS DE AMOR

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

RITMOS BRASILEIROS


A PESQUISA FOI BASEADA EM LEITURA FEITA NO SITE RITMOS BRASILEIROS


BATUQUE

Ritmo trazido ao Brasil no século XVI, de Angola e Congo.
Consiste na mais antiga referência a uma dança brasileira.
É realizado em círculo e dele participam não apenas os dançarinos,
mas também os músicos e os espectadores.

CAXAMBA

Tia Maria canta e dança nas
apresentações de jongo pelo Brasil
(pesquisa no site Beleza Pura)










É o batuque de negros do Estado de Minas Gerais. Assim como o
batuque, é acompanhado de cânticos, constituídos, em sua maioria,
de versos emparelhados, que uma pessoa canta e outra responde.
Em Alguns lugares, recebe o nome de Jongo


CONGO

Encontrado no Espírito Santo, também é uma variante do antigo
batuque. Os registros de tais formações no Estado datam de meados
do século XIX. Instrumentos: tambores pequenos e grandes, com pele
em uma ou ambas as extremidades, casacas, chocalhos e cuíca.

SAMBA

Evolução do batuque tem origem na palavra africana "semba"
(umbigada). É praticado no Brasil inteiro.

CÔCO

De origem alagoana, é a dança das pessoas humildes, sem condições
de ter um instrumento, que possuem apenas as mãos para marcar o
ritmo. Os instrumentos, quando os há, são: bombo, caixas, timbrel (pandeiro sem a pele), chocalhos e outros.

BUMBA-MEU-BOI

Dança dramática, de origem portuguesa, que narra um episódio
envolvendo o escravo Pai Francisco, que rouba e mata um boi para
que sua mulher grávida, com desejo, possa comer sua língua. O
coronel descobre o crime, coloca Pai Francisco na cadeia e ameaça matá-lo,
caso não compre outro boi premiado. Os pajés e os
doutores são chamados e, depois de uma pajelança, ressuscitam o
boi e todos dançam de alegria para comemorar. Também conhecido como
boi-bumbá (PA) e boi-de-mamão (SC), entre outros.


FORRÓ

O termo talvez seja uma corruptela do inglês "for all", que se
escrevia em grande tabuleta nos canteiros de obras chefiados por
ingleses ou americanos, no Nordeste dos anos 30, indicando que a festa
recreativa era para todos. Pesquisadores nacionalistas, no entanto, alegam
que sua origem vem do termo "forrobodó", que na verdade não deixa de dizer a mesma coisa
somente acrescentando o fato que nessa festa havia distribuição gratuita de comida "bodó".


XAXADO

Sua dança já era conhecida no agreste e sertão de Pernambuco desde
a década de 20. Música de cangaceiros era estritamente vocal, tendo o
ritmo marcado apenas com o bater das coronhas dos rifles no chão.

XOTE

Dança de origem alemã muito difundida na Inglaterra e na França,
a Schottisch foi trazida para o Brasil em 1851, onde ganhou, no
Nordeste, o nome de xote.


VANEIRÃO

Conhecido em todo Brasil como forró gaúcho, consiste numa
dança de salão, em compasso quaternário, de origem cubana.


MARACATU

Folguedo popular típico do Carnaval de Pernambuco.

CABOCLINHOS

Folguedo carnavalesco que teve origem nas danças ameríndias,
nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas,
e Minas Gerais.


MACULELÊ

Dança guerreira praticada por negros baianos, simulando-se um
combate com o jogo de bastões e facões, executado em ritmo eletrizante
produzido por atabaques.



BAIÃO





Originalmente, era o nome dado à parte musical executava com a viola pelos repentistas do Nordeste nos intervalos dos cantos de desafio. Ganhou status de gênero musical em 1946, com Luiz Gonzaga.




BOSSA NOVA

Surgida no final da década de 50, é uma variação
do samba, caracterizada por sofisticações harmônica, ritmo
melódico e típica ritmação.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

CONEJCTURAS A BEIRA MAR IV



A inspiração?
Ela corre por entre as horas claras - as verdes ondas.
Pelos meandros do silêncio gostoso.
Ela vem e se aconchega.
A inspiração está na vida, explodindo em cada canto, implodindo em cada pranto.
Quem está disponível facilmente distinguirá seus contornos junto ao céu, mar adentro.
A vontade de dar paz e amor
sem desejo de troca, sem retribuição, sem nada.
Ela vem chegando de mansinho.
A inspiração faz pressentir que a noite adentro, há alguém
marcando uma dura saudade que invade o peito da ausência presente,
que pressente um futuro... Com passado... a lamentar.
Há inspiração na vida,
no gesto simples, no sorriso do bom,
no olhar do feliz, na tristeza sem cura do triste,
na ardência dos olhos molhados,
na brisa e na vida daqueles que seguem
sozinhos em busca de um porto.

Sandra Helena Queiróz Silva