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Quem sou eu

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Sou a simplicidade casada com a verdadeira essência de um ser. Venho de uma família onde todos trazem e trouxeram em suas bagagens um código espiritual único e capaz de transformar palavras em frases complexas e simples, que ampliam horizontes e rompem barreiras. Sou filha do vento, da água, da terra e do fogo. Tenho minhas fases e mudo conforme a Lua. Sou a busca do exato, na medida disforme das coisas que vejo, e minha mente transcreve. Hoje criando este blog, mostrarei o que em gavetas escondia. Beleza, sinceridade, sede de transcrever o que minha alma sente ao se deparar com uma folha e um lápis, pois é desta forma que escrevo. Na simplicidade de um canto qualquer, mas com essência pura dos sensíveis.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

POEMA EM FUGA


Quando eu morrer não coloquem meu nome nos jornais, não quero ser notícia do momento,
não quero ser assunto da semana.
Quando eu morrer não conte aos que me amam, eles vão chorar, vão ficar tristes,
vão gritar pelas ruas,fazer fita.
E eu juro que não os quero tristes.
Quando eu morrer não me enterrem no chão, talvez eu brote em rosas e açucenas e,
muita gente vai ficar decepcionada com isso.
Façam assim:Joguem meu corpo ali na praça, deixe de preferência uma vela acesa
bem junto a minha cabeça, para que eu possa ler de madrugada.
Não falem que eu fui boa pelo menos sem vida.
Quero ver bem longe a hipocrisia desta gente oca.
Tirem depois duas fotos: Uma dos meus olhos para os meus amigos verdadeiros,
outra da minha nuca,para os que amam me criticar pelas costas.
Não depositem flores nos meus braços,elas murcham depressa ...
Olhem-me apenas com sinceridade.
E eu me sentirei coberta de pétalas ...
Não rezem essas preces decoradas. Pensem-me apenas.
E eu me sentirei orvalhos de ternuras.
Não carreguem meu corpo pelas ruas na vulgarização emocional.
Cremem meu corpo.
Quero fazer parte de alguma nuvem calma, para apreciar o infinito sentada numa estrela ...
E se alguém perguntar para onde fui, mintam que me tornei uma ermitoa e
fui morar no azul do firmamento, num recanto escolhido, longe de tudo o que me odeia e mais longe ainda, dos que me esqueceram.

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